Inflação na Argentina atinge 6,7% em março, maior índice em 20 anos

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A inflação na Argentina chegou a 6,27% em março, o maior índice em duas décadas. A situação –resultado de anos de políticas populistas no país– tem levado ao empobrecimento da população. Por isso, os argentinos têm protestado e cobrado ação do presidente Alberto Fernández.

O argentino Miguel Díaz mora no bairro de Nueva Pompeya e costumava de tudo no armazém na esquina de casa. Mas nos últimos tempos, ele aproveita o trabalho de motorista para procurar ofertas em diversos pontos da capital Buenos Aires. “Não dá para comprar um lugar só, tem que ficar procurando o melhor preço”, diz.

E sempre que, no caminho, há alguma boa oferta, o jeito é descer do carro e comprar. Isso vale principalmente para os alimentos, que ficam cada vez mais caros. “Não há salário que seja suficiente hoje em dia para comprar. É muito difícil. Eu moro aqui com meu filho e é difícil. Não quero nem imaginar para quem tem três ou quatro filhos”, desabafa o argentino.

A angústia de Miguel é compartilhada por grande parte da população. Somente no mês de março, a imposto do país chegou a 6,7%, o maior índice mensal desde a crise de 2002, há 20 anos. Já a inflação dos últimos 12 meses chegou a 55,1%.

“Está difícil. Você não pode ficar sem trabalho. Do contrário, não tem comida”, conta o pedreiro José Luis Rodriguez.

E justamente os alimentos pesados ​​no bolso dos argentinos. Somente nos três primeiros meses de 2022, os aumentos dos preços de alimentos e bebidas alcoólicas foram de quase 20%, 3,5 pontos a mais do que a inflação geral do trimestre. O fenômeno cora principalmente os setores, segundo 8%, e deve ter impacto principalmente no ano 3 da vida social da Argentina.

“A principal causa da inflação argentina tem a ver desajustes fiscais. A Argentina sempre financiou, particularmente nos últimos tempos, com emissão, gerando um semente da inflação”, afirma o economista Ariel Barraud, do Instituto Argentino de Análise Fiscal.

Barraud, além de políticas específicas de ajuste, que irão avaliar os problemas fiscais, e os anos não governam o governo do próprio funcionário, Alberto Fernández, e a avaliação da população de que irá aumentar agravar a situação.

“O que gerou a situação em que estamos agora foi o crescimento da participação do Estado em todos os níveis da economia. O setor privado de alguma maneira afogado se vê os fiscais e por quem entende de concorrência”, acrescenta o economista.

Apesar dos governos argentinos buscarem os preços de alguns itens básicos básicos na tentativa de conter os sucessivos governos, uma estratégia clara e não funcional para proteger o bolso do consumidor. Dados oficiais divulgados nesta quinta (21) mostram que, em março, os preços da básico total, que itens alimentares e não alimentares básicos para não estar na linha de pobreza, voltou a superar a elevação e aumentou 7%.

Alberto Fernández, presidente da Argentina
Presidente da Argentina, Alberto Fernández tenta facilitar a situação com os programas de transferência de renda / NurPhoto

O presidente Alberto Fernández tenta facilitar a situação com programas de transferência de renda, por. Mas a coligação de esquerda enfrenta um racha interno entre Fernández e o vice Cristina Kirchner. Ela foi contra o acordo de renegociação da dívida argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que prevê, por exemplo, a redução de aparelhos elétricos.

O presidente da Federação de Donos de Armazéns da Província de Buenos Aires pressione o governo Fernández por soluções para lidar com a situação. “Os aumentos de preços chegam a todos os dias para nós. Há pouco chegou a notificação para nós um aumento de uma empresa de pilhas, entre 19% e 20%. Isso não é robusto, mas nos deixa sem rentabilidade”, Fernando Savore presidente da federação.

Na outra ponta da crise, a população também pede soluções. Diversos protestos organizados por movimentos sociais tomaram as ruas de Buenos Aires nos últimos dias. O sentimento dos argentinos está resumido em uma faixa que diz: “produzimos, mas ainda somos cada vez mais pobres”.

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