Grupo Especial retorna à Sapucaí depois de dois anos sem carnaval

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Quando a sirene tocou e se abriu, a elite do carnaval voltou a se exibir na Marquês de Sapucaí, na noite desta sexta-feira (22), após dois anos afastados do templo do samba. A apresentação das primeiras escolas do Grupo Especial começou pontualmente às 22h.

A abertura coube à Imperatriz Leopoldinense, da carnavalesca Rosa Magalhães, com o enredo Meninos eu vivi… Onde canta o sabiá, onde cantam Dalva e Lamartine!. É uma homenagem a Arlindo Rodrigues, carnavalesco que levou a Imperatriz ao primeiro campeonato, em 1980.

Imperatriz Leopoldinense abre o desfile do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022 – Tomaz Silva/Agência Brasil

Como já é tradição, a força do carnaval de Rosa está nos detalhes dos carros-alegóricos e das fantasias, tudo construído com muita perfeição e técnica.

A comissão de frente, como tripé, uma locomotiva e um vagão ladeado por espelhos. Em título de cima do Babo, trouxeram-no, trouxeram-lhe a lembrança de 19, quando a Impera um enredo de recordação de 19, quando a Impera um conjunto de lembranças de Oliveira, foi homenageada no último carnaval de Arli8.

Entre o casal de mestre-sala e porta-bandeiras e a primeira ala, a escola trouxe um tripé com uma enorme escultura móvel de Arlindo, que aplaudia a entrada da agremiação. As alas e alegorias também fizeram referências aos carros que foram feitas para o Salgueiro, onde eleudos cinco anos, onde foram reconhecidos como cinco anos de idade, onde foi entre os carros de campeão e 70, e para a Mocidade 1979.

Em seguida, foi a vez da Mangueira, que este é uma homenagemou três grandes personalidades da escola: Jamelão, Delegado e Cartola. O desenvolvimento do enredo Angenor, José e Laurindo coube, mais uma vez, a Leandro Vieira. Ao entrar na avenida, a Mangueira arquiban grande parte do público nas. A comissão de frente inovou com uma troca de roupas relâmpago. Em segundos, os dançarinos trocaram suas vestimentas nas cores preta, branca e cinza por ternos verde-rosas.

A Mangueira do passado foi lembrada no carro abre-alas, Teu Cenário é Poesia, que trouxe esculturas caricaturais dos três artistas e do sambista Serginho do Pandeiro, fazendo as tradicionais acrobacias com seu instrumento musical.

Mangueira é a segunda escola a desfilar no primeiro dia do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022 – Tomaz Silva/Agência Brasil

Durante o desfile, o intérprete principal, Marquinho Art’Samba, passou mal e teve que ser atendido pelo Corpo de Bombeiros. Apesar disso, a verde e rosa movimentou como arquibancadas com muitos aplausos diante das exibições da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta bandeira.

Terceira escola a pisar, o Salgueiro, avenida do carnavalesco Alex de Souza, uma reflexão sobre o legado escravizados para africanos, com o enredo Resistência.

A escola passada pelos diferentes aspectos da cultura negra no Rio de Janeirocomo o candomblé, a umbanda, o pagode, o jongo, o funk e a capoeira, e pelos locais onde essas manifestações resistem, como os terreiros, a Pedra do Sal, o Cacique de Ramos e o Viaduto de Madureira.

A comissão de frente apresentou a dança dos heróis negros, com bailarinos pintados de bronze, como se fossem esculturas que merecem destaque em locais públicos da cidade, como Xica Da Silva, Ruth De Souza, Machado de Assis e André Rebouças. O tripé apresentou ainda efeitos de fumaça e areia.

Uma ala de bailarinas chamou a atenção no desfile. Era uma homenagem a Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra brasileira, que marcou sua participação na história da escola. Para representar Mercedes, quem estava na avenida era Ingrid Silva, também bailarina negra, proprietária do Dance Theatre of Harlem, de Nova York.

Uma alegoria que também teve destaque foi um Black Carioca que simbolizava o conhecido Baile Charme abaixo do viaduto Negrão de Lima, em Madureira, na zona. O funk também foi identificado neste setor do desfile. O carro último, a resistência contínua questionou o racismo e a violência contra a população negra.

Quarta escola a ocupar a Sapucaí, a São Clemente apostou em uma homenagem ao humorista Paulo Gustavo, morto por covid-19 no ano passado. Com o Minha vida é uma peça, o carnavalesco Tiago Martins lembrou-se do ator com saudades, mas sem tristeza, fazendo a arquibancada vibrar com as passagens do ídolo da comédia.

No início do desfile, a escola teve problemas para acoplar as duas partes do carro abre-alas.

O que também apresentou problemas foi o tripé da comissão de frente, um imenso, camarim, suas luzes não se acenderam e ele ficou parado por alguns minutos na avenida de chegar até a cabine dos jurados.

Uma comissão drag queens com vestidos nas cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQI+. Na apresentação aos jurados, como arrasta subir é famoso e parte deles foi substituído por integrantes vestidos como Don Hermínia personagem famoso do humorista. Uma cortina se abriu para revelar a mãe de Paulo, Déa Lúcia, sentada em um sofá amarelo.

Dona Hermínia também foi lembrada na fantasia da bateria e em uma das alegorias. Apesar dos problemas, a escola conseguiu terminar o dentro do tempo limite.

Em seguida, foi a vez da Viradouro, campeã atual, que busca seu terceiro título. O milhões foi o carnaval de 1919, após o enredo da gripe espanhola, que matou pelo mundo, com o Não há tristeza que possa esperar tanta alegria, dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon.

A Viradouro levou alegorias e alas com fantasias representando blocos e figuras carnavalescas. A plateia vibrou com a apresentação da bateria que tem à frente Mestre Ciça. Em vários momentos durante o desfile e, em especial, diante das mesas dos jurados, os gabinetes dos jurados se abaixam e no meio deles surgiam cinco ritmistas que fornecem uma marcação com metais.

A responsabilidade de fechar o primeiro dia do enredo à Beija-Flor de Nilópolis, com um tema falando da cultura negra na formação do povo brasileiro, com o Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor, desenvolvido por Alexandre Louzada.

O desfile teve início com a utilização das cores pretas e azul intenso com um abre alas que se dividiu em três partes. Na frente tinha um beija-flor, símbolo da escola. Mas já no segundo carro entendido como dificuldades, por não conseguir todos os destaques em cima da alegoria, o carro parado ainda na concentração antes de virar para a avenida.

Com a dificuldade de incluir todos os destaques da escola, o carro finalmente foi movimentado, mas já tinha causado transtornos na harmonia da harmonia, com um buraco entre as alas.

O outro que ficou emperrado na concentração foi o quarto carro chamado de Escrevivências que mostrava uma favela com muitos livros. Depois de resolvido o problema, o carro entrou na avenida e segue o desfile até o fim. A escola terminou o desfile já com o sol raiando no horizonte.


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