E agora, Ibovespa? Fed pode acelerar e elevar juros para 2% até junho; veja por quê – Money Times

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Homem da vez: discurso de Powell derrete Ibovespa e eleva dólar nesta sexta-feira (Imagem: Kevin Dietsch/Pool via Reuters/File Photo)

Em meio à última sinalização de política monetária dos EUAas bolsas rebelando nesta sexta-feira (22) ao discurso de ontem de Jerome Powellpresidente do Reserva Federalem que pretende ser mais dura na condução da política monetária nas reuniões próximas, ou seja, espera-se juros mais altos na economia americana para este ano, cenário que impacta a viagem ativos de risco assim como a valorização da moeda dos Estados Unidos frente aos seus pares.

Como preocupa Contudo de Powell sobre os impactos da inflação não crescimento da economia dos EUA vão em linha com que o mercado, em especial o de títulos americanos, vem precificando nas últimas semanas. Na quinta-feira (21), observamos a disparada para 2,97% dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, o que sinaliza um cenário de maior aversão ao risco no longo prazo.

Além disso, o índice Vixconhecido como o índice do medochegou ao maior patamar no mês, corroborando o cenário de crescimento versus inflação.

Foco na ancoragem das expectativas de inflação

Assim, o cenário vai se concretizando para um aumentar de meio ponto percentual na próxima reunião, que ocorre em maio. Porém, o meu cenário é que já está aberta a possibilidade de antecipar uma maior agressividade no ciclo de alta, com mais 75 bps para a reunião de junho, concretizando uma taxa de 2% já não primeiro semestre do ano, o que, em outras palavras, pode levar à ancoragem das expectativas de inflação, as incertezas do mercado.

Por fim, os impactos de uma política mais dura para os juros da maior economia do mundo devem ser refletidos na economia brasileiraem especial divisa cambial. Na minha visão, o cenário leva a uma depreciação da doméstica frente ao fim de 2022, além dos impactos que a moeda pode trazer.

Deixando o meu ponto mais otimista, o processo de desinflação ainda é válido ao longo dos próximos meses, influenciado pela queda de preços dos alimentos e da energia elétricao que abre precedente para já um primeiro corte de juros da taxa básica de juros, a Selicno último trimestre do ano.

Fernanda Mansano é mestre em economia com experiência de mais de 10 anos no mercado financeiro, passando por financeiras e bolsa de valores brasileiras. Atualmente é economista-chefe na Empiricus.

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