Trabalhador destinado a quase 60% do salário mínimo para comprar uma cesta básica em 2023 – Money Times

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Com um salário mínimo de R$ 1.294 previsto para 2023, o brasileiro chegará perto dos 30% perdidos na capacidade de dar conta da cesta básica do mês desde o início da pandemia (Imagem: Shutterstock)

Com um salário mínimo de R$ 1.294 previsto para 2023, estima-se que o trabalhador trabalhou quase 60% sua renda para adquirir uma básicosegundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

UMA Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)que institui o valor do salário, foi recebido pelo Congresso Nacional na última quinta (14) e segue agora para a Comissão Mista de Orçamento (CMO)onde serão realizadas mais deliberações.

A peça de responsável pelo projeto executivo e o governo na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA)tem que ser aprovado parlamentares até 17 de julho.

O valor do salário foi calculado com base na previsão de mínimo de 6,7% Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)ganhos sem acima da inflação sobre o valor atual de $ 1.212.

Conta não fecha…

Segundo o Dieese, o atual mínimo brasileiro, R$ 1.21 de salário2, é mais do que algumas vezes menor do que o valor necessário para suprir gastos individuais básicos e garantidos por indivíduos Constituição — alimentação, moraria, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

O mínimo que um trabalhador deve ganhar para conseguir fazer “tudo” é hoje estimado em R$ 6,4 milhões, sendo que a média de preço para somente uma cesta básica ultrapassar os R$ 600. São PauloEstado mais caro, a cesta sai por aproximadamente R$ 760.

O cálculo do valor da cesta é feito com base em pesquisas de preço de suprimentos básicos no consumo das famílias, como carne, arroz, feijão e leiteo que acaba representando quase 60% do que o trabalhador com o atual salário mínimo recebe no mês.

… e nem vai fechar

Para Patricia Costa, economista-sênior no Dieese, o ajuste de 6,7%, baseado no INPC, não deve garantir nem a manutenção do poder de compra do trabalhador.

“Inflação vem onerando a população de mais baixa renda de forma perversa”, declarou.

Um economista ressalta que a escolha do governo em não dar apenas ganhos reais ao salário mínimo e usar o INPC para o ajuste com famílias são pobres desfavorecidas.

Isso porque o destino é maior de sua renda a custos, como os alimentosque cresceram mais do que a mídia da inflação.

“O brasileiro vem comendo menos para a sua renda caber nos preços”, afirmou.

Os dados do IBGE mostram que, frente a um INPC acumulado no ano de 3,42%, o grupo dos alimentos subiu 4,79%.

Segundo o Ministério da Economia, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 389,8 milhões no orçamento. Isso porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diversos gastos são atrelados à segurança do mínimo.

Caracterizando uma política de aumento do salário mínimo como uma política de “não intervenção” por parte do governo, que acaba onerando as famílias de menor renda em prol da saúde das contas públicas.

“Estão tratando a inflação como taxa juros, mas juros é remédio para economia aquecida, o que não é nosso caso. O aumento real do salário mínimo pode ser usado para o mercado interno, um outro estímulo à economia”, disse.

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*Com informações da Agência Brasil

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