por que temos de comemorar em torno da mesa

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Neste aniversário mais que especial da nossa cidade, quero falar que Brasília tem muito a comemorar em torno da mesa. A gastronomia da cidade evoluiu em muitos sentidos. A cada dia, mais portas de restaurantes, cafeterias e outros tipos de estabelecimentos de alimentação se abrem. Projetos, festivais, movimentos alimentares também promove a boa mesa em provas.

Com respeito aos ícones, como o pastel da Viçosa, a pizza da Dom Bosco, o dogão da Igrejinhaquero destacar que Brasília tem ido além e que por trás disto está o esforço de cozinheiros em construir uma identidade local, final de contas, uma valorização do que é próprio e genuíno genuíno foi o que deu às diversas cidades do mundo daquele que buscado por turistas .

Brasília, que abrigou tantas naturalidades e nacionalidades, tem uma variedade imensamente cores e sabores. Seu repertório gastronômico é vasto, porém, o que é mesmo nascido da terra vermelha, das árvores retorcidas do Cerrado, tem ganhado aos poucos como gôndolas e cozinhas, e isso é motivo para comemorar.

Lembre-me bem do trabalho do chef Rodrigo Sanchez, no I Maestri, e a sutil utilização de frutas locais em seus preparos de técnicas francesas. Nunca vou me esquecer do ceviche de tucunaré com chantilly de pequi que comi certa vez. No Alice também era comum a chef Alice Mesquita inserir algum ingrediente do nosso bioma em suas criações pra lá de carinhosas. Dois exemplos para destacar que este esforço de valorização já tem um histórico para se espelhar.

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Atualmente atualmente

Passando aos dias atuais, dá gosto de ir à Casa Baco, do chef Gil Guimarães, e ver um cardápio que extrapola as massas e pizzas. Numa mescla muito inteligente, ele abre mão da dupla filé com risoto tão amada pelos brasilienses, para ensinar que também pode-se comer bem usando o que o Cerrado dá.

Exemplos em seu menu são o queijo produzido pelo suíço Stephan Gaehwi, em Corumbá, que chega à mesa de forno à lenha e acompanhado por geleia de buriti e crocante de castanha de caju; a canjiquinha com lombo suino, compota de cajuzinho do Cerrado, molho de pé de porco e crocante de ora-pro-nóbis; e o Arroz de Território com arroz vermelho e cateto integral, ovo e linguiça caipiras, cogumelos, carne de lata do Léo Hamu, pimenta de macaco e castanha de baru.

Gil parte dos movimentos Panela Candanga e Cerrado no Prato, iniciativas que promovem em possibilidades dos nossos jantares, sejam em feiras, festivais e temas temáticos com menus a apresentar. Também participe destes outros nomes importantes da gastronomia local, como Mara Alcamim, Simon Lau, Diego Badra, Igor Janiques, Ana Paula Jacques, André Castro, Matheus Zanella, Léo Hamu, entre outros.

No Conca, os chefs Badra e Janiques se debruçam nos ingredientes para oferecer preparos que conectem os comensais com a riqueza local. Um dos pratos mais incríveis que já degustei por lá foi uma sobremesa com cinco pratos diferentes comu, sendo que cada um deles se parecia com um sabor e uma textura muito própria. Inesquecível. Outro ingrediente que encanta os cozinheiros é o mangarito, um rizoma típico que quase foi exterminado do bioma, mas que vem sendo cultivado perto de Pirenópolis (GO). Na cozinha do Conca, ele dá vida a um guioza, muito gostoso por sinal.

Já no Aquavit, do Simon Lau, cada menu é um deleite para os sentidos. O dinamarquês apaixonado pelo Cerrado foi quem “descobriu” as possibilidades da baunilha daqui; ea ida até a sua casa já vale só pelo cafezinho adoçado com açúcar aromatizado por ela. No entanto, ele já utilizou para dar mais sabor aos morangos orgânicos servidos com leite de coco. Já com o cajuzinho da região, preparou um sorbet e um confitado para acompanhar uma terrine de foie gras.

Com o chef Matheus Zanella, no projeto Ossos do Ofício, Simon serviu moela cozida em baixa temperatura pão de gordura de porco com cajuzinho em castanha e espuma de mel e gengibre, além de preto de pequi, e malte, com gergelim kalunga . Para besuntar nestes dois, aromatizou a manteiga com casca de baunilha do Cerrado e confitou morangos com pimenta de macaco.

Mais Cerrado

Em minhas eanças por aí, sempre busco receitas que coloquem o Cerrado no prato. Por fim, me surpreenderam ainda com o risoto de pescoço de peru com aipo de pequi, farofa de baru e raspas de rapadura, dos chefs Marcos Nery e Matheus Brito, no Mezanino. Lá, eles também preparam uma torta de chocolate com calda quente de brigadeiro, sorvete de leite e praliné de baru.

No Xamam último, uma das tentativas do menu também, que aproveitei em dezembro bastante chamou a atenção. Era uma homenagem às frutas amarelas com sorvete de maracujá do Cerrado, creme de cheesecake com uma camada crocante e quenelle de sorbet de manga.

Quem também usa o maracujazinho de sabor mais delicado e doce é a confeiteira Duda Patriota, da Pató. A sua torta cheesecake leva uma geleia desta fruta, quando ela está na temporada. Outro item do menu, que faz muito sucesso, e eu sei o porquê, é a choux, uma carolina de massa fina e delicada, recheada com creme de confeiteiro aromatizado com baunilha do Cerrado. Sutil e delicioso.

Olha, devo confessar que sinto fome e vontade de voltar a todos estes lugares ao escrever este texto. registrador aqui registrado a minha atenção por estes funcionários que não são conhecidos como responsáveis ​​pelo que o Quero e admiramos também a responsabilidade de ensinar que o que é responsável por ensinar que o que é responsável por ele deve ser. Continue, para que a nossa gastronomia seja. Linda e saborosa ela já é! E a você, leitor, eu deixo um apelo para que desafie o seu paladar. O Cerrado, e todas as famílias envolvidas nesta cadeia produtiva, agradecem.

Para mais dicas de gastronomia, siga @lucianabarbo no Instagram.

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