MoneyGram é processada por EUA e Nova York por transferências injustas Por Reuters

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© Reuters. FOTO DE ARQUIVO: Um quiosque MoneyGram é visto em Nova York, EUA, 3 de janeiro de 2018. REUTERS/Shannon Stapleton/File Photo

Por Jonathan Stempel e Katanga Johnson

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) – A MoneyGram International foi processada nesta quinta-feira por dois reguladores que disseram que a empresa violou repetida e injustamente uma regra federal destinada a facilitar o envio de dinheiro para amigos e familiares fora dos Estados Unidos.

A queixa contra a MoneyGram, um dos maiores provedores de transferência de remessas dos EUA, foi apresentada no tribunal federal de Manhattan pelo US Consumer Financial Protection Bureau e pela procuradora-geral de Nova York Letitia James.

As transferências de remessa permitem que as pessoas nos Estados Unidos enviem dinheiro eletronicamente para pessoas em outros países e ultrapassem US$ 100 bilhões anualmente.

A MoneyGram foi acusada de ter repetidamente “encalhados” destinatários esperando por seu dinheiro, dado aos remetentes informações imprecisas sobre quando as transferências seriam concluídas e não atendeu às reclamações dos clientes de acordo com a regra de 2013.

Os problemas persistem apesar de uma série de atualizações de software e tecnologia, com algumas transações ainda ficando “presas” nos sistemas da MoneyGram, segundo a denúncia.

“A MoneyGram passou anos falhando com seus clientes e não seguindo a lei, ignorando reclamações de clientes e avisos do governo no processo”, disse o diretor do CFPB, Rohit Chopra, em comunicado. “O longo padrão de má conduta do MoneyGram deve ser interrompido.”

Em um comunicado, a MoneyGram, com sede em Dallas, disse que planeja se defender contra o processo “frívolo” e que seu programa de conformidade foi eficaz e que os consumidores não sofreram danos.

“O CFPB e seu diretor entraram em discussões com mentes fechadas e infelizmente optaram por fazer demandas cada vez mais injustificáveis ​​e sem precedentes”, disse a empresa. “Em última análise, a MoneyGram se recusou a ser forçada em um acordo injusto.”

A MoneyGram concordou em fevereiro em ser adquirida pela empresa de private equity Madison Dearborn Partners em uma transação de US$ 1,8 bilhão.

Nas negociações da tarde, as ações da MoneyGram caíram 49 centavos, ou 4,6%, a US$ 10,16, depois de terem caído anteriormente para US$ 9,76.

O processo de quinta-feira busca restituições não especificadas, restituição e danos civis. É o quinto caso relacionado a remessas do CFPB desde 2019.

“Procuraremos buscar um conjunto mais amplo de remédios para interromper repetidas violações da lei e desrespeito ao estado de direito”, disse Chopra a repórteres. “Estou comprometido em acabar com a má conduta das empresas que violam a lei repetidamente.”

O caso é Consumer Financial Protection Bureau e outros contra MoneyGram International Inc e outros, Tribunal Distrital dos EUA, Distrito Sul de Nova York, No. 22-03256.

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