A soma de erros nas altas esferas do Bayern de Munique

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Soluções para os atuais problemas do clube não se encontram no gramado e sim nas salas da diretoria. Time e comissão técnica são apenas uma imagem espelhada dos andares de cima. Foi o que ele mesmo confessou recentemente ao colocar no mesmo nível a derrota frente ao Villarreal com a eliminação do Hoffenheim diante do Liverpool em 2017 e adeus do Leipzig às pretensões do PSG também nas quartas de final em 2020.

Entretanto mesmo com a decepcionante derrocada dos bávaros, clube é um equívoco, assinatura ao jovem técnico toda responsabilidade por mais um fim precoce do torneio. Vale lembrar que o mesmo aconteceu sob o comando de Hansi Flick na temporada passada.

Nagelsmann é uma peça nesta vida inesquecível na qual o Bayern se transformou nos últimos anos. É nos andares de alta administração do clube onde são traçados os planos estratégicos esportivos e financeiros no curto e longo prazo.

O time e sua comissão técnica são apenas uma imagem espelhada do que acontece nas altas esferas do Bayern de Munique. As soluções para os problemas do clube não se encontram presentes no gramado e sim nas salas da diretoria. Toda e qualquer análise crítica da esportiva não pode se verificar apenas à situação equipe.

Aparentemente, um dos maiores problemas se concentra na diretoria de esportes, dirigida por Hasan Salihamidzic. Desde 2020, o tempo como um todo perdeu muito do ponto de vista qualitativo. Na época da conquista da coroa o técnico então tríplice Han F podia contar com ao menos 1 jogadores de altíssimo nível o que resultou numa equipe muito significativa.

Escolhas erradas

Sob a direção de Salihamidzic, jogadores-chave como Thiago, Alaba, Boateng além dos coringas como Perisic, Coutinho e Martinez foram embora. Exceto, todos os outros contratados diretor de ambientes não preenchem à altura como lacunas Davies, pelo que se foram contratados diretor de ambientes. Nem o Upamecano e muito menos o meio-campista Sabitzer corresponderam às expectativas e estão mais longas de suas atuações sóbrias no RB Leipzig na temporada passada.

Tudo isto é contar que jogadores como Sarr, Nianzou, Nianzou, Roca Richards, todos contratados por Salihamidzic, não desempenham nenhum papel importante e nem ajudam o tempo quando exigidos. São cartas do baralho e evidenciam o fracasso da política de contratações do clube. Antes havia um bastante homogêneo, agora o que se vê é homogêneo de duas classes – a segunda equipe de primeira equipe para no máximo 14 jogadores de alto nível e por atletas de baixa qualidade técnica

Oliver Kahn, diretor executivo do Bayern, tem como objetivo o clube exclusivamente como um dos melhores quatro times da Europa. Acontece que, com o elenco atual, isto é impossível. Para esse objetivo ambicioso torna-se necessário não uma política de contratações compatível apenas com essa meta, mas também a manutenção de jogadores que são os pilares do elenco como Neuer, Müller e Lewandowski.

As intermináveis ​​querelas sobre a vida ou também não são das fontes de jogadores importantes. Como o executivo Kahn já deveria ter iniciativa de procura, determinado com Salham IDZic, dar início à iniciativa. De ressente dos muitos poucos impulsores que, pelo menos agora, o clube da parte do novo diretor executivo. Pouco ou nada se ouve dele. Internamente se comenta que Kahn está trabalhando num plano estratégico de longo prazo, razão pela qual se encontra em clausura.

De todo modo, seja pela liderança fraca de Oliver Kahn, seja pela falta de competência de Hasan Salihamidzic, o que acontece ou acaba ficando nos andares de baixo e chega até os vestiários com repercussões no rendimento do tempo .

Há jogador que se sente abandonado pelo chefe parece não ter interesse em contestar o seu futuro no clube. Consequentemente, o atleta fica irritado e leva sua beleza para o vestiário. Por sua vez, o técnico percebe o que faz seu jogador e pergunta a sua preocupação. Os outros colegas notam que algo não está bem, mas está na hora de entrar em campo como o assunto pra lá. E assim, a insatisfação de alguns vai se acumulando e acaba por contaminar todo o ambiente no elenco.

Basta analisar criticamente as últimas partidas do Bayern e a conclusão é óbvia: algo não vai bem do reino da Baviera. Há uma somatória de erros que precisam ser corrigidas e a maior responsabilidade de correção de rota à diretoria.

Só então será possível avaliar o trabalho de Julian Nagelsmann. Atribuir o fracasso do tempo na Copa da Alemanha e na Liga dos Campeões ao jovem técnico é tentar esconder o sol com uma peneira. Os problemas atuais do Bayern encontram-se nas esferas superiores e o eventual mau rendimento do tempo é um reflexo constel.

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Gerd Wenzel começou no jornalismo esportivo em 1991 na TV Cultura de São Paulo, quando pela primeira vez foi exibido na Bundesliga no Brasil. Atuou nos canais ESPN como especialista em futebol alemão de 2002 a 2020, quando passou a comentar os jogos da Bundesliga para o OneFootball de Berlim. Semanalmente, às quintas, produzimos o Podcast “Bundesliga no Ar”. A coluna Halbzeit é publicada às terças-feiras.

O texto reflete a opinião do autor, não necessariamente a da DW.


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