Twitter (TWTR34) adota ‘pílula de veneno’ contra oferta de compra de Elon Musk

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O Twitter (TWTR34) adotou na sexta-feira (15) um plano de direitos dos acionistas conhecido como “poison pill” (“pílula de veneno”, em tradução livre) para se proteger da oferta de aquisição de Elon Musk, em uma medida que terá validade de um ano.

Ela foi adotada um dia após o fundador da Tesla e da SpaceX e homem mais rico do mundo fazer uma proposta para comprar 100% da empresa e fechar o seu capital. O negócio avaliaria a rede social em mais de US$ 43 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões na cotação atual).

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No mesmo dia, Musk sugeriu a possibilidade de fazer uma oferta hostil, contornando o Conselho de Administração do Twitter e fazendo a proposta diretamente aos acionistas da rede social. “Seria totalmente indefensável não colocar essa oferta no voto dos acionistas”, disse o bilionário em uma publicação no próprio Twitter.

O mecanismo adotado pelo conselho tem validade até 14 de abril de 2023 e prevê que os acionistas poderão exercer o direito de compra de ações se alguém atingir uma participação de 15% ou mais na empresa (Musk se tornou o principal acionista do Twitter ao comprar 9,2% das ações em circulação neste ano).

A proposta de Musk

Usuário assíduo do Twitter, com mais de 80 milhões de seguidores na rede social, Musk ofereceu comprar todas as ações da empresa por US$ 54,20 por ação, em um negócio que a avalia em mais de US$ 43 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões na cotação atual).

O bilionário revelou no começo do mês que havia comprado uma participação de 9,2% na gigante da mídia social, se tornando o maior investidor da empresa, o que fez com que as ações do Twitter subissem 27% em um dia (a maior alta diária já registrada).

No dia seguinte, o Twitter anunciou nomearia Musk para o conselho de administração da empresa e as ações subiram mais 5,89%, mas depois o bilionário recusou o convite. Quando o bilionário propôs comprar a rede social e fechar o seu capital, no entanto, os papéis fecharam em queda.

“Estou oferecendo a compra de 100% do Twitter por US$ 54,20 por ação em dinheiro, um prêmio de 54% sobre o dia anterior ao meu investimento no Twitter e um prêmio de 38% sobre o dia anterior ao anúncio público do meu investimento”, afirmou Musk em carta enviada ao presidente do Twitter, Bret Taylor.

Resistência à oferta

O fundador da Tesla e da SpaceX afirmou na carta que esta era sua “melhor e última oferta” e que iria reconsiderar sua posição como acionista se ela não fosse aceita, mas o valor proposto está abaixo do pico da ação (US$ 77), atingido em fevereiro de 2021.

Apesar de Musk ser atualmente o homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 219 bilhões segundo a Forbes, ele pode ter problemas para concretizar o negócio.

Além de oferecer uma quantidade de dinheiro que não tem em caixa no momento, Musk já enfrenta resistência de um dos maiores acionistas do Twitter, o príncipe saudita Alwaleed Talal . O membro da realeza da Arábia Saudita disse que a oferta “não chega perto do valor intrínseco do Twitter” e que vai rejeitá-la.

Musk também não é mais o maior acionista da empresa. A gestora de ativos Vanguard elevou recentemente sua fatia na rede social e informou no dia 8 que possui agora 82,4 milhões de ações (10,3% do total).

Reunião com funcionários

Em uma reunião geral de funcionários na quinta, o CEO do Twitter, Parag Agrawal, disse aos funcionários que a empresa tem uma forte cultura de proteger seus usuários e que “ninguém pode mudar isso”, sem citar Musk.

Agrawal se recusou a discutir detalhes da oferta e disse apenas que o conselho estava analisando-a, mas também foi questionado sobre o tratamento da Tesla aos funcionários de minorias (Musk é CEO da empresa, que foi processada em fevereiro pelo Departamento de Emprego Justo e Habitação da Califórnia por suposta discriminação racial).

O CEO do Twitter disse que o conselho da rede social estava levando essas questões em consideração e enfatizou que a diversidade é fundamental para a identidade da empresa. Sobre o processo na Califórnia, a Tesla diz que a alegação é “injusta e contraproducente”.

* Com informações da Reuters

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