Eleições de 2022 têm retorno de marqueteiros investigados na Lava Jato

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As eleições de 2022 marcam o retorno de três marqueteiros que de uma maneira ou outra estavam envolvidos na operação Lava Jato. João Santana faz a campanha de Ciro Gomes, Renato Pereira está com Marcelo Freixo e Paulo Vasconcelos atua para Claudio Castro.

Dentre eles, João Santana é o nome mais conhecido e é o único que está na eleição presidencial ao trabalhar para Ciro Gomes. Responsável pelas campanhas vitoriosas de Dilma Rousseff, Santana foi condenado em 2017 a 7 anos e 6 meses de prisão.  A pena foi trocada para um ano e meio de prisão domiciliar após ele fazer uma delação premiada. O marqueteiro teria recebido US$ 4,5 milhões em 2010 na forma de caixa 2. O dinheiro foi para contas não declaradas no exterior.

Outro marqueteiro que fez delação premiada foi Renato Pereira, que tocou a campanha dos principais nomes do MDB fluminense que foram investigados na Lava Jato. Ele foi responsável pelas eleições de Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio de Janeiro e de Eduardo Paes para a prefeitura da capital. Desta vez, o marqueteiro trabalha para Marcelo Freixo.

Na sua delação, Pereira admitiu o uso de caixa dois e de fraudes em licitações da prefeitura do Rio de Janeiro e do governo do estado. Ao vencer as licitações, suas empresas teriam recebido cerca de R$ 200 milhões. O esquema teria começado em 2008 e perdurado até Pezão ser eleito em 2014. Paes e Pezão sempre negaram as acusações.

Um competidor de Pereira neste ano será Paulo Vasconcelos, que faz a campanha para reeleger Claudio Castro. A Lava Jato investigou a sua campanha para eleger Antonio Anastasia ao governo de Minas Gerais em 2014. O marqueteiro teria recebido dinheiro de caixa dois da Odebrecht a pedido de Aécio Neves, correligionário de Anastasia.

Vasconcelos disse que foi investigado em três inquéritos, dois dos quais terminaram sem denúncia. O terceiro ainda não foi encerrado. Questionado sobre o que mudou nas campanhas antes e depois da Lava Jato, ele disse que não saberia dizer.

“Os contratos eram com os partidos e continuam sendo. Meus contratos continuam tendo a mesma ordem de grandeza que tinham. A diferença é que o recurso dos partidos vem de um fundo e antigamente vinham de doações”, explicou.

Procurados por meio das campanhas de Ciro e Freixo, João Santana e Renato Pereira não responderam às tentativas de contato da coluna. O espaço está aberto para manifestações.

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