Revisão | Chevrolet Cruze meia noite

0
62

Cruze Midnight é um intermediário que vem de fábrica com jeito de mexido. Ele parece um projeto de paixão nascido de uma garagem, com acessórios e arrancar mais uma redecoração que uma folha de sua inspiração de… Batman.

E aqui iremos responder: pode o Cruze Midnight” ou somente dizer uma escuridão a noite?

publicidade

Fazendo jus ao nome, o carro é inteiro preto por dentro e por fora, com alguns detalhes metálicos internos. A não é diferente Cruze, nem ao design geral escolhido pelavrolet, mas a frente desse design com o preto monomático parece dar um quê Gotham City ao sedã.

Um detalhe aqui não estava na imagem original | Crédito: montagem sobre imagem de divulgação

E falo isso no melhor sentido: é uma coisa boa parecer um Batmóvel. Quem não gostaria de ter um Batmóvel? Parece que o dono pegou um padrão e modificou-o para homenagear Bruce Wayne. É uma das coisas que faz com que ele passe a sensação de ser um carro mexido.

Esse toque faz com o Cruze Midnight design bem atraente para um carro que mais gente, e mais ainda quando a gente pensa que é o segundo mais básico que de sua linha, R$ 3 mil a LT de entrada. A parte traseira não tem nada de espetacular em comparação com a frente, mas o conjunto tem seu charme especial.

Mas, por mais que eu ame as histórias do Cavaleiro das Trevas, pode ser literalmente perigoso um carro preto no verão do Brasil, como foi no teste.

Para nos salvar disso, o ar condicionado – básico, universal, sem seleção diferente para cada lado – só funciona com o motor ligado. Não dá para pré-condicionar. Seja subjetivo, porque talvez não testei com um termômetro, mas ficarei aquém dos 6 graus prometidos. Mas foi suficiente para tornar o forno que estava ficando num ambiente habitável e dirigível.

Para quem se incomoda com o calorão e/ou não passou seus anos formativos lendo quadrinhos ou ouvindo Siouxsie, Bahuaus e The Cure, o carro também oferece, neste ano, as opções cinza e azul – que não vão de ser cores noturnas (cinza também conta para Batman, se for o dos anos 60).

Espécie ameaçada

E a gente pode estar falando de um carro em extinção. Lançada em 2007, a linha começou a ser fechada no mundo inteiro a partir de 2018. Só resta a linha de montagem na Argentina, de onde vêm os modelos vendidos no Brasil.

Segundo a própria GM, a razão da sobrevivência é que o compacto acaba ocupando um nicho diferente em diferentes países. Se aqui é um intermediário, nos EUA era um veículo de entrada, que foi vítima da SUVmania que assola o país, mais que todos. Mas aqui se tornou, um sucesso ainda segundo a cult tem Cruze costuma ser.

Há quatro versões disponíveis do Cruze no Brasil, com RS e Midnight sendo as mais recentes, chegando em fevereiro passado. São duas ideias diferentes para tornar o modelo mais esportivo. O RS é um hot hatch um pouco mais avançado. O Midnight é bem próximo do modelo mais básico da linha, saindo a (salgados, mas é a situação em que estamos) R$ 135 mil. Ambos contam com a mesma motorização.

Motor EcoTec do Chevrolet Cruze Midnight
Motor Ecotec 1.4 Turbo do Chevrolet Cruze Midnight | Imagem: divulgação

E aqui é outra coisa na qual o Cruze Midnight parece um carro mexido. Ele tem um motor 1.4 Turbo, de 153 cv. Para um leve leve assim, dá mais que para o gasto, ea GM diz que ele faz de 0 a 100 em 9 segundos e tem uma máxima de 214 km/h.

Na prática, o motor é algo com que você se acostuma. Ele tende a perder com o pé no meio do tempo mais rápido. Você precisa descer o pé, como dando uma esporada num cavalo. O motor turbo acorda, ruidosamente. Não é obviamente um motor de carrão esportivo, mas tem sua dose de emoção. É o que mais dá essa sensação de você estar num carrinho me.

Outras “mexidas” são coisas que parecem saídas de modelos mais caros nele. É automático, com uma opção pseudo-manual, alterando para frente e para trás para alavanca manual – a GM fala em alavanca, mas, mais uma marcha para usar mais forçar, mais um placebo quem questão de mudar.

Também tem um controle de velocidade máxima bem confiável, exceto por descidas: aí o freio é uma solução única. Há uma notável assistência à partida na subida, e um controle de tração.

Outra coisa que ainda é considerada luxo, mas desvia a esta altura obrigatória, é a câmera traseira. É digital, não tem muita resolução, mas os sistemas detectam bem próximos e próximos, e a previsão de trajeto funciona. Não há sensores frontais ou laterais, apresenta outras versões do Cruze. Também não há uma função de estacionamento automático.

Há espelhos motorizados, mas os assentos são ajustados mecanicamente mesmo, com uma alavanca.

Interior do Chevrolet Cruze Meia-Noite
Interior do Chevrolet Cruze Meia-Noite | Imagem: divulgação

O computador de bordo é mais para ser “terceirizado”. É bem básico, mas permite que você pare celulares para atender ligações, e compartilhe Wi-Fi, se você pelo serviço. Não tem GPS.

A ideia é mais você ligar seu celular e usar o Android Auto ou Apple Car Play. Só ligar para cabo USB pequeno, e o compartimento de telefone é meio. Meu celulão LG Velvet (16,72 cm de comprimento) não coube e não parava no lugar. Tendo que botar mais atrás, com o cabo cruzando a alavanca de câmbio.

Em termos de espaço interno, é o que se espera de um compacto. Os bancos são em couro sintético e tem ajuste manual, e a parte traseira, toda a ser um sedã “cotoco”, com a parte traseira não se estendendo quase nada, tem 440 litros: cabe a bagagem da família inteira e ainda sobra para um isopor de cerveja.

Aliás, uma graça especial: a chave eletrônica tem um botão dedicado para abrir o cargo de carga. E, como é padrão, tem uma versão física escondida.

Veredito

Mas, enfim, vale a compra?

A razão desta revisão revisada irreverente é a relação que acabou de fazer com o carro – que ter se a chamar de “carrinho”. Foi de certa intimidade, foi certa apropriação. Eu só fiquei por uma semana, sabendo que era um noticiário. Mas, por alguma razão misteriosa, começou a parecer que era meu.

Não gostei de começo. provavelmente um pacote meio leve, meio básico, talvez porque eu tivesse sido mimado dois carrões nos ultimos testes.

, eventualmente, o coração se importa. É aquela sensação de “meu número”. O Cruze Midnight funciona simplesmente para o que se propõe, e faz mais um pouco. Não passa perto de ser um carro de luxo, mas faz muito bem aquilo a que se define: dar personalidade a um veículo. É mesmo como um carro mexido, que acaba virando xodó do dono.

O preço é francamente salgado para um carro assim. Mas, comparado a outras ofertas na mesma faixa, inclusive outros Cruze, não fica mal. Se você comprar sem expectativas irreais, pode acabar se encantando pelo conjunto e se juntar ao fã-clube.

E, se esse é o caso, é bom não esperar demais, porque o fim da linha e o fim dos sedãs compactas, devorados pela SUVMania, pode estar perto.

Leia mais:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here