Adriano Pires já deixou claro como conter os combustíveis, mas Bolsonaro aceitaá? – Tempos de dinheiro

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Fogo: para preço dos colegas, futuro presidente da Petrobras, amigos contar com a boa vontade do governo (Imagem Ag. Senado/ Geraldo Magela)

Ao ser confirmado pelo Ministério de Minas e Energia como presidente próximo da Petrobrás (PETR3; PETR4), o economista Adriano Pires colocará à prova sua fórmula para conter os reajustes dos combustíveis.

Sendo um dos maiores especialistas em energia do Brasil, com 40 anos de experiência no setor e uma passagem pela ANP (Agência Nacional do Gás e Biocombusíveis), Pires se manifestou publicamente várias vezes, nas últimas semanas, aumentou sobre os preços de preços da gasolina e faço diesel.

Em entrevista ao canal de notícias CNNpor exemplo, o economista afirmou que não havia alternativa para a Petrobras, que não estaria promovendo o forte aumento dos preços que entrou em vigor em 11 de março, quando as refinarias da Petrobras cobrarem 25% mais pelo diesel e 18,8% mais pela gasolina.

“A Petrobras não tinha como não aumentar, porque a defasagem de preços estava grande entre o mercado interno e o”, a CNN estava à venda, na ocasião externa, e acrescentou: “O país importa 30% que é definido de muito produto de petróleo. Se a defasagem é muito grande, ninguém importa. Pior que o preço alto é desabastecimento”.

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Em um artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 22 de janeiro, Pires indicou medidas de curto, médio e longo prazo para evitar que os combustíveis incendiassem o bolso dos brasileiros.

No texto, recomenda redefinir como Pi. “É fundamental entender o que devemos buscar é a redução da velocidade da volatilidade dos preços no bolso do consumidor, mais do que gasolina e diesel baratos”, escreveu na ocasião. Em bom português, não se trata de impedir que a gasolina aumente, mas sim de fazer com que o preço oscile de modo mais suave.

Para alcançar esse objetivo, o especialista nos lembra de alguns pontos. O primeiro é que “a taxa de câmbio tem sido uma grande vilã, igual ou pior do que o preço do petróleo.” Como exemplo, ele cita que, se o dólar agora valendo R$ 4,50, o preço da gasolina e do diesel pode baixar 14%.

Outro é que contesta a redução das margens de lucro das refinarias, as distribuidoras e o mundo da indústria de combustíveis não nos levarão a lugar nenhum, já que essas margens são baixas em todo o comércio de petróleo, e isto é uma característica da indústria petrolífera.

Por isso, Pires defendeu, no artigo do Estadãoque “uma redução de volatilidade dos preços no curto prazo só será possível na parcela de impostos”. Ele destaca que os impostos não causam o aumento dos preços, mas contribuem para a sua grande volatilidade, devido ao incidente nos compostos.

Assim, para o futuro presidente da Petrobras, o caminho para suavizar os reajustes da gasolina e do diesel passam, no curto prazo, por um “ICMS cálculos reais/litros com prazos mais longos do que os atuais 15 dias”. No prazo, é preciso “esperar médio a valorização do real ante o dólar”. E, no longo prazo, “ter um fundo de estabilização ou um novo imposto como política estrutural de redução da volatilidade.”

Pires conseguirá convencer Bolsonaro e Paulo Guedes?

O grande dessa solução é que ela se concentra em fatores que escapam ao controle do próximo presidente da Petrobras, e só podem ser enviados pela área política do governo Jair Bolsonaro. Como se sabe, qualquer alteração na forma como o ICMS incide sobre os alimentos pelos governadores, e nenhum deles está disposto a abrir mão de receitas em tempos de estagnação econômica.

Cacique: Bolsonaro não quer saber dos acionistas privados da Petrobras, mas Pires não poderá se dar a esse luxo (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

O próprio Ministério da Economiacapitaneado por Paulo Guedes, foi projetada como um dos focos de resistência um mecanismo de mitigação das flutuações de preços. Ao se referir à proposta de criação de um fundo de estabilização, com recursos oriundos de royalties e dividendos. da Petrobras, Pires afirmou, em artigo publicado em 25 de janeiro no site Poder 360:

“Uma solução [para reduzir a volatilidade dos preços] Deveria ter sido apresentado pelo governo, a ANP e o Cade, mas o Ministério da Economia sempre foi uma barreira, alegando a prática do intervencionismo e dos auxílios.”

Pires reforçou a importância do fundo, ao sobressair que “zerar os impostos devem ser aplicados aos gráficos muito pouco, não de 10%, diante dos preços do petróleo que devem ser enviados em 202”.

Com anos de experiência no setor, Pires parece ter o caminho traçado no mercado internacional para evitar que solavancos internacionais do petróleo o dos brasileiros. Ficaria a carga de seus colegas de governo que não são próprios de sua parte que, ele próprio, são polgados com essas ideias.

Por fim, é preciso lembrar que seu futuro chefe, o presidente Bolsonaro, espera que a Petrobras não atrapalhe seus planos de se reeleger em outubro. A pressão para conter os preços dos crescimentos na mesma proporção em que o ex-capitão patinar nas pesquisas de intenção de voto.

Se a Petrobras fosse uma empresa 100% estatal, a ingerência não geraria mais do que queixas de quem defende a liberdade de mercado. Mas, como Pires também lembrou ao Poder 360, “nunca é demais lembrar que a Petrobras não é uma estatal, e sim uma empresa de capital misto. Portanto, deve respeitar os interesses dos seus acionistas privados.” E Bolsonaro já lamentou, em alto e bom som, esse fato.

E como já alertava o próprio Pires no artigo ao Poder 360, “o perigo é que a qualquer momento, com a pressão da sociedade e com o populismo político, o pêndulo para aquelas práticas de usar a Petrobras como instrumento de política econômica e partidária .” Bolsonaro resistirá à tentação populista?

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