Inflação deixa chocolate mais caro e incentivo troca de ovos por bombom – Money Times

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Ovo de Páscoa
Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas para a Páscoa devem ser de R$ 2,16 bilhões neste ano (Imagem: Pixabay/PublicDomainPictures)

UMA imposto dos alimentos também vai dar as caras na Páscoa. Com a possibilidade do valor do cacau neste ano e com a alta dos custos operacionais – reflexo de fatores como o reajuste de comerciável -, os ovos de chocolate estarão até 8,5% mais caros nos supermercados e chocolaterias.

Para driblar o poder aquisitivo do consumidor e garantir as vendas na primeira Páscoa não reconhecida pela pandemia desde 20, as marcas estão nas “lembrancinhas”, como as barras e apóstata.

Segundo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas para a Páscoa devem ser de R$ 2,16 bilhões neste ano.

Se confirmado, o desempenho será 1,9% superior ao de 2020, já descontada a inflação do período.

Além de pagar mais caro, quem não está disposto a abrir a mão dos ovos de Páscoa vai ter que pesquisar antes de comprar. Levantamento feito pelo CNC, a pedido do Estadão, mostra a preços dos produtos. produtos do estabelecimento, um mesmo ovo de chocolate pode creme até 181% a mais (veja quadro).

Uma análise dos cinco itens mais procurados pelos consumidores. “É mais um reflexo da inflação, que desorienta os preços e deixa o consumidor sem uma base de comparação do CNC”, explica o economista-, Fábio Bentes.

Estratégia

De olho no orçamento restrito da clientela, a Cacau Show desenvolvido para a data uma lista de opções para todos os bolsos. Para atender às lojas independentes e franquias, a companhia de chocolates em relação a 2021 e espera crescer 60% em faturamento, segundo o fundador e presidente da marca, Alexandre Costa.

“Hoje temos produtos na marca com os mesmos preços que são com produtos nos supermercados, mas outra experiência de compra”, afirma.

Mesmo com um público menos sensível à inflação, a marca de luxo Dengo também prefere pensar a Páscoa com opções mais baratas, como barras e bombas. Chocolates premium dentro da companhia, a companhia espera crescer em primeira Páscoa com lojas funcionando sem faturamento do setor por causa da pandemia. “Já vimos cada vez menos interesse pelos ovos. As pessoas estão mais interessadas com a qualidade do chocolate”, diz o presidente da Dengo, Estevan Sartoreli.

De acordo com Sérgio Molinari, fundador da consultoria Food Consulting, apesar de os ovos de chocolate um valor agregado superior à estratégia das companhias, que vem se intensificando nos últimos anos, pode significar uma redução das companhias perdas com encalhes, já que os ovos são um produto sazonal e podem ter de ser vendidos a preço de custo posterior para evitar que estraguem. “Essa mudança pode ser boa para a indústria, pois mantém o prazo de comercialização do produto, aumenta a prateleira e a chance de venda.”

Físico x digital

Apesar da alta de preços e da menor propensão das famílias ao consumo, a Americanas ainda aposta no símbolo maior da data: espera vender 10 milhões de ovos na Páscoa deste ano, 20% a mais que no ano anterior. Para alcançar a plataforma, a companhia aposta na operação com a B2, que vai permitir a expansão, o uso dos produtos digitais.

Quem também quer surfar no digital é a Lacta. A marca da gigante de alimentos Mondelez relançou seu site de vendas e preparou um esquema de entregas com parceiros físicos. Segundo o diretor de vendas da Mondelez no Brasil, Álvaro Garcia, por redução da redução no valor médio das compras, além das tradicionais parreiras de ovos, a empresa optou por trazer pela primeira vez na Páscoa, espaços de destaque para os produtos de menor valor, como bombons soltos e barras.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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