Histórias de amor russo-ucraniano em tempos de guerra

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Invasão da Ucrânia pela Rússia mudou a vida de muitos casais binacionais. Onde o amor unia, encontros e viagens se tornam impossíveis, certos temas viram tabu, a relação sofre. Os jovens contam sua história.” É perigoso Quatro sair para passear, ninguém pode garantir que não se vá levar um tiro”, conta Rita, de 22 anos, moradora do centro da capital Kiev. Desde o início da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, ela fica em casa a maior parte do dia.

Apesar de ter se abastecido a tempo com gêneros alimentícios, o estresse a perder o apetite. Pelo menos agora ela dorme melhor: “Nas primeiras noites da guerra, eu tinha medo de adorador. Mas me acostumei com as sirenes soando dia e noite. Na verdade, seria para a gente ir para o abrigo aéreo, mas às vezes nem vou, porque estou dormindo, pesado.”

Ela gostaria de sair do país, mas agora quer ficar em Kiev com pais: “É uma decisão que não começa a entender os fortes”, comenta Andrei, seu namorado. Vivendo na capital russa, Moscou, ele se uniu a eles mais tarde. No entanto, isso é perigoso demais, diz o rapaz de 26 anos: há perigo de ser alvejado pelo caminho.

“Não sei se vamos estar juntos depois da guerra”

No momento, o casal não tem como se encontrar, mas se mantém em contato constante – semper início não falar de política: “Ele me encaminhava notícias russas, e eu lhe enviava as nossas. Aí brigamos sério.”

Rita critica que as crianças da Rússia ficaram assistindo ao presidente Vladimir Putin na televisão, cheios de encanto, enquanto na Ucrânia estão morrendo na guerra. Ela confessa que no momento tem um medo enorme e sente muito ódio.

“Estou muito apreensivo e para mim está claro que tudo parte do povo russo. No nosso século, guerra é uma coisa absurda”, reforça Andrei. Porém evitam políticas: “sou cientista político e não quero meNão envolvido.”

Em amor pela Rússia, Rita não quer se calar Rússia: “Quando se vê as fotos de crianças mortas, não dá para sentir para ver. Nós torcemos para que o nosso exército tome de volta os nossos territórios.” Ela prefere que Andrei apenas em Kiev e veja tudo com os próprios olhos, “para que nem lhe passe pela cabeça dizer algo contra a Ucrânia”.

Andrei assegurar que, mesmo sendo russo, lutaria contra soldados russos para proteger a família de Rita. Mas isso nãoia nada, da mesma forma que os protestos antiguerra na Rússia, diz: “Não gosto quando outros povos nos acusam de inação e mudar indiferença. O que pode fazer um cidadão comum? Quem vai às ruas com bandeiras e faixas recebe uma longa pena de prisão. De que serve isso?”

Ambos desejariam que não existiria guerra e temem que ela pode separar-los. Rita diz que ama Andrei, mas agora teria vergonha de dizer a alguém da Ucrânia tem um namorado russo. Ela torce para que ele em breve renuncie à cidadania russa e solicite um passaporte ucraniano.

“Dizem que quem se ama é inseparável. Mas há algo capaz de separar, sim: como se está vendo, a tem grande significado. Eu não vou incita-lo contra o seu país, e nem ele a mim contra o meu. Mas se depois da guerra vamos estar juntos, é incerto.”

Lembrança de viagens distantes

Apesar de tudo, Rita gosta de se lembrar dos belos e das viagens juntos: isso mantém viva a relação. O casal se estima há cerca de um ano pelo Instagram nelas, dei uma curtida, depois mais uma. Aí vi que ela retribuía as minhas curtidas, e aí fiz contato”, conta Andrei, que trabalha como comerciante online.

Antes da guerra Putin contra a Ucrânia, estudava ambientalismo e resistência como modelo. Ambos se conheceram pela primeira vez na Turquia seguiram então para a Ucrânia, bastante tempo em Kiev. Mais tarde, viajaram juntos pela Albânia e o Egito.

Então ela o apresentou aos pais, que moram em Vinnytsia. Seu pai é, como ela diz, um grande patriota: com 50 anos, o ex-franco-atirador quer, de todo jeito, se juntar às Forças de Defesa Territorial ucranianas. Ele sempre tratou Andrei bem.

“Também estivemos, todos juntos, no vilarejo de Shchaslyvtseve, à beira do Mar Negro”, recorda Rita tristemente, acrescentando que a localidade na região de Kherson está quase totalmente devastada pelos combates.

Em março, os dois foram encontrados se encontrar na Geórgia. Mas terá que abrir das passagens, pois Rita mão não deixará Kiev e, devido às vezes não quer contra a Rússia, Andreiia ir muito longe, rublos e cartões de banco russos que não funcionarão no exterior. Não resta nada, senão aguardar.

Antes da guerra, combinados diferentes países, para então decidir onde pensaram viver juntos. Rita até brincou com a ideia de se mudar para Moscou e requerer a cidadania russa. Agora nem quero pensar no assunto.

“Antes, a gente não falava de política, o nosso relacionamento seava comum em amor, respeito mútuo e planos”, contarei. Os dois querem as mesmas coisas: se formar, uma família e filhos, um bom salário e uma vida de bem-estar.

“Ninguém precisa desta guerra”

O mesmo encontrar. Polina e Pasha, mas agora não podem mais se encontrar. Com eles é ao contrário: Pasha é natural de Odessa, sua namorada Polina mora em Moscou. Ambos têm 25 anos e frequentam a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Devido à pandemia de covid-19, a congregação passou a ocorrer apenas o curso, num dos quais pares de orientação online.

“Para mim é um pouco inusual alguém pode se apaixonar por um monitor, mas alguma coisa cresceu em nós”, conta Pasha. O universitário está cumprindo um semestre de estudos na República Tcheca, onde ajuda refugiados ucranianos e coleta donativos humanitários. Sua família continua em Odessa. Polina trabalha como pedagoga e está se formando como programadora.

Os dois nunca se viram pessoalmente. Seu primeiro encontro estava planejado para a Ucrânia, mas aí veio a guerra. Agora não sabem o que vão fazer. “Quando isso tudo começou, a situação ficou para nós”, lembrou Pasha. “Mas a guerra também nos preocupamos mais, ficamos mais abertos e partilhamos experiências. A gente conhece pessoas dos dois países que se preocupam umas com as outras. Ninguém precisa desta guerra.”

Polina considera a guerra “um assunto muito difícil”, e tenta não falar com ninguém a respeito. Ela frisa que é contra, claro, mas ao mesmo tempo está muito intimidada. Por outro lado, sua fé também ajuda a encontrar tranquilidade: “Quero que isso tudo acabe rápido e em paz.”

O casal conversa ao telefone todos os dias. Pasha está seguro que sua parceira ideal: “Quando a gente se sente bem junto, não é preciso inventando assunto, tudo vem naturalmente.” Ambos têm os mesmos, o mesmo senso de humor, os mesmos interesses e planos de vida: estudar, viajar e fundar uma família.

“Eu estou sugerindo a ela que gostaria de ter uma filha. Ainda são planos para o futuro, e podem parecer um flerte num relacionamento. Mas nos ajuda a ter uma sensação de pertencimento”, comenta Pasha, acrescentando: “Não queremos mais adiar o nosso encontro, mas agora ficou tão difícil.” Entretanto Polina está segura de que vai conseguir.

(Todos os nomes no artigo foram alterados.)


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