Eleição é luta do bem contra o mal, diz Bolsonaro no lançamento de sua pré-candidatura – Money Times

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“Essa é a nossa terra, nosso inimigo não é externo, é interno. Não é uma luta da esquerda contra a direita, é uma luta do bem contra o mal. E vamos vencer essa luta porque estarei sempre à frente de vocês”, disse Bolsonaro (Imagem: Flickr/Alan Santos/PR)

Em um evento preparado para lançar sua pré-candidatura – mas que teve o nome trocado para não afrontar a legislação – o presidente eleitoral Jair Bolsonaro deu o tom do que pretende em sua campanha: uma luta do bem contra o mal, em que ele seria o bem e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PTo mal, em uma fala que voltou a fazer insinuações de ações pouco democráticas.

“Essa é a nossa terra, nosso inimigo não é externo, é interno. Não é uma luta da esquerda contra a direita, é uma luta do bem contra o mal. E vamos vencer essa luta porque estarei sempre à frente de vocês”, disse.

Principal rival de Bolsonaro, Lula –em primeiro lugar em todas as pesquisas eleitorais– foi diversas vezes, mas não pelo nome. Chegou a ser chamado de “Barrabás de 9 dedos” pelo locutor de rodeio Cuiabano Lima, que costumava ser o apresentador, em um evento em que a religião e como as classes tiveram central, referência ao bíblico que escapou da crucificação no lugar de Jesus Cristo.

“Se é para defender a nossa democracia e nossa liberdade, eu tomarei a decisão contra quem quer que seja. E a certeza do sucesso é que eu tenho um exército ao meu lado. E este exército é composto de cada um de vocês”, disse Bolsonaro.

O encontro, em um centro de eventos de Brasília, foi anunciado pelo PL como lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro. Nos dias, no, por dos advogados do partido, o título de aconselhamento já foi antecipado para “Filia, Brasil, o lançamento da pré-candidatura poderiada.

No entanto, a filiação apenas foi feito o anúncio dos nomes dos ministros da Cidadania, João Roma –pré-candidato ao governo da Bahia– e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que busca um vaga de deputado federal. No sábado, em um de seus passeios de moto, o próprio presidente chamado populares para seu evento de “ré-candidatura”.

Com uma platéia de camisetas verde-amarela, o evento foi centrado em Bolsonaro como o “capitão do povo”, com vídeos e fotos suas viagens e motociatas.

Apesar do esforço do partido, que trouxe ônibus de outras cidades, o centro de eventos não lotou. Na plateia, entusiasmada, podia ser vistos grandes vazios.

Já o palco estava lotado, com pelo menos 15 dos 23 ministros, além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonarofilho do presidente, e outros parlamentares.

Uma ausência notada foi do ministro da Defesa, Walter Braga Nettohoje o nome mais cotado para ser o candidato a vice na chapa de reeleição.

Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, no entanto, a ausência não significa dúvidas sobre a escolha. Tudo teria sido coordenado com a equipe de campanha e o próprio Bolsonaro, que deseja anunciar a chapa apenas no final do período permitido para isso, em agosto.

Ao lado do presidente estavam, além da primeira-dama Michelle, uma ministério da agricultura, Tereza Cristina, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. Ambos já foram cotados para a chapa, mas seriam descartados.

“Garanto o presidente do que tanto admiram uma diferença em relação a alguns ministérios que tem por aí nós: acreditamos no Brasil, não podemos deixar de acreditar. A segurança institucional já foi ofendida, executada pela janela, várias vezes. Estou quieto, vamos aguardar o fim desse filme que tenho certeza que será glorioso”, disse Heleno.

Durante o evento não houve menções diretas à pré-candidatura, mas o próprio presidente insinuou sua permanência à frente do governo.

“O que nós queremos, com muitos que entregamos aqui, deixa e o comando deste país na frente, por um critério democrático, transparente o país bem melhor do que está a receber em 2019”, disse.

O discurso foi recheado de insinuações sobre temas que alimentam o bolsonarismo radical, como críticas, ainda que veladas, à urna eletrônica, e uma suposta ditadura do Judiciário.

“Por Deus, às vezes me embrulha o eu jogar nas quatro linhas, por Deus respeitar a Constituição. Vocês têm obrigação de fazer quem são”, fora das 4 linhas, voltem a falar.

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