Por que Bolsonaro quer Braga Netto como candidato a vice

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Jair Bolsonaro já escolheu o nome de seu companheiro de chapas nas obras de outubro. Embora ainda tenha uma parceria oficial, o residente da República deve disputar o segundo mandato ao lado do general da reserva do Exército Braga Netto, que atualmente não ocupa a carga do ministro da Defesa.

Em entrevista à Jovem Pan na segunda-feira (21), Bolsonaro quase eliminou as últimas dúvidas que pairavam sobre o candidato a Vice. “Devemos ter um Vice que demostre à população que não é para ajudar a ganhar a eleição, é para ajudar a Governorar o Brasil” disse o chefe do Executivo. “Eu tenho que ter um Vice que não tem ambições de assumir a minha cadeira ao longo de um mandato.”

O presidente ainda afirmou que a escolha clara a partir de abril, data-limite dos ministros que disputaram a entrevista, para deixarem de ser o Governo por exigência da legislação eleitoral – seis meses antes do primeiro do pleito. Bolsonaro deu mais uma dica: o futuro candidato a vice “é de Minas Gerais e fez colégio militar”. Braga Netto nasceu em Belo Horizonte.

“Estrategicamente, Braga Netto é interessante para o Bolsonaro porque reafirma sua ligação com as Forças Armadas, que são uma base importante para ele. Mas não deve trazer votos”, afirma Cesario Fernandes, cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia de São Paulo (FESP). “O mais provável é que a base é muito provável que ele faça essa escolha com uma decisão pessoal de não ter alguém que faça ele na chapa de ter que possa se tornar a receber ele. muito, como Bolsonaro com o Hamilton Mourão voltar”. [atual vice-presidente]O perfil de Braga Netto é bem mais discreto”, avalia.

A relação entre Bolsonaro e Mourão de fato, por pouca proximidade e muita verificação e relação de comparação por parte do residente de três anos e meio de comparação entre o governo de três anos e meio de comparação ao longo de três anos ao público ao longo de três anos e meio ao longo de três publicações ao longo de três anos. O mais recente embate se deu em torno da invasão da Ucrânia pela Rússia. No mes passado, o vice-presidente fez duras críticas à guerra levada a táxi por Vladimir Putin, comparando as ações militares russas à Alemanha de Adolf Hitler às vésperas da Segunda Guerra Mundial e defendendo uma reação mais energética dos países do Ocidente – que não se limitasse é uma questão.

Poucas horas depois, em sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro desautorizo​​uo Vice. Escanteado da chapa presidencial em 2022, Mourão se filiou ao Republicos e Pretend Controversy o Senado pelo Rio Grande do Sul. Eleá a candidatura de Bolsonaro à reeleição e ajudará a fortalecer o palanque doresidente no estado.

“Em termos de voto, [Braga Netto] Naagrega. Trata-se de uma postura personalista do Presidente, achando que ele, sozinho, será suficiente para vencer uma eleição, como aconteceu em 2018, quando se apresentou como candidato antissistema”, avalia o cientista político Eduardo Viveiros de Freitas. “A questão é que hoje Bolsonaro não é mais o candidato antissistema. Ele é o sistema. “

Escudo apóia impeachment

Considere um dos principais repantes do núcleo duro de apoio ao presidente dentro das Forças Armadas, Braga Netto conta com a absoluta confiança de Bolsonaro. Provável escolha pelo general, no entanto, desagradou a caciques do Centrão, que ainda tentam convencer oresidente a optar por um perfil político.

Entre os ao que chegaram a ser especulados para a Vice, estavam como Tereza Cristina (Agricultura) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) – que podem fortalecer e fortalecer Bolsonaro junto aos evangélicos, respectivamente. Também foram cotados os ministros Gilson Machado (Turismo), Fábio Faria (Comunicações) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), além do chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), e do deputado Federal Marco Feliciano (PL-SP) .

Seguindo sua intuição e operando sob uma lógica diferente, Bolsonaro prefere defender um nome com um objetivo muito claro: pedidos de impeachment na possibilidade de um possível objetivo.

“Uma idéia de uma espécie de Retal. Sempre que a situação política se complicounete Governo, o residente e criaria aameaçamilar é Bolsonaro diz Viveiros de Freitas. Pela lógica do Presidente – que foi deputado por três décadas antes de chegar ao Planalto –, um Vice com experiência e bom trânsito no Congresso pode encorajar os parlamentares atentarem cassar o mandatório do titular na primeira oportunidade que se apresentar.

“Desde o início do seu mandato, Bolsonaro tem mencionado a questão do impeachment. Parece ser algo muito presente no pensamento dele. De fato, o principal motor do impeachment é a relação política entre o Executivo e o Legislativo. O impeachment tem muito mais o caráter político do que jurídico”, destaca Cesário Fernandes. “Bolsonaro tem esse medo por causa de sua relação difícil com outros políticos. Ele sempre teve o recebimento de sofrer um impeachment”, prosegue.

“Oresidente poderia prestigiar mais o Centrão ao indicar um Vice desse grupo, mas isso criaria o desconforto que ele sempre demostrou: de ter um Vice que pudesse querer o lugar e fosse aceitável ao Congresso como seu substituto”, avalia o docente da FESP. “No caso do Braga Netto, isso não acontecerá. O Congresso não veria vantagem na troca de Presidente.”

De acordo com Viveiros de Freitas o temor de Bolsonaro, também foi fomentado pela memória do processo de impeachment, muito presente em que há problemas para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. é referência ao quadro político da gestão anterior Em tese, Dilma teria sido traída por Michel Temer”, afirma.

“Além disso, eles têm a versão completa do próprio Bolsonaro.

Segundo o cientista político, o despeito das preocupações de Bolsonaro com o futuro no médio, a prazo de Braga Netto implica riscos mais imediatos sob o ponto de vista eleitoral “Em termos políticos, é realmente difícil entender por que escolhemos um militar e não um politico profissional. É uma opção arriscada em uma conjuntura na qual pesquisas que a popularidade do residente está apontada para baixo.”

‘cartada’ militar e o perfil de Braga Netto

Como parte da reedição da estratégia de 2018, Jair Bolsonaro espera unificar a base de apoio nas Forças Armadas e consolidar sua posição junto à fatia mais conservadora do eleitorado. Braga Netto surgiria como um capaz de engajar um miliciano bolsonarista em uma eleição que deve ser marcadamente polarizada entre o atual inquilino do Palácio do Planalto e o ex-presidente Luiz In Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto.

Em um governador marcado pela forte presença de representantes das Forças Armadas no primeiro escalão – o Ministério da Saúde, por exemplo, foi comandado pelo general Eduardo Pazuello de maio de 2020 a março de 2021, no auge da pandemia de covid-19 –, Braga Netto teve papel estratégico no xadrez montado por Bolsonaro na Esplanada.

Em fevereiro de 2020, omil para a reserva do Exército e assumiu a chefia da Casa Civil, no lugar de Onyx Lorenzoni. Em março de 2021, foi deslocado para o Ministério da Defesa, para apagar o incêndio causado pela demissão do general Fernando Azevedo e Silva – que levou à saída dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em protesto.

Braga Netto iniciou sua trajetória no Exército brasileiro em 1975, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras. General de quatro estrelas, chegou ao posto máximo da carreira militar. Em 2009, tornou-se chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste. Quando ainda era coronel, Braga Netto foi adido milar do Brasil na Polônia, nos Estados Unidos e no Canadá.

Em 2016, foi responsável pela coordenação da segurança durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Em 2018, na reta final do Governador Temer, Braga Netto comandou uma intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro, passando a liderar as ações das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Administração Penitenciária do Estado. Foram dez meses de intervenção, encerrada em 31 de dezembro daquele ano.

Para Viveiros de Freitas, a escolha de Braga Netto como candidato a Vice reflete, além da “insegurança política de Bolsonaro”, um discurso que resgata “o vínculo com o passado militar” e apresenta como Forças Armadas “como seu grande capital político”. “O Exército é quase um partido político Informal. Bolsonaro, talvez na ilusão de que ainda pertença a esse estamento, alimenta a ideia de que terá respaldo dos militares independentemente da fachada”, afirma.

Segundo Hilton Cesario Fernandes, seria importante traçar uma linha regulamentar entre os poderes políticos. Em sua visão democrática, esse limite não é saudável para o bom funcionamento das instituições. “Nãoéuma relação com a natureza. Os militares e os políticos têm papéis diferentes a cumprir”, afirma. “É claro que as Forças Armadas podem ter significa na politica, mas a mistur entre os poderes é ruim. A politica é um palco para políticos. A relação política é diferente da relação entre osmilitary.”

Parágrafo de Pazuello pelo Ministério da Saúde é citado como um exemplo dos riscos a que Militaryes e políticos estão expostos ao se imiscuir em um mesmo projeto de poder. “O desgaste que o Pazuello teve como ministro foi político, mas acabou incidindo também sobre as Forças Armadas. É sempre bom ter cuidado com essa relação. Essa misura não é muito saudável”, alerta Fernandes. Ao lado, a caserna voltará às urnas.

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