Interesse da pauta ESG não financeiro por ruim – Opinião

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As empresas orientadas para o ponto de vista financeiro, financeiro, ou, no, recursos sociais – com o poder de gestão ambiental, o último poder de governança corporativa.

Isso porque, de acordo com André Carvalhal, consultor em marketing e designer para sustentabilidade, mais do escritor que uma agenda transformadora, tais práticas, ao serem considerados pelo financeiro, se tornou uma questão de sobrevivência no mundo.

Em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, Carvalhal aponta que a força motriz da pauta ESG, especialmente entre as grandes empresas, não é outra a não ser como finanças. Prova disso os relatórios de sustentabilidade, cada vez mais comuns entre as companhias de capital, e os índices que listam empresas comprometidas com o tema.

“Hoje, a Bolsa valoriza esse tipo de negócio, o mercado financeiro está cada vez mais atento a isso”, destaca o consultor. “Eu sou procurado por empresas que me falam isso declaradamente: ‘O meu acionista espera que eu implante políticas de sustentabilidade’”, acrescenta.

Observando estes mesmos movimentos, que são realistas, que sem uma motivação, dificilmente podem ser projetados para a preservação ambiental, para a inclusão social e práticas transparentes.

Quando bater no bolso, a vontade de transformar acaba sendo mais confortável”

“Não acho que isso seja necessariamente ruim, porque se desperta mudanças verdadeiras, profundas e estruturais, que bom que existe essa motivação”, pondera.

Autor de quatro livros nas áreas de Moda, Comportamento e Sustentabilidade, Carvalhal diz que, antes da mais recente onda ESG, o mundo se iludiu com uma ideia de capitalismo consciente. Hoje, uma transformação tende a ocorrer, por exigência do mercado, conforme começam a entender que se trata de uma transição para que elas continuem existindo no futuro.

“A primeira onda do discurso de sustentabilidade era muito sobre preservação dos golfinhos, as tartarugas. Depois, preserva as pessoas, os seres humanos. Agora, o discurso é sobre preservar as empresas, dar sustentabilidade a elas”, salienta o consultor.

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