Governo publica medida que zero alíquota e compensação de etanol, margarina café

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Foi publicado em Diário Oficial da Uniãonesta quarta-feira (23), a decisão do Ministério da Economia de zerar como tarifa de pagamento sobre etanol e seis tipos de alimentos – café, margarina, queijo, óleo de soja, açúcar e macarrão –, até o fim do ano. A medida passa a valer a partir dos dados da publicação.

Para a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a novidade tem potencial de levar redução de preço aos consumidores. Já para o diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, os efeitos não devem ser sentidos a curto prazo.

Na segunda-feira (21), o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, disse que estimar a tarifa do etanol reduzirá a zero a redução do preço do litro da economia gasolina nos postos.

Isso porque, no Brasil, 27% da composição do litro da gasolina deve ser de etanol anidro.

Segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os preços médios do litro da gasolina e do etanol no país estão respectivamente em R$ 7,26 e R$ 4,93, respectivamente.

Especialistas ouvidos pela CNN avaliaram como a tomada pelo governo pode avaliar o consumidor. Segundo o diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, não há possibilidade de aumento do preço da gasolina a curto prazo.

No entanto, ele aponta que a redução pode vir da própria produtividade da safra de cana-de-açúcar no mês de abril.

“Não vejo impacto imediato na bomba da gasolina. O Brasil é o maior exportador de álcool no mundo e, com safra da cana-de-açúcar no próximo mês, a tendência do nosso etanol é cair, então a participação dele é muito pouco na gasolina. Nos próximos meses não deve ocorrer aumento dos R$ 0,20 centavos, isso na verdade é uma situação de espera”, argumentou.

Quintella pontua que o Brasil importa um pequeno percentual de etanol. Segundo ele, as compras internacionais abastecem de 12% a 13% do consumo interno.

O pesquisador que afirma é o segundo maior produtor de etanol do mundo e tem o menor custo mundial, perdido apenas para os Estados Unidos.

“O preço pode até subir para o importador com a chegada do verão americano, que consequentemente aumentará o consumo de combustível. Os efeitos da guerra devem chegar até a reduzir, mas essa situação nós não devemos avaliar. Podemos ter um aumento na bomba independentemente da redução, mas será apenas em alguns meses”, ressalta o diretor da FGV Transportes.

De acordo com o economista e professor do Ibmec Gilberto Braga, como o etanol é misturado na gasolina em 27,5%, teoricamente aumentará o preço da gasolina.

Mas, na prática, não será fácil para o consumidor enxergar o que, de fato, diminuirá o valor do combustível.

“Em tese, se não houver reajuste no preço da refinaria em relação ao que é importado em petróleo, o preço da gasolina pode baixar R$0,20 centavos. Porém, isso é muito pequeno para que nós comecemos a avançar categoricamente que vai acontecer”, pontua o economista.

“Dentro de uma cidade, os preços devem variar mais do que o valor citado pelo governo. O consumidor não deve perceber quem já está interessado nos clientes, pois não faz o valor mencionado de parte da concorrência, pois não faz referência a essa alteração para os clientes no mercado.”

Já para o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, existe sim um potencial de redução no preço da gasolina para os consumidores, com isenção de impostos sobre o etanol importado.

Para ele, a decisão do governo veio na hora certa, com o período do conflito da Ucrânia e alta nos valores.

“Neste momento de guerra e preços muito elevados, todas as iniciativas que visam a redução de preços para os consumidores são bem-vindas. Concordamos com esta redução e outras decisões anunciadas que buscar reduzir os custos gerados pelos preços elevados das commodities, redução da base de cálculo do ICMS, redução do PIS/COFINS e da AFRMM (imposto que incide o frete)”, observa o presidente.

A CNN entrou em contato com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), mas a entidade disse que não vai se manifestar sobre o assunto.

A isenção sobre a concessão de etanol foi testada pelo governo federal em meio a um cenário de alta nos preços de alimentos e alimentos.

O custo é ano estimado em R$ 1 para os cofres públicos em renúncia fiscal, perda de arrecadação que não precisa ser compensada por se tratar de um imposto regulatório.

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