Pastor cobrou 1 kg de ouro para prefeito ter verbas do MEC, jornal

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Em nova revelação sobre o caso do Gabinete paralelo de pastores no Ministério da Educação (MEC)um prefeito primeiro que recebeu uma proposta do pastor Arilton Moura, ao próximo ministro Milton Ribeiro. Ele teria pedido, como forma de adiantamento para facilitar o acesso aos recursos da massa, R$ 15 mil adiantados e 1 kg de ouro.

Gilberto Braga (PSDB) é prefeito do município de Luís Domingues, no Maranhão. Ao Estado de S.Pauloministrou elenca uma conversa que teve com Momento Zé Tia em Brasília, almoçolia informal com a presença

“Ele disse: ‘Traz um quilo de ouro para mim’. Eu fiquei calado. Não disse nem que sim nem que não”, conto Braga. “Ele disse que tinha que ver a nossa demanda, de R$ 10 milhões ou mais, tinha que dar R$ 15 mil para ele só protocolar. E na hora que o dinheiro já está empenhado tanto, era para dar um tanto ‘x’. Para mim, como a minha região era área de ouro, ele pediu 1 quilo de região”.

Arilton teria falado sobre a destinação de recursos de forma deliberada na ocasião, na presença de outros prefeitos. O pastor também teria contado o número bancário para que os líderes o repassaram como transferências.

Ministro forte?

Se depender de Jair Bolsonaroo ministro da Educação, Milton Ribeiro, onde está. O entendimento de Bolsonaro é que o episódio “só fortaleceu” Ribeiro, nas palavras de um dos interlocutores de maior confiança do presidente.

Conforme apurado pela coluna Guilherme Amado, Bolsonaro entende que o ministro sairá fortalecido do episódioporque o casoia, na visão dele, que o ministro se preocupa com os municípios pobres e atende adequadamente à base bolsonarista evangélica.

Centro de olho

O Centrão pressiona por uma troca no comando do Ministério da Educação desde que o escândalo do gabinete paralelo de pastores foi revelado pelos repórteres Breno Pires, Felipe Frazão e Julia Affonso. UMA bancada evangélica no Congresso também discute o futuro de Ribeiro.

Em nota, Ribeiro ter favorecido pastores na distribuição de verbas do ministério e rechaçou o envolvimento de Bolsonaro em irregularidades. Um áudio mostra Ribeiro dizendo que o apoio preferencial seria consequência de um pedido direto de Bolsonaro.

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