Dirigimos o Volvo C40 Recharge no México

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Exquisito, não esquisito. É em espanhol. Achei o diretor do Volvo C40 Recharge no México uma experiência cuja melhor palavra para descrever é essa: “exquisita”. Mas nem um pouco esquisita.

Para lançar o modelo, um Volvo chamou ao México 52 jornalistas brasileiros. Eu estava lá entre eles, representando o Olhar Digital. Fizemos um caminho longo, de 120 milhas em cada pernada, entre a Cidade do México e a histórica Hacienda Santa Inés, na cidade de Cuatla, no Estado de Morelo.

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A fazenda é um lugar tão México que a câmera parece que aplicou um filtro amarelo | Imagem: Olhar Digital

Até lá, foi um caminho desafiador, com curvas e subidas íngremes, trechos de mão, obras, passando uma facilidade mais que simplesmente não existe no Brasil, 3100 metros (nosso ponto de 3100 metros, o Pico da Neblina, fica a 2995 m) ).

Foram duas horas guiando o carro. Não acho o suficiente para uma resenha, mas estas são impressas.

O irmão mais descolado

Começa, como qualquer carro, antes de entrar. O C40 parece, à primeira vista, parece uma atualização anual do XC40. Eles têm o mesmo comprimento, a mesma largura, quase a mesma autonomia, muitos recursos em comum.

Não que seria ruim ser a versão 2023 do XC40, porque já era um baita de um carro, que o Olhar Digital testou e presta.

Mas o C40 sem X está mais para um irmão mais novo. É outra pessoa. Parecida, que herdou o guarda-roupa do irmão. Mas com o C40 a Volvo tentou criar um irmão mais legal do XC.

A frente, à primeira vista parece indistinguível. É preciso ver os dois lado a lado para ficar que o C40 é mais baixo e com um teto mais liso, mais aerodinâmico e com algumas mudanças na nota inferior, lembrando mais claro os XC60.

À esquerda, o XC40; à direita, o C40 | Imagem: divulgação

Sinceramente, a frente me receberá uma conservação. O aspecto ainda é o de ter uma grade tapada, e não que a grade nunca esteve lá. Um design mais ousado, mais afastado dos carros, fixado internamente, pode ser uma pedivela quando comparado com a traseira.

É quando você vê o reverso que começa a ficar claro onde a Volvo quis chegar com o C40. A traseira à memória o DeLorean de De Volta para o Futuro, com dois spoilers e uma lanterna futurista. Sugere bem mais ousadia que a do irmão mais velho.

Recarga Volvo C40
Traseira do Volvo C40 Recarga | Imagem: Pedro Dantas/Divulgação

As rodas também precisam ter um design mais fechado e mais aerodinâmico, por conta de um veículo elétrico necessário menos resfriamento.

Um SUV elétrico, com esse design, parece fazer mais jus ao S da sigla Sports Utility Vehicle que a média. É um carro legal. Que vem de uma empresa que, no passado, já teve seu nome relacionado a carros, vamos dizer, caretas: sólidos, vamos dizer, seguros passados, mas também sisu.

Nova forma de dirigir

Entrar no carro traz o interior de couro e camurça sintéticos, feitos com materiais recicláveis: segredos industriais da Volvo. Quem compra, elétrico, final, espera-se importar com o ambiente. A sensação é muito próxima ao natural.

A outra coisa que se nota exatamente é que o carro não tem botão de partida. Nem freio de mão. Você pisa no freio, muda a marcha para D ou R e sai andando. Clique no botão P, para alavancar, ativar o freio de mão e “desliga”.

Câmbio do Volvo C40 Recharge
Câmbio do Volvo C40 Recarga | Imagem: Fábio Aro/Divulgação

E já na largada – ao menos se for uma lentinha largada como fiz na Hacienda – pode perceber outra grande sacada: o sistema de radar 3D. Quando você dá ré ou quando o carro que está numa situação possível de estacionamento – muitos obstáculos, pouca velocidade – o C40 aparece num mapa visto por cima.

Estacionando na Fazenda Santa Inês | Imagem: Fábio Marton/Olhar Digital

As operadoras, em todas as aplicações, estão lá, e você pode-las. Mas francamente é tão perfeito que sequer dá vontade de olhar pela janela. Dirigir às cegas parece mais preciso do que enxergando.

Uma interface Android para Carros, com conexão de internet constante, atualizações em tempo real, e não em concessionária.

A terceirização é notícia: GPS de fábrica ser problemático habitualmente, incapaz de identificar congestionamento e propor rotas alternativas e ordenando violações de regras até o trânsito, porque não tem a mesma base de dados nem é tão rápida quanto aos sistemas do Google e da Apple.

Outra vantagem de internet em tempo real é poder planejar bem como rotas entre postos de abastecimento e disponíveis. Para quem sofre de preocupação de dois, o C40 teve uma melhoria notável, em relação à causa ao antecessor, bateria e avanço na direção da energia: agora ele alcance 40 km contra 358 km no antecessor motores, que é a base de comparação, mas a versão simples também perde por 20 km).

Ligeirinho

Vamos do que não é visível: o falar (ou esqueleto?) da diferença: o C40 é o primeiro Volvo a já nascer elétrico. O trem de força, o chassi, é criado do zero só para elétricos. O X foi um projeto de carro a escolha interna, que terminou híbrido puro. OC não herda essas roupas do irmão.

E é na estrada que você percebe que a evolução sutil é perceptível também por dentro.

Alguém se lembra do Guarujá? | Imagem: Fábio Marton/Olhar Digital

Ela se encontra numa versão ampliada da graça ainda de um elétrico, e mais com 408 cv: a maior.

Você pisa e, em completo silêncio, ele rasga a pista. Ainda que o silêncio, essa serenidade, o mesmo significado brutal, combinado com uma impressão brutal, combinado com uma impressão brutal. ainda mais.

Foi bom ter um carro assim em mãos, porque os mexicanos parecem inspirar no seu contemporâneo fictício, ou rato Ligeirinho, quando o tema é andar na estrada: eles pisam fundo. Obviamente, manter-se no trânsito não foi um desafio em momento nenhum.

desafio-se na estrada foi desafio E manter. O carro tem um sistema de condução automática eficiente, ainda que não seja autonomia real: ele se guia pelas faixas ea distância do carro à frente, e você deve manter como sempre ao volante.

Mas, guiando no manual, a sensação é de ainda mais solidez Com portentosos 2.185 kg, ele também tem um centro de gravidade bem baixo. Some-se o peso e a aerodinâmica, você tem um veículo que anda grudado na estrada. Nas curvas pesadas do percurso mexicano, simplesmente não havia a menor sensação de instabilidade, ainda que desse para sentir a força lateral no corpo. Era quase um trem.

Tem um lado negativo disso, que deu para notar bem nas estradas íngremes do México: o C40 pode embalar na descida como um caminhão. É preciso regular bem o pé no freio para manter sua velocidade.

E para isso existe um recurso que pode ajudar: o One Pedal Drive. Você esquece o freio, só usa ou acelera. Se pisar pouco, vai devagar, se pisar muito, vai rápido, e se não pisar nada, ele para, usando freio regenerativo, comportando-se um tanto como o freio motor dos caminhões.

A equipe da Volvo descreve um pouco como um recurso de segurança e economia de bateria (o é sempre regenerativo), que não é responsivo na fluidez, que não é tão responsivo aos funcionários. Mas é verdadeiramente uma coisa, decididamente, um jeito completamente diferente de dirigir.

Leva um bocado de tempo para pegar o jeito, mas pode acabar sendo, com sua evolução, o caminho do futuro. Afinal, todo mundo que aderiu ao elétrico também teve que esquecer como usar uma embreagem.

Exquisito!

De volta ao começo, para quem não abriu o dicionário de espanhol no link: como o português “esquisito”, o espanhol “exquisito” significa uma coisa fora do comum. Mas em espanhol é sempre num bom sentido. Algo raro que causa sensação, como uma iguaria, ou um perfume distinto.

Sendo a versão mais refinada e mais excitante de uma fórmula vencedora, e inspirada no país, é essa a palavra que escolheu. Exquisito! Muito rico!

O XC40 sai por R$ 389.950, enquanto o C40 sai por 419.950. São R$ 30 mil, mas, em relação ao preço, é menos de 10%. A diferença entre os dois compensa esse investimento.

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