Corinthians deve assumir o prejuzo no caso Luan e deixar ambos seguirem em frente

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O Corinthians tem duas questões pendentes entre jogadores que ganham muito e rendem muito pouco no seu elenco. O caso Jô voltou à tona com o sumiço do jogador na segunda-feira, mas vou me ater a um atleta que tem mostrado mais profissionalismo do que o camisa 77: o meia Luan.

Maior contratação do Corinthians em 2020, o armador não vai ter chances no clube nessa temporada e já não empolgou o técnico Vítor Pereira, talvez a sua única oportunidade de dar uma reviravolta na trajetória no clube. Fica, então, o Timão com um dos seus maiores salários, fisicamente apto a entrar em campo, encostado no banco – às vezes até fora dele.

A saída, para este que vos escreve, é assumir esse prejuízo, liberar Luan até gratuitamente a outro clube e seguir a vida. O grande Rodrigo Vessoni escreve que o Corinthians prospecta interessados no mercado – algo que, segundo a Gaviões da Fiel, já fazia ano passado. Mas que me parece fadado ao fracasso se a expectativa é receber algo significativo em troca.

Quando falo gratuitamente é exatamente isso que estão pensando: pagando parte ou até todo o salário em um empréstimo e deixando o jogador tentar mostrar seu valor em outro lugar. Não foram poucas as evidências de que ele não terá chances em 2022 e, quiçá, até 2023 com a camisa alvinegra. Assumir o prejuízo.

Faço aqui o adendo que discordo da avaliação de que a contratação foi descabida ou o contrato ruim. Luan chegou como um jogador que havia sido o melhor do continente dois anos antes e, aos 26 anos, tranquilamente se qualificava como um atleta digno de quatro anos de contrato. Mas, como acontece diversas vezes no futebol, infelizmente não deu certo.

Foram ao todo 89 minutos do jogador em três jogos na atual temporada. Desde que todos os reforços estrearam, em setembro do ano passado, Luan foi titular em apenas duas oportunidades, sendo que a segunda, contra o Botafogo-SP, neste Paulista, se deu quando o técnico Fernando Lázaro optou por um time quase todo reserva.

Ou seja, ainda que receba elogios pelo profissionalismo, Luan não entrega praticamente nada ao time do Corinthians hoje em dia. Em um exercício de prioridades, ele seria, na melhor das hipóteses, a quarta opção para atuar em uma das posições de armação. Não tem cabimento gastar o que se gasta em um jogador que te vai render apenas isso.

A comparação fica ruim para ele até quando se faz um paralelo com Jô. O centroavante, talvez por uma carência maior do elenco – mas lembrando que Luan também tem o “falso 9” como uma das suas atribuições -, jogou sete vezes no ano, somando 186 minutos, fez um gol e foi a alternativa à qual VP recorreu quando precisou de mais presença de área contra o São Paulo.

Quando se leva para o mesmo cenário descrito de Luan, Jô foi titular em 11 oportunidades e jogou 25 partidas desde a chegada dos reforços. Enfim: mesmo o pior Jô que o Corinthians já viu produz o dobro desse atual Luan. Não há muito o que fazer diante dessa situação a não ser liberar o camisa 7 para atuar em outro lugar.

Veja mais em:
Luan, Vtor Pereira e Mercado da bola.

Este texto de responsabilidade do autor e no reflete, necessariamente, a opinio do Meu Timo.

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