Guerra se traduz em novo choque de custos para inflação no Brasil, aponta FGV

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UMA invasão da Ucrânia pela Rússia se traduz em um novo choque de custos para a inflação no Brasila Fundação Getulio Vargas (Fundação Getulio VargasFGV) na divulgação do Indicador de Comércio Exterior (Icomex).

“Para o Brasil, o principal efeito no mapeamento dos efeitos diretos da guerra se refere à oferta de fertilizantes e ao aumento no preço das commodities agrícolas e de petróleo“, afirma a nota da FGV.

Segundo o Icomex, a Rússia respondeu por 23,3% das Marrocos (13,7%), Canadá (9,8%) e Estados Unidos (5,7%).

O impacto da redução das vendas russas sobre a produção agrícola brasileira vai depender dos estoques de plantio das safras no Brasil, cronograma do plantio das vendas, potencial deização de diversos cronogramas de reposição de fertilizantes da guerra, enumerou a FGV.

O boletim do Icom lembra que os preços das commodities já aumentaram desde 2021, um dos fatores de pressão sobre a inflação no país no ano passado.

“Além da política do aumento do preço do trigo, a questão do preço do tem prioridade na agenda da economia brasileira”, ressalta o documento.

“Para o Ocidente Brasil, um país com interesses comerciais com a China e fica o desafio de construir uma estratégia que atenda aos interesses dos setores industriais que operam na economia mundial”, avaliou.

A balança comercial acumulou um superávit de US$ 3,9 bilhões no primeiro bimestre de 202. O valor exportado cresceu 36,1% no primeiro bimestre ante o mesmo período do ano anterior, e o importado aumentou 30,3%.

O volume exportado subiu 16,9%, enquanto o volume importado caiu 2,8%. Os preços das ofertas aumentaram, e os preços das ofertas aumentaram33%, e 15,9%.

A liderança no ranking de maiores compradores de produtos brasileiros, com participação de 24% na pauta do país. Em volume, as exportações brasileiras para a China cresceram 4,1% no primeiro bimestre de 2022 ante o primeiro bimestre de 2021, puxadas pela soja.

As contribuições de produtos chineses 8% no período.

Os Estados Unidos elevaram em 17,3% o volume de compras de produtos brasileiros no primeiro bimestre. Já o volume importado dos Estados Unidos pelo Brasil cresceu 1,8%.

Nas trocas com os demais parceiros comerciais do Brasil, houve aumento do volume exportado, mas não houve aumento do volume exportado: União cresceu 22,9% primeiro bimestre, principal europeu não recuaram 2,5%; Argentina (volume exportado subiu 12,0%, recuaram 19,3%); (alta de 20,5% nas exportações, queda 19,3% nas demais países); Ásia, exceto China e Oriente Médio (alta de 23,6% nas exportações, queda de 13,0% nas exportações).

No primeiro bimestre, o comércio com a China foi superavitário em US$ 590 milhões, enquanto que com os Estados Unidos foi deficitário em US$ 2,8 bilhões.

“Os resultados do primeiro bimestre do ano mostram que a guerra reforça uma tendência, já em vigor, o aumento dos preços das commodities e deixa, por enquanto, incertezas quanto aos efeitos sobre a queda do comércio mundial e da oferta de suprimentos, em especial fertilizantes, para um dos líderes das exportações brasileiras, o setor agrícola”, concluiu dos FGV.

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