FIIs de escritório são os mais descontados, negociados 31% abaixo do valor patrimonial; Quatá Recebíveis (QIRI11) cancela oferta e Ifix sobe

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Se dependesse apenas dos FIIs de logística, shoppings e lajes corporativas, o desempenho médio dos fundos imobiliários nos últimos 12 meses estaria aquém dos atuais 3,5% de queda. No período, o Índice Teva de fundos de “tijolo” totaliza baixa de 6,6%. Parte do resultado é atribuído ao segmento de escritórios, bastante afetado pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

Relatório semanal do Itaú BBA, com dados da Economatica, plataforma de informações financeiras, aponta que a desvalorização nas cotas dos fundos imobiliários de escritórios gerou um desconto médio de 30% nos FIIs do segmento, considerando o indicador P/VPA (preço sobre o valor patrimonial).

Quanto mais próximo de 1 estiver o P/VPA, mais perto está a cota do seu valor considerado justo. Um indicador acima de 1 sinaliza que o papel está sendo negociado com ágio e, abaixo deste nível, com desconto. Blindado da elevação da inflação e dos juros, o P/VPA médio dos fundos de recebíveis está exatamente em 1. Já o segmento de escritórios aparece com 0,69, o que representa um desconto de 31%.

Relatório semanal Itaú BBA (com dados da Economatica)

Antes da pandemia, o segmento de escritórios trabalhava com uma vacância na casa de 15,96%, de acordo com dados da SiiLa Brasil, plataforma que monitora o setor imobiliário. A taxa encerrou 2021 em 25,15%.

“Estamos estimando chegar ao final de 2022 com uma ligeira queda de vacância, chegando na casa dos 24%”, afirmou Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLa em artigo para o InfoMoney. “Caminhamos para os níveis pré-pandemia apenas nos próximos dois a três anos”, projeta.

Diante do cenário e do desconto nas cotas, analistas se dividem sobre os riscos e vantagens do segmento de escritórios. De um lado, há os que enxergam oportunidades de ganho de capital. Do outro, estão aqueles que ainda esperam maior previsibilidade no segmento.

IFIX hoje

Na sessão desta segunda-feira (21), o IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – opera no campo positivo. Às 11h04, o indicador registrava elevação de 0,14%, aos 2.722 pontos. O índice terminou a semana passada com leve alta de 0,05%. Confira os destaques de hoje:

Maiores altas desta segunda-feira (21):

Ticker Nome Setor Variação (%)
BZLI11 Brazil Realty Títulos e Val. Mob. 14,7
IRDM11 Iridium Recebiveis Imobiliarios Títulos e Val. Mob. 3,82
HSLG11 HSI Logística Logística 1,57
KFOF11 Kinea FoF Títulos e Val. Mob. 1,36
VTLT11 Votorantim Logistica Logística 1,27

 

Maiores baixas desta segunda-feira (21):

Ticker Nome Setor Variação (%)
KNRI11 Kinea Renda Imobiliária Híbrido -5,51
XPLG11  XP Log Logística -2,29
HGFF11 CSHG FoF Títulos e Val. Mob. -1,64
VIFI11 Vinci Instrumentos Financeiros Títulos e Val. Mob. -1,36
BBPO11 FII BB PRGII Lajes Corporativas -1,09

Fonte: B3

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Quatá Imob Recebíveis cancela oferta; nova locação do Rio Bravo Renda Corporativa e mais assuntos

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Quatá Imob Recebíveis Imobiliários (QIRI11) cancela terceira emissão de cotas

O fundo Quatá Imob Recebíveis Imobiliários cancelou a realização da terceira emissão de cotas da carteira, que estava em andamento desde o mês de janeiro, aponta fato relevante divulgado nesta segunda-feira (21).

“Em razão da atual conjuntura do mercado financeiro e de capitais, bem como do cenário econômico nacional e global, caracterizados pela expressiva volatilidade, mudanças dos preços, com reflexos, inclusive, nas cotas dos fundos imobiliários, o administrador optou por cancelar a terceira emissão”, justifica o documento.

No período de exercício do direito de preferência, encerrado no dia 28 de janeiro, houve a subscrição de 521 cotas, número correspondente a 0,15% do montante da oferta. Os valores serão devolvidos aos investidores.

O Quatá Imob Recebíveis Imobiliários planejava captar até R$ 36 milhões com a oferta.

Na semana passado, relatório do fundo Hedge Top FoF (HFOF11), que monitora mensalmente as novas ofertas dos FIIs, apontou que o volume de emissões em fevereiro seguiu abaixo do ritmo verificado em 2021. 

De acordo com o levantamento, o mês passado terminou com R$ 600 milhões captados pelos FIIs, volume inferior à média mensal de 2021, em torno de R$ 4,3 bilhões. Em janeiro, as captações somaram R$ 200 milhões.

Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) estima aumento de R$ 0,02 em dividendo com nova locação

Rio Bravo Renda Corporativa fechou contrato com a Visagio, empresa de tecnologia e consultoria de gestão, para a locação dos conjuntos A, B e C do segundo andar do Internacional Rio, imóvel situado na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ).

Os conjuntos correspondem a uma área de 675 metros quadrados e o fundo tem participação de 46% nos espaços.

O contrato de locação já está em vigor e tem prazo de vigência de 84 meses. O indexador de reajuste é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com a nova locação, a vacância física projetada pelo Rio Bravo Renda Corporativa passa de 28,4% para 26,9%.

De acordo com cálculos dos gestores, o novo contrato deverá elevar o resultado do fundo em aproximadamente R$ 0,02 por cota.

HGI Créditos Imobiliários (HGIC11) quer captar R$ 40 milhões em nova oferta

Focado no investimento em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), o fundo HGI Créditos Imobiliários aprovou a terceira emissão de cotas da carteira e, inicialmente, pretende captar R$ 40 milhões.

A carteira estipulou o preço unitário dos novos papéis em R$ 108,54 e uma taxa de distribuição por cota de R$ 0,46, totalizando o preço de aquisição de R$ 109.

No fechamento do mercado na última sexta-feira (18), a cota do HGI Créditos Imobiliários foi negociada exatamente a R$ 109.

Com patrimônio líquido de R$ 30 milhões, o portfólio do fundo é composto hoje por 96% de CRIs indexados a uma taxa média de IPCA mais 11,69% ao ano.

Dividendos de hoje

Confira quais são os sete fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (21):

Ticker Fundo Rendimento
GCRI11 Galapagos CRI  R$  1,40
MGCR11 Mogno CRI High Grade  R$  1,00
GCFF11 Galapagos FoF  R$  0,75
NAVT11 Navi Imob FoF  R$  0,75
MORE11 More FoF  R$  0,70
BLCP11 Bluecap Log  R$  0,51
[ativo=APTO11] Navi Residencial  R$  0,10

Fonte: InfoMoney

Giro Imobiliário: até que ponto inflação e juros altos beneficiam FIIs de “papel”?

Beneficiados pela elevação da inflação e dos juros nos últimos anos, os fundos imobiliários de “papel” têm oferecido forte retorno aos investidores. Com a pressão ainda maior sobre os preços da economia e a manutenção do aperto monetário, aumenta a expectativa de ganhos com esse tipo de FII.

Os fundos imobiliários de “papel” – conhecidos tecnicamente como fundos de recebíveis ou de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) – investem em títulos de renda fixa que acompanham indicadores como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e a taxa CDI (certificado de depósito interbancário).

Quando a inflação ou os juros sobem, os CRIs atrelados ao IPCA e ao CDI – e os fundos imobiliários que investem neles – se tornam mais rentáveis. Mas até que ponto o avanço dessas duas variáveis realmente beneficia os fundos de “papel”, e a partir de qual pode começar a prejudicá-los?

O pedido de recuperação judicial de um dos devedores incluídos na carteira do fundo Faria Lima Capital (FLCR11), anunciado em fevereiro, acendeu a luz amarela dos especialistas, que temem outros problemas diante do atual cenário econômico.

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