Entenda por que a Huawei segue na frente na briga do 5G

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5G: mesmo após quatro anos de ataques, Huawei segue no jogo (Crédito: Pexels)

terça-feira (22 de março), não fará quatro anos que a gigantesca americana Best Buy decidiu romper as relações com a Huawei vender mais os smartphones e itens do portfólio da fabricante chinesa em suas lojas. Foi um golpe duro e simbólico. Em janeiro, a AT&T e a Verizon já tinham sido contratadas como operadoras que marcaram a guerra americana contra a marca chinesa ganharia impulso. Na época, primeiro semestre de 2018, um fabricante brigava com Apple e Samsung pela liderança do mercado de celulares. Mas o pano de fundo das corridas de Washington envolve a global pelo 5G A escalada culminaria com a no Canadá, em aquela prisão de Meng Wanzhou, CFO da corporação e filha do fundador da empresa.

A roda girou, o 5G andou – até no Brasil – e Meng cumpriu quase três anos de prisão domiciliar no Canadá. Os Estados Unidos fizeram sua justiça extradição, mas no fim de setembro de um acordo com o Departamento americano e retornou à justiça. Nesse tempo, a pressão de Washington para que países aliados não adotassem a infraestrutura da Huawei no 5G deu certo, mas não totalmente. Relatório da consultoria Dell’Oro e publicado em dezembro pelo Firreless diz que o market share global da gigante chinesa é de 29%, quase uma participação somada das duas empresas do Grupo Segunda, Ericsson e Nokia, com cerca de 15% cada. Depois aparecem ZTE (11%), Cisco (6%), Ciena (3%) e Samsung (3%). As sete dominam pouco de 80% do mercado estimado em US$ 100 bilhões no ano passado.

As recomendações, americanas sobre o Grães Alistados Afiliados históricos, como Reino Unido mas não acreditam parceiros regionais, como México e Brasil. Por três motivos. Primeiro, as questões de segurança nacional – a tese de que os equipamentos chineses fariam o papel de espiões a serviço de Pequim – nunca foi hipótese. Segundo motivo é que a nova ordem global não parece tão atraente sob controle americano como foi durante o século passado. É claro que Washington é ainda o maior e mais importante player global, mas não é mais o único com poder de fala. Por fim, o motivo que mais manda no mercado: qualidade & preço. Países e empresas precisam do 5G para suas economias, e os chineses aparentemente são construídos boas soluções.

Tudo à chinesa. Sem tanto barulho. Foi assim, um pouco na surdina, por exemplo, que a Huawei e a operação brasileira da TIM a anunciaram no começo do mês de março o Mobile World Congress (MWC) 2022 um acordo de colaboração para desenvolver a 5G City. A cidade escolhida para Curitiba. O tema só circulou em publicações especializadas. O contrato é de anos e espera-se que o primeiro teste finalizado em dezembro de 2023. “A TIM e a Huawei estão trabalhando juntas para construir a maior rede Massive Mimo (M-Mimo) do mundo”, informou a Huawei por meio de nota. O M-Mimo é uma tecnologia que amplia o alcance de transmissão do sinal usando um grande número de antenas e ajuda a fornecer dados com maior qualidade. “Para o 5G City, a rede M-Mimo pode maximizar a velocidade de transmissão 5G com latência ultrabaixa.” Que a brigada entre Estados Unidos e China (e seus caminhos iniciais) não mina o Brasil a futuro é notícia.


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