UMA Pandemia da Covid-19 afetou bastante os transplantes de córnea no Brasil. As cirurgias de março quase já aconteceram pela metade desde que o coronavírus atingiu o país, em 2020, fazendo com que a fila para o transplante crescesse 80%.
Nos últimos anos, destacou a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), esta operação foi uma das dois anos informados. Em 2020, o Brasil registrou mil transplantes de córnea. Para se ter uma ideia, no ano anterior o número foi de 14,9 mil.
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O ano de 2021 registrou uma melhora, mas ainda com números abaixo dos dados pré-pandemia. No ano passado, foram registrados 12,7 mil procedimentos, 16% menos que em 2019. Tanto os transplantes como o número de captações está em queda, por isso a fila só cresce.
No final de 2019, 10,7 mil pessoas estavam inscritas para receber novas córneas. Dois anos depois, em dezembro de 2021, o número subiu para 18,8 mil pacientes à espera de uma cirurgia. Uma das pessoas é a professora Tatiana Lima, de 42 anos. Ela explicou antes a fila andar mais rápido da pandemia. Ela tem todos os exames e aguarda três anos para fazer a operação em Brasília.

Este será meu segundo transplante. O primeiro, nos dois olhos, foi feito há 30 anos, em Goiânia, quando eu ainda era adolescente. Com o passar dos anos minha visão esquerda foi piorando. Por causa do ceratocone, uma das córneas voltou a ficar fina e, por isso, o novo transplante”, explicou em entrevista à Agência Brasil.
A córnea é o tecido transparente na parte frontal do olho, sendo a primeira lente por onde entra a luz. As pessoas que precisam dessa parte sempre sofrem com ceratocone, doenças concebidas, distrofias de transplante e cicatrizes pós trauma, transparência do tecido.
Para doar a córnea, a família precisa autorizar. É importante que os doadores de órgãos avisem aos familiares. A captação da córnea é poucas horas após a morte do paciente. Mas, aquelas pessoas que tiveram linfomas ativos e leucemias, hepatites B e/ou C, HIV (AIDS), generalizada, endocardite bacteriana, raiva, ou algumas doenças em atividade como sífilis ativa e leptospirose não podem doar.
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