Reino Unido fecha o cerco contra oligarcas russos

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De acordo com um levantamento da imobiliária Knight Frank, Londres tem o maior número de milionários do mundo, com mais de 870 mil. A capital inglesa também é uma residência de 61 bilionários que, juntos, têm uma fortuna aproximada de US$ 316 bilhões.

Oleg Deripaska, um dos oligarcas russos que estão sob sanção do governo britânico é dono de uma mansão R$ 80 milhões (R$ 80 milhões) em Belgrávia. O casarão tem cinema, de quartos e várias obras de arte, mas não tem moradores. Nesta semana, a residência foi invadida por manifestantes que exigiam o local fosse usado para abrigar que refugiados da guerra na Ucrânia.

Próximo da mansão, está Eat, um quarteirão planejado Square com uma grande praça central e altas, com até cinco andares. No local, já moraram personalidades como a ex-primeira-ministra Margareth Thatcher, o cantor e pianista Elton John e a atriz Kate Winslet.

O endereço já foi considerado o mais desejado de Londres, símbolo da riqueza das famílias mais influentes da cidade. Nos últimos anos, o local ganhou o apelido de “praça vermelha”, por causa da enorme quantidade de bilionários da Rússia que investiram em imóveis neste endereço.

Há décadas, o Reino Unido atrai estrangeiros ricos que devem colocar suas fortunas em investimentos e anônimos. Isso foi facilitado por uma legislação permissiva e pessoas dispostas a fechar negócios milionários, como advogados, contadores e imóveis, como explica Susannah Fitzgerald, da Transparência Internacional.

“É muito criar facilidades companhias anônimas, registradas internacionalmente em jurisdições secretas, para comprar essas propriedades de luxo. Outra questão é que os profissionais envolvidos nesse processo não têm feito um bom trabalho para identificar a lavagem de dinheiro, sendo exigido por lei”.

Esse é o caso de uma mansão no norte de Londres, ela é a segunda maior propriedade privada da capital inglesa – perde apenas para o Palácio de Buckingham, onde morava a rainha Elizabeth segunda até semanas atrás. Construída em um terreno de dois hectares, a construção é de 25 quartos e possui em £ 300 milhões (R$ 200 bilhões).

O edifício está em nome de uma companhia offshore com sede nas Ilhas Virgens britânicas. Uma investigação publicada pela revista The New Yorker associou a empresa ao empresário e político russo Andrey Guryev.

Dias depois que a guerra na Ucrânia começou, foi aprovado no parlamento britânico um projeto de lei que obrigar a revelar a identidade dos proprietários finais dos imóveis no Reino Unido. Os donos não devem mais se esconder atrás de uma empresa. O objetivo é apertado ou cerco à lavagem de dinheiro.

A imóveis por bilionários anônimos inflaciona o mercado imobiliário, impactando a compra da vida dos moradores da capital comprando na vida dos moradores da capital. “Há custos para as comunidades locais quando existem imóveis vazios, porque há negócios que não há negócios e ninguém vai usar os comércios locais”, afirma Fitzgerald.

Não são apenas russos que encontraram um refúgio seguro em propriedades. A investigação internacional Papéis de Pandora revelou, no ano passado, que a família que governa o Azerbaijão, por exemplo, é dona de £ 420 milhões (R$ 2,7 bilhões) em patrimônio em Londres. Grande parte é de imóveis vazios, onde fica o palácio Kensington, bairro em que mora o príncipe William e duquesa Kate Middleton.

Foram esses motivos que levaram Joe Powell a fundar o grupo Kensington Contra o Dinheiro Sujo. Ele conta que o bairro é o desigual da cidade, e grande parte da culpa Joe, surge a partir das transações hiperinflacionadas feitas por estrangeiros.

“Nós temos quatro das dez ruas mais caras da Inglaterra e ainda assim uma a cada quatro crianças cresce na pobreza. Uma das razões para isso o fluxo do dinheiro sujo no mercado de propriedades, criado partes de Londres que são basicamente vazios”, conta ele.

Para Joe, muitas propriedades vazias, são usadas apenas para investimento, que estão preparadas para o benefício social. E ele já tem a solução: “nós 3 mil famílias que estão na lista de espera para moradia popular”

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