Governo sobe classificação indicativa de filme de Gentili para 18 anos

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública alterou, nesta quarta-feira (16/3), a classificação indicativa do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola como não recomendado para menores de 18 anos. Até então, o filme não era indicado para menores de 14 anos.

O despacho foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta e é assinado pelo secretário nacional de Justiça, José Vicente Santini. O texto alega que o audiovisual apresenta “conteúdo com tendências de coação sexual ou violação, ato de pedofilia e situação sexual complexa”.

O prazo que a nova classificação etária é nas plataformas e canais de exibição de cinco dias. O despacho ainda determina que, em caso de exibição em TV aberta, a obra seja transferida somente após as 23h.

A mudança na classificação indicativa ocorre após plataformas não cumprirem efetivamente Decisão feita pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para que o filme fosse suspenso.

“Censura”

Detentora dos streamings do Globoplay e do Telecine, uma classe da Globo, a determinação de serviços de censura feita pelo governo ao filme, lançado em 2017, e comunicado de que não vai retirar a obra do catálogo.

“O Globopay e a Justiça da Telecine estão atentos às decisões administrativas da Justiça e às famílias que são consideradas adequadas para o filme Como disponibilizamos, mas entendem que a decisão administrativa do Ministério é censurada. . A decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser”, diz a nota enviada à imprensa.

A Netflix ainda não se pronunciou se vai retirar o filme do catálogo. Até a tarde dessa terça-feira (15/3), a obra era a 4ª mais vista na plataforma.

O filme também é exibido nas seguintes plataformas: Google (YouTube), Apple e Amazon.

Caso a determinação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon de $) não seja necessário, os sistemas de streaming podem ser obrigados a pagar multa de R a partir da decisão e, posteriormente, podem sofrer alterações do sistema administrativo e posterior.

A pasta informou que vai expedir do Ministério Público Federal para que sejam adotados como medidas legais cabíveis.

Entenda uma polêmica

Nos últimos dias, o filme do humorista Danilo Gentililançado há cinco anos, tornou-se-de críticos nas redes sociais para incentivar uma pedofilia, na visão de muitos internautas.

Gentili, roteirista e ator longo, retrucou os comentários, em seu Twitter, ao afirmar que o “ou orgulho” de sua carreira é maior do que ter “desagradar com a mesma intensidade petista quanto a carreira”

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A história do filme narra como o personagem Pedro encontra um diário que ensina a provocar caos na escola, sem ser pego, e resolve seguir as dicas com o amigo Bernardo. A narrativa é baseada no livro de Danilo Gentili, lançada em 2009, que leva o mesmo nome.

Na cena mais polêmica, que viralizou no domingo (13/3), Cristiano, personagem de Fábio Porchat, aparece tentando seduzir dois meninos. Mediando um conflito entre os garotos, o vilão diz: “Vamos esquecer isso tudo, deixar isso de lado? A gente esquece o que aconteceu e, em troca, vocês batem uma punheta pro tio”.

Em entrevista ao Metrópoles, Porchat fez questão de lembrar que Cristiano, o pedófilo que interpreta no longa, é um vilão. E também destacou que foi contratado para trabalhar sem qualquer vínculo com a criação da obra.

“Vamos lá: como funciona um filme de ficção? Alguém escreve um roteiro e as pessoas são contratadas para atuarem nesse filme. pessoas, o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, matar e torturar pessoas”, explica.

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