Com guerra da Ucrânia, importadores do Brasil veem diesel sumir do mercado

0
45

A guerra entre Rússia e Ucrânia mudou a dinâmica do mercado internacional de produtos químicos. e até o mesmo pacote de redução de oferta do Brasil, como grandes empresas de redução de oferta de óleo diesel.

O cenário reflete o apetite da Europa em fazer estoques para evitar o apagão no caso de um corte de mais intenso da Rússia que o diesel pode ser um substituto para o gás. A maior parte desses estoques é comprada dos EUA.

Leia também:
Caminhoneiros se dividem entre paralisação e aumento do frete

Para trazer diesel para o Brasil, o importador hoje tem de pagar caro, e já de nem assim o produto, afirmou Nelson Ostanello, presidente no Brasil da Greenenergy, maior distribuidora de matérias do Reino Unido que tem escritório no Brasil. “A Europa está pegando diesel do mundo todo. Mais de 50% do diesel consumido na Europa tem origem russa, não temos um problema seríssimo de abastecimento de diesel”, disse Ostanello.

A maioria do diesel importado pelo Brasil vem do Golfo do México, que com a guerra tem como destino o combustível para a Europa e cobrado um prêmio alto por isso. Ostanello afirmou que, há cerca de 15 dias, o diesel estava com desconto, mas, com a guerra, o setor passou a cobrar um prêmio de US$ 0,30 acima do preço. “O galão de diesel que estava US$ 3,20 agora está entre US$ 3,50 e US$ 3,60”, disse o executivo.

Para o Brasil, a notícia é pior, levando em conta que a safra da pode, que bilhões de litros de diesel todo ano, começa no final de março e entra por abril. com os recentes incentivos pelo governo para o diesel, como estímulos para estímulos e mudanças, que devem permanecer altos para os preços brasileiros já devem ser mantidos, a exemplo do que ocorreu em 2018 .

“Na minha opinião essa situação da retificação vai se agravar. O Brasil precisa importar 25% da demanda, e a Petrobras deixou o preço tão defasado no passado recente, que ninguém tinha coragem de trazer de fora, nem a própria Petrobras trouxe (diesel)”, explicou Ostanello, informando que a defasagem do diesel chegou a R$ 2,50 antes do aumento anunciado pela estatal no último dia 11, ou que impeça a formação de estoque.

Escassez

Segundo, fontes até mesmo os grandes importadores do baixo com dificuldade de importação, o país que pode fornecer diesel pode estar cheio de abastecimento. Mesmo com preço reduzido, o número de ofertas a cada anúncio de compra foi especialmente reduzido.

Normalmente, quando era feito o pedido de compra de diesel aparecia oferta de mais de 20 navios, agora são no máximo dois ou três, explicou um grande importador.

De acordo com o especialista em gerenciamento de risco da consultoria Stonex, Pedro Shinzato, os estoques de diesel nos EUA estão próximos das mínimas históricas, e a situação na Europa pode estar ainda pior, apesar de não haver estatísticas abertas como no mercado americano.

“A grande questão é que a Rússia é um grande fornecedor de diesel para a Europa, e agora as negociações europeias estão relacionadas com a compreensão do produto russo e aumentando a compreensão do produto americano”, explicou o analista.

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, também disse que, apesar de o preço do petróleo estar cedendo no mercado internacional, o diesel não tem registro recuo.

Representante das médias e pequenas importadoras de combustíveis, ele vê uma janela de utilidade completamente fechada no momento. “Converso com nossos agentes, eles dizem que não é fácil negociar e contrato diesel para o Brasil, está caro e não tem fácil no mercado, é muito restrito.”

A defasagem entre os preços do diesel vendido pela Petrobras nas suas refinarias brasileiras em relação ao mercado saiu de uma diferença de 24% no dia internacional de 10 de março para 4% no dia 11, após o aumento divulgado pela última quinta-feira estatal. Com a piora da oferta de diesel no mercado externo, a defasagem voltou a subir e já registrava 7% nesta última segunda (14).

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Cadastro-se na Impulso e receba semanalmente um resumo das notícias que mexem com o seu bolso — de um jeito fácil de entender:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here