Brasileiro esqueceu da dengue na pandemia da Covid, revela pesquisa

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Um terço dos brasileiros acredita que a dengue deixou de existir desde que a pandemia de Covid-19 começou. A informação vem de um estudo encomendado pela farmacêutica Takeda, divulgado nesta terça-feira (15/3), sobre a percepção dos brasileiros em relação à doença causada pelo mosquito Aedes Aegypti.

“A gente deixou de falar de dengue durante a pandemia, o que é natural, uma vez que as atenções estavam na Covid-19, mas é uma doença que continua existindo. Qualquer relaxamento com os cuidados para combater o mosquito Aedes Aegypti faz com que haja um crescimento rápido de casos”, alertou o infectologista Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, em uma live para divulgar os resultados da pesquisa.

Realizada pelo Instituto Ipec, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 19 e 30 de outubro de 2021. Entre os entrevistados, 31% afirmaram acreditar que a dengue deixou de existir na pandemia e 22% disseram acreditar que o risco de pegar a doença diminuiu.

Apesar disso, até 70% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que já teve dengue e 30% disseram que eles próprios já tinham tido a doença em algum momento da vida: 70%, uma vez; 23%, duas vezes, e 6%, três vezes ou mais.

No grupo daqueles que já tinham passado pela doença, 45% reconheceram que não fizeram mudanças na rotina que pudessem prevenir um novo diagnóstico, como ter cuidado com água acumulada, a limpeza do quintal e a destinação do lixo.

“Isso tudo mostra que há espaço para uma conscientização maior sobre a prevenção da doença”, afirmou Márcia Cavallari, CEO do Ipec, ao apresentar os dados.

A maioria dos entrevistados conhece os sintomas relacionados à dengue, como febre alta, dores no corpo, na cabeça e atrás dos olhos.

A maioria das pessoas entende que a dengue pode ser evitada. Entre os que pensam o contrário, apenas 9% dos entrevistados, a maior dificuldade é atribuída a falta de cuidados de outras pessoas (45%), a não ser possível ter controle sobre o mosquito em todos os lugares (39%), ao fato de não existir uma vacina específica (1%) ou, simplesmente, porque eles não sabem como evitá-la (17%).

“A gente viu na pesquisa um cenário que vemos na prática do dia a dia: as pessoas conhecem a doença, sabem como se prevenir, mas poucos fazem porque há o esquecimento pela carência de campanhas”, afirma Chebabo.

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