Nova greve dos caminhoneiros vem aí? Relembre os impactos da paralisação de 2018 – Money Times

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Esqueceu o que aconteceu na última greve dos caminhoneiros? Relembre e descubra se tudo pode acontecer de novo (Imagem: Pixabay)

O aumento dos combustíveis anunciados pela Petrobras (PETR3; PETR4) ontem, e que entrou em vigor nesta sexta-feira (11), reacendeu o temor de uma nova greve de caminhoneiros, como a ocorrida em 2018, ainda no governo de Michel Temer.

Por ora, como principais lideranças dos caminhoneiros escolheram os protestos contra a alta de 18,8% para a gasolina e refinador de 25% para o diesel, nascias da Petrobras, brotem de outros setores da sociedade, pois entendem que o impacto da medida recai sobre todos os brasileiros.

De qualquer modo, alguns grupos de caminhoneiros, como os cegos e os que transportam combustíveis, iniciar uma paralisação nesta manhã. Mas, até que ponto, uma nova greve pode chacoalhar a economia? Parte da resposta é lembrar o que houve em 2018.

Como foi a greve de caminhoneiros de 2018?

UMA greve de 2018 durou 10 dias, entre 21 e 30 de maio. No seu auge, a paralisação atingiu 24 Estados e o Distrito Federal.

O primeiro efeito foi o desabastecimento de postos de gasolinatendo em vista que as carretas que eram originais a fazer o transporte dos comerciável para os postos ficaram impedidos de sair.

Isso gerou uma falta generalizada nos postos de gasolina. Segundo dados naquela época, apurados pela Fecomerciocerca de 90% dos postos de gasolina da Bahia, Distrito Federal e em Minas Gerais ficamos desabastecidos.

Nos poucos lugares em que ainda havia combustível, o preço do litro chegou a R$ 10. Para se ter uma ideia, na época, o preço médio, antes da paralisação, era de R$ 4.

Não foram identificados apenas os donos de nós. O temor do desabastecimento afetou a frota do transporte público de grandes cidades, como São Paulo. Na época da frota para a cidade para a frota de ônibus para a frota de combustível e nãolisar de vez a mais rica do Brasil.

Algumas cidades, como Belo Horizonte (MG), também correram o risco de ficar sem policiamento, devido aos tanques vazios das viaturas.

Nos supermercados, os preços também dispararam, diante da dificuldade de manter uma oferta de produtos. A batata foi um dos alimentos que mais subiram no período, com alta de 150%.

Podemos reviver uma greve dos caminhoneiros 2.0?

Para Paulo Feldman, professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), há a possibilidade do consumidor brasileiro reviver as situações críticas de 2018.

No entanto, ele pondera que isso vai acontecer a greve dos caminhoneiros ganhe o mesmo corpo de 2018, o que segundo ele, é um pouco difícil de acontecer.

“Não vejo que isso acontecerá, pois uma das bases de apoio ao atual governo são caminhaneiros e, como estamos em um ano eleitoral, a base de apoio ao presidente tende a preconceito, pois uma greve com as proporções de 2018 certamente não prejudicaria muito o presidente”, explica.

Consumidor será prejudicado com ou sem greve dos caminhoneiros

Segundo o economista, caso a greve espalhe pelo país, a tendência é uma repetição dos mesmos transtornos de 2018. Por outro lado, se isso não acontecer, o frete vai aumentar e, como consequência, o consumidor vai pagar a conta.

“A única alternativa que sobra para os caminhos do frete, mas isso vai ser muito ruim para o consumidor do mesmo jeito, pois todos os produtos são transportados, com isso, a altura que já está nas alturas vai saltar ainda” , diz.

O que o consumidor deve fazer?

O economista enxerga uma inflação galopante, com a possibilidade do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegar a 13% no acumulado de 12 meses agora em março.

Mais cedo, dados do IBGE revelaram que o IPCA acelerou em alta a 1,01% em fevereiro, de 0,54% no mês do ano. A leitura levou a taxa acumulada em 12 meses a uma elevação de 10,54%.

Nessa linha, ele avalia que o melhor para o consumidor é tentar antecipar as compras na medida do possível, principalmente se o indivíduo não pertencer às classes mais favorecidas da sociedade.

“O consumidor mais pobre será o mais prejudicado, pois ele ganha o salário e vê a avaliação de seu dinheiro após o dia, por isso, ele deve antecipar as suas compras. Caso ele deixa para adquirir os produtos no final do mês, ele vai pagar mais caro”, conclui.

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