Prestes a fechar, loja do McDonald’s em Moscou já foi a maior da rede no mundo

A inauguração da primeira lanchonete do McDonald’s na Rússia, 31 de janeiro de 1990, foi um marco bastante simbólico da chegada do capitalismo a uma União Soviética que ainda estava comunista em pé, mas os dias contados para acabar com o capitalismo.

A terminal de anos do bloco, que vinhaca uma mistura de transição com a transição de já para o longo dos anos de 1980 oficializada em 25 de série de renúncia de 1991, com a de Mikhail Gorbachev à presidente.

A abertura da primeira loja do McDonald’s na Rússia, na Praça Pushkin, a duas milhas do Kremlin em Moscoufoi marcada por uma fila de mais de 400 metros televisionada por todo o mundo.

Era Corrida Por Russos Presenças Por Experimentar Pela Primeira Vez Um Hambúrguer Milk Shake À Moda Americana “Bolshoi Mak”nome que o Big Mac ganhou na Rússia (“bolshoi”, em russo, significa “grande”).

A inauguração também já está presente no mundo.

Aos 32 anos e um mês de vida, o McDonald’s da Praça Pushkin é uma das 847 lanchonetes que a rede possui hoje na Rússia e que fecharão nos próximos dias.

O McDonald’s anunciou nesta terça-feira (8) que suspender todas as suas operações no paísem reação aos ataques russos à Ucrânia, iniciados em 24 de fevereiro.

O anúncio uma lista de outras grandes dimensões que também encerraram suas atividades no país de Vladimir Putin Desde o início da invasão, numa espécie de movimento contrário ao que aconteceu nos anos de 1990, no apagamento da Guerra Fria, quando muitas marcas são colocadas no bloco socialista pela primeira vez.

“O conflito e a crise humana na Europa vieram na miséria indescritível a pessoas inocentes. Nós nos condenamos ao presidente a agressão e a rezar pela paz”, escreveu a junta da companhia, Chris Kempczinski, no comunicado em que anunciou oa suspensão das operações.

O fechamento de todas as lojas russas do McDonald’s é até segunda ordem, temporária, e estará sujeita a reavaliações ao logo dos próximos meses, informados Kempczinski.

A rede também realizou que buscava na Rússia pagando o pagamento dos 62 mil funcionáriosbem como manter as configurações sociais que possui na região, caso das casas de apoio Ronald McDonald.

Coca-Cola e Starbucks foram outras norte-americanas que anunciam a saída da Rússia na mesma semanaem meio a uma pressão de movimentos nos Estados Unidos que estão cobrando postura das marcas do país que estão presentes na Rússia e ainda não se manifestam em relação ao conflito.

Negócio estratégico

O volume de vendas das lanchonetes do McDonald’s na Rússia não está entre os maiores da rede – atualmente representa 2% do total. Os 847 restaurantes russos também representam perto de 2% dos 38 mil que a rede atualmente espalhadas por mais de 100 países.

A importância que o maior país do mundo tem para o faturamento do McDonald’s, porém, é bem mais significativo: se dos 9%. Isto acontece por conta de uma particularidade do negócio no país. Lá, 85% das lanchonetes são próprias, enquanto em outros lugares a maior parte fica com franqueados.

“Nós últimos dias, eu falei e ouvi muita gente de dentro do nosso sistema sobre operações na Rússia. Trata-se de uma situação extremamente desafiadora para uma marca global como a nossa, e há muitas coisas a se considerar”, disse o CEO Kempczinski em seu comunicado.

“Ao mesmo sofrimento, nossos valores significam que não podemos ignorar o humano em andamento na Ucrânia”, acrescentou.

“Estamos acostumados a ficar em fila

A primeira fila do quarteirão do McDonald’s à frente do Pushkin, no dia de sua praça, em inauguração em 1990, já estava marcada para as 10h da primeira hora. Muito perto dali, programado para ser chegar também à primeira Pizza Hut do país.

O sabor da carne, os pães redondos de hambúrguer e mesmo a alface, pouco comum na Rússia, chamou a atenção dos novos clientes, de acordo com as reportagens da época.

O “Booshoi Mak” soviética soviética com o dobro da época, o dobro da época, o que equivalia a 2h30 de trabalho se considerada a renda média russa.

Nos Estados Unidos, o famoso hambúrguer de dois andares custa US$ 1,45 e consome 20 minutos de trabalho do americano médio.

Quem se importa com tempo temos esperar?”, disse um trabalhador que aguardava sua vez na fila em Moscou, no dia da inauguração, ao jornal The Washington Post em uma reportagem feita na época. Uma matéria foi republicada Nesta semana pelo jornal americano em sua página na internet, por conta do anúncio do fechamento da marca no país.

“Nós ficamos em filas por horas, algumas vezes por dias. Estamos acostumados com isso”, continua entrevistado.


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