Como declarar swing trade no Imposto de Renda?

0
41

Dúvida do leitor: As operações swing trade [com intervalo médio entre compra e venda dos papéis, de alguns dias ou semanas] deve ser informado de mês a mês na declaração de Renda? O imposto é devido apenas se tiver lucro contando o ano todo ou pagamento mensalmente? Como faço para informar na declaração as minhas movimentações?

Resposta de Carolina Nagahama*

“O imposto sobre o ganho de capital decorrente das operações de venda no swing trade deve ser mensalmente último, até o dia útil do mês subsequente ao dado de venda. Alíquota do imposto é de 15%, ea base de cálculo é o lucro obtido.

Para fins de purificação do imposto sobre os ganhos ganhos, como perdas incorridas nas operações com mercado à vista, opções mensais, futuros e termos, poderão ser compensadas com os líquidos no próprio mês ou nos meses seguintes, inclusive nos anos-calendário seguintes .

A instituição financeira é responsável pelo recolhimento direto na fonte (IRRF de 0,005% para operações à vista; e de 1% para operações Day trade). Esse imposto pode ser compensado pelo imposto de ganho de capital devido ao próprio mês ou nos meses subsequentes, da mesma operação.

O limite de isenção, sem valor de R$ 20.000,00 por mês do valor total da venda, pode ser aplicado somente nas operações em mercados à vista, futuros e termo.

As movimentações de venda com ganho tributável não swing trade ocorridas durante o ano devem ser relatadas na declaração anual do Imposto de Renda no campo ‘Renda variável’. Lembrando que existem campos distintos para reportar como operações comuns e Dia de negócios.

Caso o lucro decorrente da venda de ações no Brasil no mercado à vista está dentro da faixa de isenção, esse valor deve ser relatado na declaração de Imposto de Renda no código 20 de ‘Rendimentos isentos e não tributáveis’.

As aquisições adquiridas e não vendidas durante o ano devem ser declaradas no campo de “Bens e direitos”, grupo ’03 – Participações Societárias’ e ’01 – Ações’”, pelo custo de aquisição”.

*Carolina Nagahama é diretora executiva de impostos da EY no escritório Paulo. Graduada em administração de empresas, com MBA no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Possui mais de 20 anos de experiência profissional em grandes empresas de consultoria. É responsável pelo trabalho de compliance fiscal dos executivos envolvidos em transferências internacionais (estrangeiros Brasil e brasileiros no exterior). Responsável pelos serviços de coordenação global para as empresas brasileiras.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here