O Rio terá bolsa de valores para compra de créditos de carbono

O Rio de Janeiro terá uma bolsa de valores para compra e venda de créditos de carbono e ativos perder, como energia, clima e florestas. Protocolo de contratos foi assinado nesta terça-feira (8), em Nova York, pelo governador Cláudio Castro, com a Nasdaq e Global Environmental Asset Platform (GEAP), primeiro passo para implantação da plataforma no Brasil.

Segundo o governo fluminense, o acordo garantido ao Rio o protagonismo na economia verde. A Nasda é o mercado de pequenas norte-americanas onde as médias principais são de 2.80 ações de diferentes, em sua maioria de capitalização.

A parceria estabelecida prevê a troca de informações entre o governo, a Nasdaq e a Geap para uma implementação de políticas públicas para exemplo, emitir e quitar concessões de carbono, como, por meio de créditos, a entrega de ambientais a seus poderes Faz Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA).

Dentro de 90 dias devem ser criados projeto-piloto e grupo de trabalho para propostas como propostas. Findo o período de avaliação, será examinado a instalação de uma subsidiária brasileira da Nasdaq no Rio de Janeiro. A Bolsa de Ativos Ambientais funcionará no segundo semestre deste ano.

Boa notícia

Para o ex-presidente da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) Carlos Alberto Reis, a associação com a Nasdaq “só pode ser boa”. “É uma notícia muito positiva”, disse hoje (9) à Agência Brasil.

Embora nunca tenha operações com ativos ambientais, Carlos Rei afirmou que é uma boa notícia o Rio de Janeiro voltar a ter uma bolsa. Ainda mais se a futura instituição vier a ter uma sede física no centro da cidade, atualmente abandonada.

Ele torce para que seja sede na Praça 1, onde a BVRJ até 2002 funcionou quando foi incorporado pela Bolsa Mercadorias e Futuros (BM&F), ou no Porto do Rio.

A BVRJ foi a bolsa de valores mais antiga do país, inaugurada em 14 de julho de 1820, três anos depois da Bolsa da Bahia (Bovesba), que só começou a operar em 1851, por decreto imperial.

Enquanto Carlos Reis foi presidente da BVRJ por dois mandatos eleitorais: 1992 a 1994 e 1998 a 2001. Titular da Bolsa do Rio, trabalhou e lutou por um mercado de ações mais transparente e eficiente, além de ter criado parceiros internacionais com bolsas europeias e latinas -americanas.

A opinião foi compartilhada por Ricardo Nogueira, diretor do Sindicato das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários do Rio de Janeiro (Sindicor RJ). Nogueira recordou que o assunto vem sendo discutido há alguns anos no país.

“Com o estado tomando à frente, é muito bom e também com a Nasdaq, que tem tecnologia e experiência”. Falando à Agência Brasil, diretor do Sindicor RJ ou reforçou: “Ter uma bolsa de ativos ambientais sediada no Rio é muito bom, tanto econômica como institucionalmente para o Rio de Janeiro, em termos de imagem”.

CO2

O governador Cláudio Castro disse que a equipe de governo vem trabalhando há 8 meses neste acordo. A Nasdaq fornecerá a tecnologia e o estado do Rio de Janeiro, os ativos ambientais. A expectativa é que o potencial econômico ambiental do Rio alcance um estoque de gás carbônico (CO2) de 73 milhões de toneladas, representando R$25 bilhões.

“Cada tonelada desse ativo ambiental pode creme, em média, US$ 5. O segmento é brilhante como uma força em todo o mundo e das alternativas de retomada da economia após a crise pela pandemia da covid-19 visto antes”, afirmou Castro .

Segundo maior mercado de ações em capitalização de mercado do mundo, depois da Bolsa de Nova York, a Nasdaq é pioneira no tema da sustentabilidade.

Em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), criou o Sustainable Stock Exchanges (SSE), o programa que disponibiliza uma plataforma global para que as bolsas estimulem o investimento sustentável com uma colaboração de investidores e empresas.

Em 2018, foi lançada a primeira bolsa digital regulamentada do mundo para tokens (ferramenta digital de segurança para validação e autenticação de transações financeiras) com base em ativos, que conta com a operação da Nasdaq Technologies.

O vice-presidente associado da Nasdaq Technologies, Carlos Patiño, afirmou que a empresa tem interesse em fazer parte desse tipo de iniciativa. “Será um desafio participar desse projeto criativo. Temos que começar muito o que fazer, mas estamos muito ansiosos para iniciar esse conjunto com o estado do Rio de Janeiro”, disse.

Mercado de carbono

Os créditos de carbono que reduzem os efeitos são vendidos para outras nações que não aumentam a redução dos gases causadores do efeito estufa (GEEs).

Os recursos financeiros obtidos são aplicados em projetos de redução de gases de efeito estufa, como reflorestamento e outras ações. O novo mercado resultará na geração de empregos e empresas de empresas nacionais e internacionais, além do Rio de Janeiro líder na economia de baixo carbono, sinalizou ou governador.

O secretário de Estado de Fazenda, Nelson Rocha, informou que a meta é trazer os ativos ambientais da iniciativa privada para também tratar de acordos por meio da plataforma da Nasa que, a princípio, vai operar no exterior. “Vamos criar ambiente propício para que essa expansão aconteça nos próximos anos. Queremos fazer do Rio um hub (base) de investimentos de ativos ambientais.”

De acordo com o governo fluminense, o estado do Rio de Janeiro possui 31% de sua área coberta por áreas naturais, correspondendo a 1,3 milhão de hectares. Até 2050, a expectativa é aumentar a área florestal de Mata Atlântica no estado em 10%.

Com criado inicial de R$ 410 milhões, o projeto Florestas do Amanhã foi criado com o objetivo de reflorestar mais de 5 mil hectares com espécies nativas. A medida assegurará a manutenção das encostas e dos recursos hídricos, além de promover o desenvolvimento sustentável.

A fase é que o programa, na sua primeira implantação, gere mais de 5 mil empregos.

O secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha, informou que o governo quer ser referência nacional no mercado de carbono. “Desde julho do ano passado, estamos trabalhando para identificar como visíveis o estado conquistado do título de ‘carbono neutro’. O objetivo é fazer com que os efeitos de gases poluentes sejam totalmente neutralizados até o ano de 2045”.


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