o pior do jogo acordou o pior do público – Série Maníacos

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A edição 22 do reality trouxe de volta o número que já estava superado, para mostrar que não estamos cegos de nós mesmos.

Disponível no Globo para quem quiser saber como tudo começou, o BBB 1 é um conjunto desorganizado de estranhezas. Mas, só assim, à primeira vista. Numa publicação mais atenta, é uma publicação. Como a tentativa de estabelecer a narrativa para ele foram, mas não chegou a ser um pouco até que Bamba se estabelecesse como o primeiro objeto de defesa da audiência. Uma vez o “excluído”, eleitosper o maternalismo coletivo e se tornou o primeiro de uma série de homens que despeito de qualquer comportamento questionável, foram absolutamente protegidos.

Na edição número 2 não havia um excluído, mas havia a mulher julgada. No BBB 1 Xaiane já tinha experimentado o gostinho de uma audiência (e de colegas de confinamento) com pedras nas mãos prontas para tacarem na messalina que mesmo não tendo um romance sozinha, foi julgada sem a companhia de seu parceiro de “crime”. O público do BBB guardou Rodrigo Cowboy numa gaveta, crucificado e manipulou Manuela, que mesmo da edição não podia vencer, afinal o “homem de bom” era prioridade.

A proteção a esses participantes masculinos contínuos nas edições seguintes, com Dhomini, Alemão Rafinha, Max Dourado, César… todos cumprindo o mesmo ciclo de perseguição, interna com escudos externos. Jean, do BBB 5 também cumpriu esse requisito, mas foi fora da curva, o que acabou ficando eclipsado do compromisso do “sofá” em Defendê-lo das “vilanias” dos compromissos assumidos como era. Cida, no BBB 4 e Mara, no BBB 6, despertaram o mesmo instinto de preservação, porque entraram por sorteio e não tinham privilégios. Ali, nunca se tratou de proteger favoritos (também totalmente legítimos), mas de exibir-se maniqueísta. Proteger esses participantes era proteger seu caráter, lutar contra o mal, o que vinha sempre acompanhado de um discurso de superioridade.

No BBB 3, tinha Jean um rival de muito homini, que o mandou para o paredão inúmeras vezes que Jade fez mais que o número de vezes a mesma com Arthur. Isso aconteceu em outras ocasiões, como na edição 7, em que a rivalidade entre Cowboy e Alemão também era o fio condutor da narrativa. Em todos os casos, o público julgou a situação moralmente, escolhendo aqueles que fizeram o discurso da “honestidade”, que demonstrassem para vulnerabilidade, que chorassem, só que pudessem ser defendidos. É claro… Quando você defende o oprimido, você se edifica. É uma postura que diz muito mais sobre sua própria vaidade que sobre o ato de generosidade em si. Não muda a sinceridade das suas intenções, mas estabelece a criação de um ranking. Quanto mais defensor, mais no topo.

Essa é uma resposta tão instintiva da audiência, que muitas vezes, descritiva, ela direciona o escudo na direção dos protagonistas bisonhos como a Emily (e sua total ausência de educação e respeito) e Paula (um coletivo interno de preconceitos). ainda com que foi verificado, o que foi considerado um mesmo padrão. Jean, da edição 5, era gay e nordestino, mas era discreto, controlador, intelectual… uma versão “desinfetada” permitida para o espectador regular. Vanessa, a primeira vencedora a ter um romance lésbico na casa, sobrou como favorita numa edição esquecida, mas venceu por ser a parte “editada” do casal, a que não era stripper e ainda cuidava de animais. Maria, quando eles venceram os mesmos paradigmas, mesmo assim? Sua versão mais festiva, sexualizada, só foi ignorada quando surpresa pela redenção emocional vinda do romance com o Doutor Wesley, um “príncipe” cheio de qualidades e paciência, que agradou também ela sendo “daquele”. Wesley era a personificação da audiência segurando a mão dela: “se comporte e você ganha”.

E votante do Big Brother quando consumir, eliminando Taciana ela transou no BBB; eliminando Tessália quando ela fez sexo oral no BBB 10; eliminando Aline quando ela falou alto com Bambam no BBB13; eliminando Carla com xingamentos do nível mais verdadeiros, só porque ela acreditava num homem que só quem via em suas verdadeiras núcleos mais nós. Também foram chamadas de arrogantes, passo em que Michel, que recebeu o sexo oral de Tessália, chegou a ficar por mais 7 semanas depois que ela saiu. Isso sem falar em Arthur, que ficou no BBB 21 tempo suficiente até se redimir aos olhos do público. Quer dizer que erramos sempre? Não; Juliette está aí para provar isso. Mas, pensando bem… Também não protegendo-a?

Rede de Proteção

Quando Thiago Abranel entrou no programa claramente sua data de início, plantou uma semente, mas não epacificado com a sua agenda. O Camarote – e somente ele – disposto a escrever o “anti-BBB”, numa reação natural ao esmagamento de carreiras do ano passado. Mesmo banhado do mais puro suco de Coaching, Abravanel não estava sozinho no seu delírio. Durante muito tempo os famosos dedicaram-se a tudo de si a não alimentarem rivalidades. Quando forem criadas todas as suas estratégias de proteção, criaremos um argumento onde podemos escorar as atitudes: a. Valia fazer movimentos, mas sempre usando a tutela da proteção. Assim, ninguém fica feio no vídeo.

No meio de tudo, dois agentes do caos: Rodrigo e Natalia. Arthur Aguiar, que não é prova disso nem nada (e tem que provar isso nem nada), tem mais importância para si, com mais elegância, a função não só de jogador individual como histórico de excluído. Natalia era bem mais que ele, mas se tem um homem redimido na receita, ele tem peso 2. Jade Picon veio pelas laterais e embora tenha demorado para se estabelecer em um lado, o fez com lealdade e comprometimento. Errou ao se focar num alvo sem preparar suas melhores declarações, mas arriscou, pela edição o que muita gente ainda não conseguiu fazer.

Aqui fora, o público se debate, esperando que ela tenha uma compreensão sobre Arthur Aguiar que só nós podemos ter, já que somos nós que o assistimos 24 horas por dia. Confiante, Jade não se esquivou de declarar seus objetivos, batendo na mesma tecla onde já tinha tantos rivais da história do BBB. Veja ela tem um seguro evidente, talvez faça sentido manter-se nele para evitar outras exposições. Além disso, onde está o comportamento esperado de uma mulher? Jogadoras apaixonadas pelo público são Natalia, impulsivas, buscam afeição, cercam o interesse romântico, passam de loucas ou agressivas. Jade calcula, se controla, desprioriza o contato romântico, solta com empáfia frases de efeito e apelativa. É quase o que DG, Scooby e o próprio Arthur fazem toda semana. Contudo, por alguma razão, isso passa por um filtro diferente. Talvez o mesmo filtro por onde.

Renault, rica curiosa com alvos conhecidos e cinco vezes mais prepotente que Jade fenômeno de aprovação popular. Será que isso tinha alguma coisa a ver com Ana Paula sendo chamada de louca todos os dias? Toda a argumentação sobre Jade ser muito rica, mimada, ter milhões aos 13 anos e isso ser um absurdo se consideramos o poder aquisitivo do brasileiro regular, sempre soou mais uma escapatória conveniente. A questão não ter milhões de ter sim ter que lidar com ela, mas não era disso Jade. O “surdo” de apelação para tentar pedir que fosse absolutória o prêmio na casa, súbito, que pedem a aprovação de mais pedidos de defesa e demagógicas. Chorar, prometer casa para a família hoje, enfatizar a beleza do próprio caráter e das virtudes próprias. O Presente do Anjo dessa edição, sobretudo no que diz respeito aos famosos, virou um mural de declarações sobre humildade e filantropia.

O fato é o que é determinado sobre qualquer participante vai acessar argumentações fáceis para ocultar razões mais (até desconhecidos), tanto quanto em qualquer época da nossa existência. A diferença é que após as edições 20 e 21, o público parecia cego contra o moralismo que sustentou as bases do Big Brother durante muitos anos. A “militância” da qual são acusados ​​os que desejam que Jade ficasse, está longe de ser a razão pela qual ela deveria ficar. Ela deveria ficar pelo jogo e foi outra militância – a moralista – que a mandou embora. Vendo por esse lado, é quase seguro dizer que Arthur caminha para uma vitória.

O BBB 22 é o BBB da retranca, do medo de fazer um feio, da constante exibição de “coração bom”, de proteger os outros, mas só até o ponto em que não tem medo de hediondo e pecaminoso da ação constante. Aí todo o mundo oísmo e a dissimulação, com cada um por si, naquela trincheira desengonçada em que o único que ataca é o diretor do programa, mudando de lugar para a busca entre todas as entregas as semanas, na qual oscila na busca verdadeira e não por aqueles que estão chegando “ autobrifados”.

O BBB 22 tá lascado:

  • DG e Scooby são dos participantes mais bisonhos da história do programa. Juntos, os meninos centralizadores dos corredores da escola. Sempre” capaz de um “atinho de bullying” entre um “papo maneiro” e outro.

  • Eli e sua bundamolice também não históricos, viu.

  • Vini perdeu o direito de ser quem ele é assim que entrou com a alcunha de “outro Gil”. No momento, a evidente por Eli é que tem terminado de paixão sua já problemática participação.

  • Natália: enquanto achar que sua impulsividade tem que ser preservada porque ela tem “personalidade forte”, vai continuar tropeçando no jogo.

  • Jessi: uma anti-jogo.

  • Gustavo entrou para causar e até conseguiu… Até que Laís começou a causar com ele.

  • Amamos Linna apresenta no BBB, mas a participante que no último jogo da discórdia desmascarou DG, precisa aparecer mais.

  • PA: hum servo.

  • Ganhamos mesmo com Calabresa imitando Jade, Larissa e Mayra; e com Paulo Vieira dizendo tudo que a gente sempre quer dizer.

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