Comer insetos pode ser bom para o corpo e para o meio ambiente

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Já faz tempo que defendem que sejam incluídos na dieta por serem uma boa fonte de proteína com um baixo custo de produção em comparação com a indústria tradicional. No entanto, uma nova publicação indica que, além de fazer bem para o organismo, comer insetos pode ser importante para a preservação do meio ambiente.

De acordo com uma pesquisa da Agência Nacional de Ciência da Austrália, com cerca de dois quilos de farinha de larva é possível alcançar aproximadamente um quilo de proteína comestível. No caso da carne bovina, por exemplo, é necessário um espaço 10 vezes maior e ainda causaria 18 vezes mais gases de efeito estufa. É exatamente essa segunda parte que está em destaque no momento.

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Um grupo de cientistas publicou um artigo na Tendências em Ciências Vegetais fazendo que comer insetos é benéfico mais para o meio ambiente do que pensamos. No texto, os autores explicam que os criados pela produção de alimentos com os pequenos animais podem ajudar o solo e permitir um cultivo sustentável.

Comer insetos pode ser mais importante do que se imagina

“Uma nova correção orgânica do solo está surgindo a partir da produção de uma nova fonte de proteínas animais, ou seja, a produção de insetos como a larva da farinha amarela (Tenebrio molitor), a larva da farinha menor (Alphitobius diaperinus), o grilo doméstico (Acheta domesticus), o grilo preto mosca soldado (Hermetia illucens) ou mosca doméstica (Musca domestica) para alimentação e ração”, diz um trecho.

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O texto explica que a produção de alimentos à base de produtos normalmente cria dois subprodutos derivados dos resíduos tratados durante a fabricação. Um deles são exoesqueletos dos pequenos animais descartados, chamados de exúvias. O outro são literalmente os dejetos, como lixo, descartados pelos insetos. Ambos podem ser usados ​​como fertilizantes e até mesmo pesticidas.

“Da mesma forma, foi demonstrado que a adição de excremento de insetos ao solo fornece nutrientes e outros nutrientes às plantas que aumentam sua biomassa e conteúdo nutricional. crescimento e saúde das plantas”, completa ainda o texto.

A intenção da publicação é ajudar a minimizar o preconceito que algumas culturas possuem contra insetos. Em muitos países da África, por exemplo, os gafanhotos fazem parte da dieta, assim como outros insetos em algumas partes da China. “Muitas pessoas em nossa parte do mundo precisam se acostumar a comer insetos, mas posso dizer que comi muitas outras espécies de insetos ao redor do mundo e sempre uma refeição maravilhosa com eles”, finaliza Marcel Dicke, biólogo da Universidade de Wageningen, na Holanda e coautor do estudo.

Através da Alerta de Ciência

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