Bolsonaro sobre crise do combustível: “Nós temos alternativa”

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta segunda-feira (3/7), que o governo federal estuda medidas para evitar o aumento do preço do barril do petróleo no mercado internacional — em alta desde que a Rússia invadir a vizinha Ucrânia, no fim de fevereiro — seja repassado ao consumidor no Brasil. Segundo ele, o país tem alternativa para resolver uma questão “de forma responsável” e sem gerar “sobresalto” ao mercado.

Uma reunião com os ministérios da Economia e de Minas e Energia e com a Petrobrás deve ocorrer na tarde desta segunda, em Brasília. O governo disponibiliza um novo programa de computadores aoscombustíveiscom validade de três a seis meses para compensar a alta do petróleo.

“Aparece a questão do petróleo. É grave, mas dá para resolver, no meu entender. Estamos tomando medidas porque é algo anormal. O barril do petróleo saiu da casa dos 80 [dólares] para 120 dólares”, disse o presidente em entrevista à Rádio Folha de Roraima.

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A proposta do governo federal é estipular um valor fixo de referência para a cotação dos combustíveis e subsidiar a diferença entre esse valor e a cotação internacional do petróleo.

Paridade

Na sequência, Bolsonaro criticou a política da paridade, que atrelou o preço do barril do petróleo no Brasil ao mercado internacional.

“Agora, tem legislação errada feita lá atrás, em que você tem uma paridade do preço internacional. Ou seja, o que é tirado do petróleo leva-se em conta o preço internacional. Estamos vendo isso aí, sem sobressalto no mercado. Está sendo tratado hoje à tarde em mais uma reunião”, afirmou.

Os preços dos combustíveis no Brasil foram controlados por anos, em especial durante a gestão da ex-diretora Dilma Rousseff (PT). Em 2016, sob o comando de Pedro Parente, indicado por Michel Temer (MdB), a Petrobras passou a adotar o preço da paridade de administração (I Complementado pelos preços internacionaisPP pela Petrobras ao mercado estatal).

Com isso, a alta no valor do barril do petróleo e a valorização do Real frente ao dólar geraram aumentos sucessivos nos custos de substâncias no país, o que desencadeou a greve dos caminhoneiros em maio de 2018.

Especialistas explicam que bruto embora o Brasil exporte petróleo, o país não é autossuficiente na produção de entrega, e a política de paridade equilibra o negócio.

Não é a primeira vez que Bolsonaro critica a política. Pressionado pelo aumento crítico dos combustíveis no país, desde o ano de 2021. Com a guerra na Europa, Bolsonaro volta a sugerir.

“Alternativa a gente tem. Somos autossuficientes em petróleo. Leis feitas erradamente atrelaram preço do barril produzido aqui ao lá de fora. Vamos buscar solução para isso de forma responsável”, prosseguiu Bolsonaro.

Bolsonaro ainda afirmou que o repasse for feito aos consumidores, o aumento será de algo em torno de 50%, o que ele considera inadmissível.

“Se você repassar isso para o preço dos combustíveis, tem que dar um aumento de 50% dos combustíveis, não é admissível”, pontuou.

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