Antonov destruído na Ucrânia o último legado do programa de ônibus espaciais

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Além do medo, das vidas humanas ceifadasda separação de famílias e dos negócios financeiros, a guerra entre Rússia e Ucrânia também destruiu sonhos. Pôs fim ao maior avião cargueiro do mundoo Antonov AN-225, que era o último o grande legado do programa de ônibus espaciais soviéticos.

Pois é.. muita gente não sabe, mas a União Soviética já teve um programa de ônibus espacial e que tinha tudo para ser tão bom quanto o americano.

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Batizado de Buran, o programa consistia em uma série espacial de 11 ônibus construídos pela União Soviética. E qualquer semelhança com o projeto americano não é mera coincidência.

Comparação entre os ônibus espaciais Atlantis e Buran
Comparação entre os ônibus espaciais (à esquerda) e Buran (à direita). Fonte: Comparador de foguetes

o STS Space Transport System), o programa de nave espacial começou a ser utilizado em meados dos anos 70, os soviéticos imaginários que aquela parte nova ogivas quando usados ​​em qualquer um do mundo. Eles não podem ficar para trás. Então o ônibus que teve seu próprio programa de nave espacial, e não teve o menor pudor copiar tudo que poderia fazer o próprio projeto americano.

O Buran foi a primeira nave espacial reutilizável da União Soviética. Com pouco mais de 36 metros de comprimento e 62 toneladas, tinha capacidade para 4 tripulantes e 30 toneladas de carga. Em relação ao STS, o Buran apresentou algumas melhorias: Ele possuía um sistema de ejeção para os tripulantes e turbinas, que permitiam que a nave decolasse como um avião.

Antonov AN-225 Mriya destruído no aeroporto de Hostomel, em Ucrânia. Imagem: Reprodução Twitter

Além disso, um dos principais problemas dos ônibus espaciais é que sua reutilização exigia a desmontagem e revisão de todas as partes dos motores. Por isso, os soviéticos resolveram retirar os motores do Buran, o que além de tudo, aumentou sua capacidade de carga.

Só que, para colocar tudo isso em órbita, foi preciso construir um foguete com capacidade de carga, o foguete escolhido foi o Energia.

O Energia possui um grande avanço central com 59 metros de comprimento e quase 8 metros de comprimento por 4 motores movidos a água. Ao seu, outros 4 booster, cada um com um motor lado também, por propelente líquido.

Buran e Energias posicionados para lançamento na base de Baikonur
Buran e Energias Possíveis para lançamento na base de Baikonur. Fonte: buran-energia.com

Só que o primeiro problema de Buran, não era nem tirá-lo do solo, e sim, tirá-lo do papel. Sua fabricação mais máquinas de transporte de 1000 empresas em toda a União Soviética e isso gerou a necessidade de transporte de grandes cargas a distância imensa. Não daria isso, na velocidade que fazemos para nossos soviéticos, por navio. Eles precisam transportar isso pelo ar. Foi aí que entrou em cena o projetista de aviões ucraniano Oleg Antonov.

A Antonov e sua empresa já tinham ampla experiência no projeto e construção de aviões de grande capacidade de carga, mas os requisitos soviéticos para a Energia-Buran eram surreais. Elesriam de um avião capaz de transportar como enormes e pesadas partes do Energia e o próprio Buran, de suas fábricas precisa o Cosmódromo de Baikonur. Ah, eles precisariam fazer isso em apenas 3 anos e meio! E fizeram!

Oleg Antonov, o projetista de aviões ucraniano
Oleg Antonov, o projetista de aviões ucraniano. Fonte: Antonov Company

O grande avião foi concluído em 1988, com uma vergadura de 88,4 metros e 84 metros de cumprimento. O Antonov AN-225 utilizava 6 turbinas D-18T que davam a capacidade de decolar com até 250 toneladas de carga, que somadas ao peso do combustível e do próprio avião, poderiam chegar a 640 toneladas. Algo tão surreal que o próprio diretor de testes da Antonov impossível que ele conseguiu voar voar. Mas ele voou, e voou longe.

Poucos meses depois de seu primeiro voo, o Antonov AN-225 já havia quebrado mais de 100 registros de autonomia, altitude e capacidade de carga e, 1989 ele voou levando o Buran até o Cosmódromo de Baikonur para o voo inaugural do ônibus espacial soviético .

Ônibus espacial Buran sendo transportado sobre o Antonov AN-225 em 1989
Ônibus espacial Buran sendo transportado sobre o Antonov AN-225 em 1989. Fonte: Antonov Corporation

O lançamento foi um sucesso. O Energia levou o Buran para seu primeiro voo orbital. Depois de duas de forma de duas voltas perfeitas em torno do computador, sem tripulação, de pouso de duas formas, de volta perfeita por computador.

O sucesso do voo inaugural, seria uma certeza de mais investimentos no programa. Mas foram “quebrar o quebrar”, os protegidos quando não tinham porquinho mais dinheiro. A União Soviética estava arruinada. O Programa Energia-Buran foi abandonado e o Antonov AN-225 acabou ficando sem utilidade por mais de 10 anos.

Enquanto o único equipamento foi totalmente construído foi destruído depois do seu hangar, o AN-225 foi remodelado para tornar uma carga comercial. Reinaugurado em 2001 o transporte aéreo pelo mundo, cargas que outro avião no mundo seria capaz de levar.

Antonov An-225 Mriya em comparação a outros aviões de passageiros
Antonov An-225 Mriya em comparação a outros aviões de passageiros. Foto: Reprodução Twitter

Antonov An-225 Mriya em comparação a outros aviões de passageiros. Foto: Reprodução Twitter

E ele reinou soberano nos céus até o último dia 27 de fevereiro, quando a Antonov comunicou que o AN-225 foi destruído durante um ataque russo ao Aeroporto de Hostomel, na Ucrânia. O único Antonov AN-225 foi construído com o nome de “Mriya”, que em ucraniano significa “sonho”. Agora, o sonho último está destruído, e junto com ele, o legado do programa de ônibus soviéticos.

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