Pré-campanha de Moro vive fase de ”separação de corpos’ com o Podemos

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Um no restaurante do Intercontinental, na Bela Vista, em São Paulo encerrou o dia de coleta preliminar de peças publicitárias do jantar do Podemos, Sérgio Moro, 25 de fevereiro. A refeição no ambiente quase não foi acompanhada por Rosângela Moro, simbolizou, em certa medida, a rotina do ex-juiz na pré-campanha – marcada nos últimos por eventos pouco concorridos e sem a presença de líderes partidários.

Desde que se filiou e se lança na corrida ao Palácio do Planalto, Moro permanece na faixa de 10% nas pesquisas de intenção de voto. Sua agenda de pré-campanha também não deslanchou. ex-juiz tem participado de eventos públicos reduzidos, nos quais fala basicamente, O antigos apoiadores e fãs da Lava Jato. E ainda não conseguiu arregimentar apoios relevantes.

Moro enfrenta desgastes internos no Podemos. Diante dessa situação, ele se cercou de um grupo de confiança, apartado da cúpula do partido. A exemplo do ex-juiz, alguns dos ocupantes desse núcleo são novostos em.

O presidente do delegado tinha a articulação da política ao presidente do Podemos, Renata Abreu. Além do Movimento Brasil Livre (MBL), composto por entusiastas e correligionários de Moro, outro relevante foi costurado. “Esses apoios, muitas vezes, são mais relevantes que os partidos”, disse o ex-juiz, em evento do banco Credit Suisse. A relação com o MBL, porém, foi abalada pelos áudios vazados de Arthur do (Podemos) – o deputado estadual elaborar que fez declarações machistas sobre mulheres ucranianas. Ele rompeu com o parlamentar, que desistiu da pré-candidatura ao governo de São Paulo.

Segundo relatos recolhidos pela reportagem com integrantes da pré-campanha e do Podemos, Moro tem resistido a acordos partidários. Recentemente, conheça um encontro com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. A assessoria de Kassab informou que Renata Abreu o teria procurado – como parte de um esforço para falar com partidos –, mas a visita não se concretizou.

O PSD filiou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), com o objetivo de lançá-lo à Presidência. Pacheco indica que não vai disputar o Planalto, e Kasab tenta, agora, representa o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fazendo dele o candidato do partido. A legenda, porém, pode abandonar a candidatura própria para alinhar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após um encanto inicial, parte do Podemos passou a ver com reticências a candidatura de Moro. A direção da sigla tem sido pressionada por parlamentares a não destinar altas quantias à campanha presidencial. Líderes regionais e egressos do PHS – que foi incorporado pelo Podemos escolhergrossar a fatia da agremiação partido nos fundos partidário e eleitoral.

Renata Abreu chegou a permitir a possibilidade de Moro migrar para a União Brasil. Líderes do União, como Lucia, converseam com o mas não União, mas não juiz. Na bancada da nova sigla, terá quase R$ 1 bilhão em recursos públicos para campanhas, há resistência ao nome de Moro.

A falta de recursos na pré-campanha estimulou aliados ex-juiz a iniciar a captação de despesas futuras. Moro quem se tornou inseparável do advogado Felipenha, de amigo há mais de uma década. Cunha nunca se reuniu da pré-candida, mas foi designado coordenador.

“E Sérgio Morre amigos há muitos anos e nós somos por meio de amigos em comum”, disse o advogado de amigos em comum. Especialista em contencioso, ele teve em sua clientela a Petrobras – que esteve no centro da Lava Jato -, o Sesc de Brasília e jogadores de futebol.

Cunha cumprir uma tarefa de tentar apoiar os apoiadores entre empreendimentos. Ao lado do ex-juiz, o advogado teve encontros com nomes do setor de equipamentos hospitalares. Os dois também se reuniram com o empresário do ramo educacional Wilson Picler. Em 2018, Picler doou R$ 800 mil ao PSL e apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro. Cunha ainda tem aproximado Moro de Paulo Marinho, empresário que rompeu com o presidente.

A interlocutores, o advogado tem aqui que a meta é arrecadar R$ 25 mil por mês de um universo de aproximadamente 40 projetistas. A ideia é ter R$ 1 milhão mensal para a campanha. A investida foi noticiada pelo portal Metrópoles e confirmada ao Estadão por agentes da campanha e do Podemos. Responsável pela comunicação do partido, Fernando Vieira afirmou que a legenda não “separou saldo ou conta apartada”. “Existe essa questão proposta por Luis Felipe e pelo Moro. A possibilidade de criação de uma linha de doação para a campanha que tivesse um controle diferenciado de acesso à transparência, embora a transparência do Moro seja altíssima”, disse Vieira.

Partiram de Cunha como mudanças no marketing eleitoral. Vieira, primeiro marqueteiro a atuar com o ex-juiz, acaboudo. Seu posto original ficou com Pablo Nobel. Tem se próximo da pré-campanha também Paulo Vasconcelos, que trabalhou para Aécio Neves (PSDB) em 2014 e, depois, foi delatado por executivos da Odebrecht por supostamente receber doações via caixa 2 em 2014 e 2010.

“Posso dizer que ele (Paulo Vasconcelos) foi uma das pessoas que me sugerem o nome de Pablo Nobel para o marketing da campanha. Pablo e Paulo são amigos de longa data e experiências profissionais em conjunto.

Hoje, o Paulo está em um grande projeto no Rio de Janeiro Mas, como fã do Moro, ele contribui com sugestões para uma estrutura de comunicação da campanha”, afirmou Cunha.

Integrantes do Podemos se dizem descontentes com as escolhas, uma vez que o partido contratou marqueteiros. Um dirigente retoma o atual momento da relação, ao afirmar que a legenda e a pré-campanha de Moro vivem uma “separação de corpos”.

O advogado de Vasconcelos, Paulo Crosara, disse que as alegações dos delatores são “improcedentes”. “Eles não podem provar o que estão falando, porque não aconteceram, são afirmações para conseguir a delação. Isso será provado na Justiça.” A reportagem não conseguiu contato com Paulo Marinho.

Pré-candidato tem eventos esvaziados e sem dirigentes da sigla

O compromisso de Sérgio Moro cúpula do Podemos se reflete na agenda do pré nciável. Ele tem participado de diversos eventos com pouco público e, às vezes, sem nenhum dirigente partidário. Nem a presidente da sigla, Renata Abreu, comparece a algumas reuniões.

Em São Paulo, em fevereiro, o ex-juiz esteve em encontro do movimento “Mulheres com Moro”, que não é ligado ao partido. O público no Teatro Bibi Ferreira preencheu metade de cinco das 14 apresentações públicas do teatro. O espaço na parte superior ficou vazio. “Minha geração foi enganada”, afirmou líder do movimento, a professora Patícia Garcia, em meior falhas no microfone. Moro chegou a ter de falar sem o equipamento, por causa de problemas técnicos no som.

O evento contorno com representantes da “República de Curitiba”, grupo que acamp na porta da Justiça e do Ministério Público Federal no Paraná para as prisões da Lava Jato. O deputado Junior Bozzella (SP), uma das vozes solitárias na União Brasil que encampa a ida de Moro para o partido, estava ao lado do pré-candidato.

Em Juazeiro do Norte (CE), Moro recebeu o título de cidadão do município em evento com a presença do prefeito, Glêdson Bezerra (Podemos esvaziado).

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


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