Corte no IPI segurança preço dos carros, diz presidente da Stellantis

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A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não deve resultar, num primeiro momento, em queda nos preços dos automóveis, conforme Antonio Filosa, presidente na América do Sul da Stellantis (que reúne Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e RAM). O executivo, porém, acredita que a medida anunciada pelo governo federal no final de fevereiro pode contribuir para que os valores não subam muito. Ele teme um eventual impulso à inflação – que já vinha em ritmo acelerado no Brasil – pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.

Para Filosa de commodities continuar a subir, assim como com logística e problemas, devido, por exemplo, a alguns custos de rotas de voos na região e dificuldades de abastecimento de componentes. “O corte não aumentar ou aumentar menos”, diz. Ou seja, será uma compensação da alta inflacionária. A Fiat, diz ele, já não reajustou os preços neste mês, como fizeram alguns concorrentes.

Segundo, executivo o contrato a de mercado ainda mais complexo. “Neste momento falta cliente, há filas de espera por alguns modelos, mas falta para alguns e para alguns concorrentes produção, porque as cadeias de fornecimento ainda não se regularizaram, faltam componentes”, explica.

Para ele, caso acabe num prazo curto e a situação de abastecimento melhore, será possível garantir o corte do imposto para preços. “O importante é que a do IPI gera competitividade.”

Híbrido a etanol

O presidente da Stellantis afirma que o grupo – que detém 34% das vendas de veículos no País – vai lançar 23 novos modelos nacionais e na região até 2025, sete elétricos e híbridos. Um deles deve ser um modelo híbrido elétrico e etanol, que está sendo desenvolvido pela engenharia brasileira. Outro pode ser uma picape RAM nacional, hoje importada. O grupo promete também 28 reestilizações de carros hoje em linha, além da chegada de uma nova marca ao País. Os projetos estão no plano de investimento de R$ 16 bilhões na região até 2024.

Mercado

Mesmo com as atuais, Filosa acredita em crescimento do mercado brasileiro neste ano, entre 4% e 8%, com base em projeções do setor. O grupo vendeu no primeiro bimestre 80,7 mil automóveis e comerciais leves. A Fiat segue como líder desse mercado, com fatia de 20,9%.

A Stellantis encerrou 2021 com resultado operacional ajustado de € 882 milhões (cerca de R$ 4,9 bilhões) na região. É uma ainda pequena na companhia, que resultou global de € 18 bilhões (R$ 99 bilhões de participação), o presidente mundial do grupo, Carlos Tavares, destacou na semana passada que a América do Sul é a região que mais cresceu na empresa .

“Para sustentar nossa liderança no Brasil e na região queremos ter a melhor qualidade em nossos produtos, investir em inovação e mobilidade, ser ágil na tomada de decisões, buscar uma localização de componentes e entregar mais os benefícios das sinergias das nossas marcas”, Filosa.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


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