Zelensky diz que Russia quer “apagar história” do povo ucraniano

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Em discurso nesta quarta-feira (2/3), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o objetivo do governo russo é apagar a história do povo ucraniano. A fala foi divulgada na data em que os países chegam ao sétimo dia de guerra.

“Eles não sabem nada sobre Kiev, sobre nossa história. Mas todos eles têm ordens para nossa história, apagar nosso país, apagar todos nós”, afirmou o presidente ucraniano.

Zelensky também pediu mais apoio internacional e ajuda para que a Ucrânia possa ingressar na União Europeia. “Não é hora de ser neutro”, afirmou o político.

De acordo com o presidente, 6 mil soldados russos já foram abatidos até o momento. Em seu discurso, o presidente ucraniano relembrou o ataque à torre de terça televisão em Kiev na tarde dessa feira (1º/3), na área de Babi Yar, que foi palco de um massacre nazista em 1941.

“Este ataque prova que, para muitas pessoas na Rússia, nossa Kiev é absolutamente estrangeira”, disse.

“Todos nós morremos novamente por Babyn Yar. Embora o mundo tenha prometido repetidas vezes que isso nunca acontecerá novamente”, completou o presidente.

Veja imagens dos ataques da Rússia na Ucrânia

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Ataques russos à Ucrânia

A Ucrânia viveu nesta terça-feira o 6° dia de ataques. O confronto foi iniciado em 24 de fevereiro. Kiev e Kharkiv estão sob fortes bombardeios – civis foram alvejados.

Um míssil foi disparado contra uma torre de transmissão de TV em Kiev, capital ucraniana, e deixou ao menos cinco pessoas mortas, segundo a Ucrânia.

A violência da guerra chegou a níveis antes inimagináveis. O Exército russo ampliou o megacomboio que cerca Kiev, capital ucraniana e coração do poder. As tropas, que cobrem uma extensão de 64 milhas, se aproximam da cidade.

Com os ataques cada vez mais graves, Zelengiu um cessar-resistência da população e do Exército.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate pela causa da adesão pelos ucranianos à Organização do Atlântico Norte (Otan), entidade militar liderada Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Bielorrússia e Ucrânia existem desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

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