NASA: custos do SLS e cápsula Orion são “insustentáveis”

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Não é de hoje que a NASA é bastante crítica por seus planos de priorizar o foguete SLS ea cápsula Órion para o programa de exploração espacial basicamente por pressão política, devido o alto custo operacional em comparação às alternativas.

Assim mesmo, a revelação de quanto realmente será lançada do Programa Artemis assustou todo o mundo, ao ponto de ser simplesmente insustentável a longo prazo, complicando ainda mais o ato de alocar a Starship da SpaceX como um backup, por politicagem.

Lançamento do NASA SLS no Stennis Space Center (Crédito: Nathan Koga/NASASpaceFlight.com)

Lançamento do NASA SLS no Stennis Space Center (Crédito: Nathan Koga/NASASpaceFlight.com)

Nesta terça-feira (1) o inspetor-geral e auditor da NASA, Paul Martin, prestou depoimento em uma audiência do Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, e foi claro que o Programa Artemis, que visa o retorno de astronautas norte-americanos à Lua, foi “muito mais do que o projetado” cofre, o que ele classificou como um “custo insustentável” imposto aos cofres públicos.

Martin explica que o custo operacional de um único lançamento do programa, que inclui o foguete Space Launch System (LS), projetado por uma joint venture entre Boeing, ULA, Lockheed Martin e Aerojet Rocketdyne, a cápsula Orion, da Lockheed e Airbus, e sistemas de controle em solo, totalizam uma enorme e assustadora cifra de quase US$ 4,1 bilhões. Na opinião do auditor, não há menor possibilidade de manter um programa espacial com custos constantes.

O inspetor-geral da NASA detalha cada segmento do programa em valores atualizados. Então, sabia-se que o custo médio do lançamento do SLS girava em torno de US$ 2 bilhões, de construção a lançamento, e considerando que ele não é reutilizável, diferente dos que lançarão uma nave espacial.

Na audiência, Martin confirmou o valor do foguete em específico, dizendo que o custo total do SLS está hoje em US$ 2,2. No entanto, há outros componentes do lançamento, e só a cápsula Orion, que também não é reaproveitável, acrescenta US$ 1 bilhão à conta. O módulo de serviço, fornecido pela Agência Espacial Europeia (ESA), igualmente de uso único, custa US$ 300 milhões, e os sistemas de solo fecham a fatura com US$ 568 milhões.

No total, o custo operacional de um lançamento completo data e precisamente em US$ 4.068 bilhões, a serem gastos toda vez. Segundo Martin, a NASA coou e confirmou todos os valores mencionados na audiência, o custo exatamente esse, nem um dólar a mais a menos, desconsiderando possíveis reajustes futuros.

Técnico da NASA trabalha na cápsula Orion (Crédito: Divulgação/NASA)

Técnico da NASA trabalha na cápsula Orion (Crédito: Divulgação/NASA)

Por fim, vale lembrar que este é final pelo lançamento do Programa Artemis em um cenário já estabelecido. As unidades desde 2005 e 2005 e 2005 respectivamente, não entraram na conta. Só o foguete já havia consumido cerca de US$ 18,6 bilhões até 2021.

Se amortizarmos o custo de desenvolvimento de ambas as plataformas sobre cada lançamento realizado, cada SLS e Orion mandados para o espaço custa pouco mais de US$ 8. A título de comparação, a SpaceX estima que uma viagem de Starship, considerando manobras de reabastecimento orbital, custo de US$ 50 milhões, graças ao reaproveitamento da nave e foguete Super Heavy e custos controlados em outras soluções.

O grande problema para Elon Musk e SpaceX, é o fato do Programa Artemis ser uma plataforma política. Em 2021, Bill Nelson, diretor da NASA, e James “Jim” Free, administrador do Desenvolvimento de Sistemas de Exploração da agência espacial norte-americana, declarou que a Starship possui “problemas de arquitetura”, por depender de reabastecimento, um dos motivos que levaram ao movimento de priorização ou combo SLS + Orion como “a única plataforma capaz de fazer lançamentos diretos entre à Terra e Lua”, o que é verdade.

Porém, a má-vontade da NASA com a SpaceX tem outras observações. O modelo não parceria público-privada à empresa de Musk deter total autonomia sobre procedimentos, desde que aloque o dinheiro recebido do projeto de governo e cumpra todos os contratos e prazos. Desde que o produto final seja entregue do jeito que a agência, e nenhum parafusado a mais ou a menos, ela pode fazer o Starship como e onde quiser.

Este modelo não é interessante para os políticos dos EUA, e é importante lembrar a NASA é uma agência governamental, que age às determinações da Câmara dos Representantes e Senado. Em geral, os contratos não tradicionais, como os firmados Boeing, Lockheed Martin, com o SLS e a cápsula Orion, é um modelo melhor, pois a NASA fica com um modelo de supervisão de perto de perto, todos os aspectos de construção dos foguetes e módulos.

Como as exigências para os projetos podem mudar frequentemente conforme as vontades do Legislativo dos EUA, um dos exemplos será alterado mais a decisão onde cada componente e testado; Tendem a favorecer os estados onde foram eleitos, de modo a estimular os investimentos e a geração de empregos, o que favorece a conversão em votos.

Starship, pouso de bela e manobra final (Crédito: SpaceX)

Starship, pouso de bela e manobra final (Crédito: SpaceX)

No modelo de quiser que a SpaceX possui, a companhia tem a liberdade de construir e testar a Starship e o foguete Super Heavy onde ela. Ela possui um Starbase em Boca Chica, Texas, e está remodelando uma plataforma de lançamentos no Kennedy Space Center na Flórida, o Complexo 39Aem regime de arrendamento.

Martin disse ao Comitê que a NASA está ocultando custos associados ao programa, e considerando tudo o que já foi gasto, a NASA deve torrar cerca de US$ 93 bilhões entre 2012 e 2025. O grande problema é que, embora a SpaceX cobre menos, a agência justifica o que já foi gasto com o SLS e a Orion; une-se a essa “vantagem” de manobra ou desenvolvimento politicamente, e assim, a Starship será postada de escanteio, sendo relegada a um mero backup.

O auditor chegou a ser sobre a possibilidade mais de um lançamento do ano, o que é contra a questão da NASA considerado por todos, e crítico ou ainda mais “com os responsáveis, em que adicionais, que são adicionais ele disse que “funcionam muito bem para os contratantes”, uma declaração que burocrata, especialmente republicanas, não gosta de conhecidos.

Sendo bastante sincero, os políticos dos EUA não estão preocupados com o custo do SLS e sim com a concorrência de empresas privadas, como a SpaceX. Eddie Bernice Johnson (DEM/Texas criticou a possibilidade da NASA voos privados ao invés da Câmara de Representantes da NASA) Marte, “se esses planos de privatização continuarem”.

Até porque no fim das contas, quem vai pagar pelo SLS e pela Orion será o contribuinte com o dinheiro de seus impostos, e não há um pingo de boa vontade de poupar grana dos cofres públicos em prol da Starship.

Fonte: Ars Technica

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