Ecad estima queda de 62% na arrecadação no carnaval – Money Times

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No carnaval de 2020, foram pagos R$ 24 milhões em direitos autorais para mais de 14 mil compositores e demais artistas, pelas músicas tocadas durante o período (Imagem: Reuters/Ricardo Moraes)

O relatório O que o Brasil ouvida, eventos elaborados pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), revela que a suspensão de terá e de blocos carnavalescos forte impacto para a indústria da música, resultando em queda de mais de 60% na arrecadação de direitos autorais.

A previsão do Ecad é arrecadado R$ 6 milhões no período do carnaval, o que representa redução de 62% no valor arrecadado em 2020, antes da pandemia da covid-19.

Até o final do evento de janeiro, foram arrecadados 41% dos meses já estimados, que se referem a licenciados e pagos previamente.

Segundo o Ecad, o pagamento e cultural também será grande para a indústria da música, principalmente para aqueles que vivem da música e direitos do autoral.

No carnaval de 2020, foram pagos R$ 24 milhões em direitos autorais para mais de 14 mil compositores e demais artistas, pelas músicas tocadas durante o período.

A superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim, lembrou que este ano o carnaval ainda não vai voltar a todo vapor. “Diversas capitais já anunciam o cancelamento de shows eventos, ou que impactarão a arrecadação e distribuição de direitos autorais de música. A estabilidade do cenário pode levar a uma arrecadação ainda menor que não está prevista para início do ano”, disse.

Estados

Tem sido registrado também grande queda na quantidade de eventos e mostra previstos para este ano. Até a primeira semana de fevereiro de 94 shows e eventos de carnaval foram cadastrados no Ecad, com previsão de realização neste período. A retração de eventos 98%¨ em comparação ao ano de 2020, quando os eventos foram liberados.

Os três estados que se destacam na arrecadação de direitos autorais no carnaval, devido à quantidade de eventos realizados, a Bahia, Rio de Janeiro e São Pauloforam bastante prejudicados.

A Bahia teve queda de 89% na arrecadação, seguida por Rio de Janeiro e São Paulo, com retração de 81%, cada.

Distribuição

Um exemplo de pandemia que teve impacto no ano passado, a negativo covid-19 terá no carnaval de 2022 sobre a renda de compositores, intérpretes e músicos.

A previsão é que haverá menor, este ano, de pelo menos 50% na distribuição de direitos autorais, em relação aos valores do ano passado, também não foram realizados no passado.

Em 20221, com o objetivo de minimizar os efeitos negativos para compositores, intérpretes e músicos, as associações de música que administram ou Ecad adiantamento de R$ 10 milhões à verba de carnaval. Sem essa medida, o repasse seria de R$ 2,6 milhões, valor 87% menor que o distribuído em 2020.

Classificação

O levantamento feito pelo Ecad das músicas mais tocadas no Brasil nos cinco últimos carros, entre 2016 e 2020, destaca-se como tradicional marchinhas.

Os primeiros lugares foram assumidos pelas músicas “Me dá um dinheiro aí”de autoria de Ivan Ferreira, Glauco Ferreira e Homero Ferreira; “Cachaça”, de Marinósio Filho, Heber Lobato, Lúcio de Castro e Mirabeau; e “Maria sapatão”de João Roberto Kelly, Carlos, Chacrinha e Leleco.

O ranking das dez mais tocadas inclui ainda “O teu cabelo não nega”de Raul do Rego Valença, Lamartine Babo e João Valença; “Sassaricando”de Mario Gusmão Antunes, Luiz Antonio, Castelo e Candeias Jota Jr.; “Mamãe eu quero”de Jararaca e Vicente Paiva; “Marcha da Cueca”de Celso Teixeira, Carlos Mendes e Livardo Alves da Costa; “Saca-rolha”de Zé da Zilda, Zilda do Zé e Waldir Machado; “Peguei um ita no Norte”, de Arizão, Bala, Guaracy, Dema Chagas, Celso Trindade; e “A jardineira”de Humberto Carlos Porto e Benedito Lacerda

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