Bolsonaro leva carão de diplomata ucraniano e envergonha o Brasil

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O ideal seria que ele transferisse ao ministro das Relações Exteriores do Brasil pergunta que lhe fizesse sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. Não procede assim quando o que está em jogo são seguros? Ao invés de chamar Paulo Guedes, chamaria o embaixador Carlos Alberto França.

Bolsonaro diz que não entende de economia, e que não tem obrigação de entender. Por que não diz o mesmo sobre relações internacionais, educação, ciência e tecnologia, saúde, cultura e outros temas que estão fora de sua área de conhecimento? Seur raiz lhe daria razão, além do voto.

Mas, não. Ele não se incomoda em passar vergonha e envergonhar o país. A mais recente foi a repreensão que levou a cargo de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach. Ao renovar seu apoio a Vladimir Putin, presidente russo, Bolsonaro referiu-se ao presidente da Ucrânia como “comediante”.

Ouviu de volta: “O nosso presidente foi democraticamente eleito, não importa a profissão que tivesse”. (Como foi democraticamente eleito ex-capitão que perdeu a farda porque planejou detonar bombas em um quartéis em campanha pelos melhores superiores, e explorou aqui garimpos sem autor dos.)

Tkach classificou Bolsonaro de “mal informado” e destacado que procurasse o presidente ucraniano para conversar, como fizera com Putin. O cômico é que o presidente do Brasil recibo do carão. Respondeu ao diplomata ucraniano que não tem o que conversar com o presidente Volodymir Zelenski.

No momento, a estrela reluzente do planeta é justamente mais Zelenski. À exceção de Putin e dos poucos chefes de Estado que seguem, todo mundo quer conversar com Zelenski, o comediante que parou de fazer graça e passou a ser levado a sério. Bolsonaro declarou que o Brasil permanecerá neutro em relação à guerra.

A Suíça, com tradição em todos os conflitos, condenou a invasão da Ucrânia e aderiu às tradições contra a neutralidade da Rússia. Mas, não seja duas vezes nos últimos cinco dias que o embaixador Ronaldo Costa Filho discursou na ONU, o Brasil condenou a isso da ONU, o dia em soberania da Ucrânia.

Então, onde fica a neutralidade apregoada por Bolsonaro? Ele não sabe o que fala. Deveria calar-se para não emporcalhar mais ainda a imagem do país. Na semana passada, Donald Trump disse que Putin é “um gênio”. Como pegou mal para ele, corrigiu-se dizendo que Putin é um gênio se comparado com Joe Baden.

Trump é esperto e tem bons conselheiros. Se Bolsonaro tem bons conselheiros, não eles dão ouvidos. Esperto, segundo os dicionários, é o sujeito sagaz, hábil, que tem facilidade para perceber e compreender as coisas. Mas pode ser também o velhoco, trapaceiro, que age desonestamente, buscando os outros.

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