Violência Futebol Clube

0
59

[ad_1]

Essa semana lembrou uma vez mais qual é a realidade do futebol brasileiro. Golaços de violência e impunidade. Isso sem falar nas dívidas astronômicas dos clubes, que nem precisam de VAR para provar que o esporte é inviável e falido.

A rivalidade sempre produziu violências, afinal o adversário é um inimigo que deve deixar de existir. Foi o que aconteceu antes do Gre-Nal no último sábado, pela nona rodada do Campeonato Gaúcho. O ônibus gremista foi atacado com pedras e barras de ferro antes de chegar ao Beira-Rio. Alguns jogadores ficaram feridos e o volante paraguaio Villasanto teve traumatismo craniano. A partida foi adiada e segundo a Brigada Militar dois suspeitos foram presos.

Mas a raiva precisa de um alvo. Se não é o rival, que seja o próprio time. Na quinta-feira (24) o ônibus que transportava os jogadores do Bahia foi atingido por uma bomba antes de chegar à Fonte Nova para a partida contra o Sampaio Corrêa, pela Copa do Nordeste. O goleiro Danilo Fernandes teve o rosto cravado por estilhaços e foi hospitalizado. A polícia identificou os carros envolvidos no ataque. Pertenceriam a membros da torcida organizada Bamor (muito amor). Suspeitos foram detidos.

Está bom? Ainda falta mais uma personagem ao retrato. O Paraná foi rebaixado para segunda divisão do campeonato estadual ao perder por 3 a 1 para o União Beltrão. Alguns torcedores, claro, viram-se no direito de invadir o campo antes da partida terminar e agredir os jogadores da própria equipe. Não fosse a tropa de choque, a notícia seria bem mais trágica.

Satisfeitos no quesito violência, vamos para o descaso ou impunidade. Foi de assombrar a justificativa da Chapecoense para não pagar uma dívida com o jogador Alan Ruschel, sobrevivente do acidente aéreo de 2016, em que morreram 71 pessoas. Ele pede o pagamento de pouco mais de 3 milhões de reais por danos morais pelo acidente, verbas trabalhistas e salários atrasados.

O que contestaram os advogados do time catarinense? Eles afirmaram que, “o acidente deu notoriedade a Ruschel, alavancou seus ganhos, sua imagem valorizou-se e passou a ter notoriedade mundial”. A Chape lhe devia menos porque o acidente foi uma sorte em sua vida.

O time está em recuperação judicial e não tem conseguido pagar as indenizações. A equipe, a seguradora, a seguradora da empresa aérea têm se esquivado de decisões judiciais contrárias. Há até uma CPI sobre o caso, reaberta no ultimate do ano passado.

Quando se fala em indenizações, impossível não recordar da tragédia do Ninho do Urubu, um incêndio que matou 10 jovens jogadores do Flamengo. É notório o desprezo e a canseira que a diretoria do Flamengo deu nas famílias das vítimas para chegar a um acordo de indenização. A maioria aceitou. Não gastaria o valor de um jogador mediano que o clube milionário poderia contratar. Pra quê? Passaram-se três anos e nenhuma das 11 pessoas indiciadas pelo Ministério Público foram condenadas.

Essa é a verdadeira cara do futebol brasileiro, que european finjo esquecer. Violência, impunidade e muitas e muitas dívidas que jamais serão pagas. Mas é isso. Em um país em que um presidente comete os mais diversos crimes, exigir seriedade do futebol é falta de sanidade.

[ad_2]

Supply hyperlink

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here