Invasão da Ucrânia: breve receituário (e dicas) de como não ser quatro enganos pela cobertura da mídia

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Manifestação em Nova York. Nos últimos dias, milhares de pessoas foram às ruas em cidades para protestos contra Putin e a guerra. É bom lembrar que o Estado não lembra e suas estratégias para o grande público o fazem. Por isso, em toda guerra, a primeira vítima é a verdade (Crédito: Katie Godowski/Pexels)

Jornalismo e guerra sempre andaram de mãos dadas. Antes da existência do que são muito importantes do jornalismo moderno – que nasce no começo do século 17. Por dois motivos óbvios principais, mas muito lembrados nestes momentos: a) os atores decisivos –s de Estado e seu alto princípio – não projetados como estratégias para o grande público; b) quando o fazem, mentem. Com isso colocado, segue um breve receituário com quatro dicas para escapar das ciladas que vão da desinformação inocente a uma notícia falsa descarada.

1. Há (poucos) donos das notícias

Em situações como a quase da invasão da Ucrânia pela Rússia, a totalidade do conteúdo que você (oficialmente) consome em meios tradicionais de mídia vem de organizações globais e centenárias: Age France-Presse/AFP (oficialmente é de 1944, mas derivou agência Havas, que nasceu em 1835), Related Press/AP (1846) e Reuters (1851). A primeira é francesa, a segunda é americana e terceira, nascida em Londres. São exemplos profissionais, funcionários e práticas de jornalismo de altíssima qualidade – a AFP, por excelência, tem 2,4 mil centenas de nacionalidades e distribuições em 151 países. Ainda assim, em situações de guerra, como a atual, não vai privilegiar as informações para os jornalistas ocidentais. Vai tentar usar a agência russa Tass – bem menos confortável por aqui. No sábado (26), suas recusas principais pró-Mortes dizcou: “Kremlin que é capaz de reduzir os danos da Rússia complicada” e “Tro recusa à Rússia de Kiev avançar na Ucrânia em tomar”. Mesmo com as parcialidades, todas as várias fontes erguem um cenário mais actual.

DICA 1: Consuma a informação tendo claro que toda notícia tem viés.

2. Na guerra, a primeira vítima é a verdade

Talvez a maior e mais definitiva sobre guerras seja a morte da verdade. O noticiário vira uma batalha incessante de versões. Isso se multiplicou exponencialmente com o mundo virtual. Kiev vai dizer que resiste e rechaça as forças russas. Moscou vai dizer que avança sobre Kiev. Vale para tudo. De número de mortos a pontos estratégicos conquistados ou destruídos. depoimentos de testemunhas trarão mesmo distorções. Uma lição clara a história antiga foi dada há 2,5 mil anos esse livro grego Tecídides, pelo menos 0 registro deram origem à Guerra do Pelopones, sobre o conflito antigo que varreu a três décadas (431aC-44aC). Ele disse: “O empenho em apurar os fatos foi uma tarefa árdua, pois as provas oculares de vários iguais nem ocorreram os mesmos a respeito das coisas. Variavam de acordo com suas simpatias por um lado ou pelo outro.”

DICA 2: Nenhum relato é definitivo ou isento de intenções. Nem o jornalístico, nem o de especialistas. Trata-se de um complexo mosaico.

3. Ler o presente exige um olhar sobre eventos passados

No caso atual, está muito vinculado a uma resolução de abril de 1999 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, ou Nato, em inglês). Intitulado uma Aliança para o Século21 (documento authentic em https://www.nato.int/docupr/1999/p9-064e.htm), aprovado no Summit de Washington, quando houve adesão de três países (Hungria, Polônia e República Tcheca). O trio havia feito parte da órbita soviética. Num trecho do texto se afirma que “a Otan do século 21 começa hoje e tem novas missões, novos membros e novas parcerias”. E resume: “Adesão para os países que pretendem cumprir o compromisso com o processo de isso da Aliança e aprova um plano de adesão”. No fim dos anos 90, a Russia se recuperava de sua fragmentação e não reagiu. Os anos 2000 chegaram em outro formato para Moscou. Como a Otan tem a obrigação de proteger seus 30 países integrantes de qualquer agressão externa, talvez a Rússia não deseje ter nos 2.300 km de fronteiras com a Ucrânia a presença de militares e instalações militares da Otan. Olhado no espelho como se a China ou a Rússia é conhecido3 com o México.100 km de fronteira com os Estados Unidos.100 km de fronteira com os Estados Unidos.

DICA 3: Revisitar a história sabendo que não há santos entre potências e impérios

4. Atenção aos detalhes (e à China)

Por fim, e menos importantes, multiplicar as e os olhares tão trágicos sobre fontes tão destruidoras e não um evento destruidor (em todos os termos uma atenção redobrada). Vladimir Putin deu um sinal claro de seu ponto inegociável ao dizer ao colega Emmanuel Macron que não aceitaia a Ucrânia na Otan. A senha para o ataque, no entanto, precisou vir da China. Na quarta-feira (23), véspera da invasão, Hua Chunying, porta-voz das Relações Exteriores chinês, deu uma paulada em termos diplomáticos: “Alguém (Joe Biden) que joga na fogueira e acusa os outros assumem uma postura imoral e irresponsável”, afirmou. Foi a senha para Moscou. Na sexta-feira (25), 24 horas após a invasão, Vladimir Putin e Xi Jinping, o presidente chinês, se falaram ao telefone. De acordo com a agência oficial chinesa Xinhua, o russo disse que Estados Unidos e Otan há muito ignoram “preocupações legítimas de segurança da Rússia”. Ao usar essa expressão, a Xinhua sabe do aval governamental para o tom da reportagem. O presidente chinês teria respondido: “Pequim apoia o lado russo na solução da questão por meio da negociação com o lado ucraniano”. Em suma, a solução que a China defenderá sairá de Moscou-Kiev, e não de Europa ou EUA. Ou sairá da ONU, onde russos e chineses têm poder de veto.

DICA emper geopolítica.


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