Invasão à Ucrânia une militar e ala ideológica do governador Bolsonaro

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A invasão da Rússia uma Ucrânia nos últimos dias uniu, no Brasil, integrantes de dois grupos do governo Jair Bolsonaro que já travaram diversas disputas internas no passado: as alas militar e ideológica.

Expoentes dos dois grupos, o ministro da Defesa, basic Braga Netoo assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, o olavista Filipe Martinsficou do mesmo lado em relação à posição do Brasil sobre o conflito.

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Segundo apurou a coluna, o ministro e o assessor de Bolsonaro defendeu internamente que o Brasil apoiasse, no Conselho de Segurança da ONU, a resolução dos Estados Unidos condenando a Rússia pela invasão.

Braga Nets fizeram gestões a Bolsonaro para convencê-lo do presidente a dar o sextaval para a diplomacia brasileira e gestões junto aos americanos, o que aconteceu na noite da feira (25/2).

De outro lado, estavam alguns ocupantes do Ministério das Relações Exterioresque defendem, nos bastidores, que o Brasil seguisse adotando uma posição de mais neutralidade em relação à Rússia.

Braga Netto, vale lembrar, já serviu pelo Exército na Polônia e nos Estados Unidos, países que estão defendendo a soberania da Ucrânia. Já Martins, além da relação com os americanos, tem proximidade com a embaixada da Ucrânia em Brasília.

Como a coluna noticiou no início de fevereiro, o assessor para Assuntos Internacionais tentando convencer Bolsonaro a emendar a viagem Rússia com uma ida à Ucrânia na sequência. O presidente, porém, acabou indo apenas a Moscou.

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