Guerra deve elevar o preço dos alimentos – Cash Instances

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Soja Exportações Agronegócio
Um dos impactos mais imediatos é no preço do trigo, um dos grãos mais usados ​​na alimentação e está presente nos pães, nas massas, nas bebidas e também nas rações animais (Imagem: Reuters/Paulo Whitaker)

UMA imposto brasileira, que terminou 2021 acima dos 10%, começou este ainda bastante expressiva e com números ainda altos.

O IPCA de janeiro ficou em 0,54%, o maior número para o mês desde 2016, puxado principalmente pelos alimentos. Como previsão para o ano, até agora, vinham variando entre 5,5% a algo pouco dos 6% (lembrando que o teto da meta perseguida pelo Banco Central é de 5%). Mas essas coisas devem mudar, e pior, por conta da Guerra na Ucrânia.

Um dos impactos mais imediatos é no preço do trigoum dos grãos mais importantes usados ​​na alimentação – está presente nos pães, nas massas, nas bebidas e também nas rações de animais.

O Brasil é um importador desse produto, já que produz menos do que consome. Em 2021, o País produziu 7,7 milhões de toneladas e importou um pouco mais de 6,2 milhões de, principalmente da Argentina.

E, embora a entrega direta da Rússia ou da Ucrânia (respectivamente o primeiro e o 4to maiores exportadores internacionais) não relevante, o Brasil sentirá o efeito da alta nos preços que pode ocorrer por conta da guerra.

Segundo a consultoria Agroconsultos preços internacionais já subiram 20% desde o início do ano e tendem a subir ainda mais com o conflito.

O milho, grão elementary para alimentação animal, é outro que veio a imposto. Segundo os especialistas, o produto está com cotações muito elevadas no mercado, e qualquer aumento vai pressionar ainda mais os custos internacionais dos produtores de carne ainda mais.

A Ucrânia é responsável por cerca de 16% das exportações de milho.

Também há o impacto nos fertilizantes. A Rússia é o maior fornecedor desse produto para o Brasil, com cerca de 20% dos adubos compradores pelo País. Este é exatamente o momento do ano em que os produtores estão comprando os fertilizantes para a safra 2022/2023, e o aumento dos custos por conta do conflito tornou-se o motivo de grande preocupação.

Petróleo

A tudo isso se junta o preço dos combustíveis, que tem impacto direto e indireto. Na semana passada, após o início da invasão russa, o barril do petróleo chegou a passar dos US$ 105. O dólarque tende a intensificar, também deve pressionar os preços.

Com esse cenário, os especialistas já previram um quadro de estagflação – de inflação de alta atividade econômica estagnada.

O economista Armando Castellar, pesquisador associado da FGV/Ibre exemplo, disse agora uma inflação na casa dos 6,2% ou 6,3%, com o PIB subindo entre 0,3% ou 0,4%, números piores que os antes do início da guerra.

Mas todos esses ainda são preliminares, que vão depender da extensão da guerra, das alterações, dos efeitos que virão. O certo mesmo é que nada de positivo se pode esperar dessa situação.

Gás herbal

A Invasão da Rússia à Ucrânia deve ter reflexos no mercado world de gás herbal, encarecendo ainda mais o preço do produto também no mercado brasileiro nos próximos meses, segundo especialistas consultados Estadão/Transmissão.

Nesse cenário, há pressão também sobre o custo da geração de energia em termoelétricas, embora não se fale, nesse momento, em risco de falta de gás.

Isso porque a Rússia responde sozinha por ocorrer, porque um conflito de gás utilizado na Europa, que, em conflito diplomático e econômico, com seu fornecedor fundamental, pode executar ao Gás Herbal (GNL) importado de localidade para suprir sua demanda, ainda outras alternativas mais os preços globais.

Além disso, um encarecimento do gás na Europa tem reflexos diretos em parte dos documentos de entrega para o Brasil, uma vez que esses documentos costumam ser entregues aos valores das rubricas práticas no mercado world.

Retaliação

“Não é apenas situação militar, com as circunstâncias, há também um risco econômico e regulatório, por isso há uma situação apenas de energia no mercado”, disse o professor do Instituto Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio) , Edmar Luiz Fagundes de Almeida.

Segundo ele, retaliações Movement Movement, além da suspensão da licença do gasoduto Nord 2, para levar gás diretamente da Rússia Alemanha – mas que ainda não começou a operar -, têm potencial para gerar desarranjo na economia world, mesmo que as dada Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não partam para um conflito armado. “É um momento muito delicado porque, pode trazer muitos malefícios para a economia mundial”, disse.

Opinião semelhante tem o engenheiro e fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires. Ele, contudo, lembra que o Brasil não adquire nenhum mercado, principalmente da Bolívia, boa parte do gás que consome, mas ele acredita que nenhum caso do produto entregue por concessionárias de distribuição internacional, os aumentos devem ocorrer apenas no momento das aumentos tarifárias feitas pelas concessionárias agências reguladoras estaduais. “Antes havia uma percepção de que no segundo semestre teríamos uma estabilidade, mas (com essa situação) provavelmente haveria novos aumentos no preço do gás ano”, disse.

Ele também se lembrou que no ano passado, quando a cadeia world de fornecimento de gás deu os primeiros sinais de gás arranjado, o mercado já sentiu um estresse com aumentos de preços pela Petrobras, fundamental fornecedor nacional do produto no Brasil. A época, a onda estatal de empresa promoveu a 50% para contratos no mercado nacional o que causou uma judicialização da questão e reclamação contra o Cade.

Infraestrutura

Embora o Brasil tenha uma grande reserva de gás herbal, o País reinjeta pelo menos metade desse insumo de volta nos campos de petróleo, pois falta infraestrutura de gasodutos para escoamento desse gás. Caso ela existe, o cenário pode ser diferente e o País teria mais fôlego para enfrentar uma crise como a atual.

Outro especialista que enxerga pressão nos preços do gás como consequências dos conflitos na Europa é o advogado Ali Hage Filho, sócio do escritório Veirano. “O GNL acaba influenciando os preços do gás no mundo todo, ea gente já vinha de um cenário de pressão de preços mesmo antes da situação da Ucrânia. Acho que certamente vai continuar aumentando”, disse.

Ele lembrou que, nos últimos anos, a Petrobras tem buscado paridade internacional para seus preços, e outros buscadores compraram gás no external para atender contratos no mercado brasileiro. Essa situação de novos reajustes nestes pode intensificar os problemas políticos e que a escalada nos preços do gás e dos compostos tem provocado no País.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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