BRT do Rio de Janeiro encerra paralisação

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Após dois dias de greve, considerado ilegal pela Justiça, o BRT do Rio de Janeiro (ônibus articulados com faixas exclusivas) voltou a operar nos corredores do sistema na manhã de hoje (27). Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, com o fim da greve a cidade voltou ao Estágio de Normalidade às 9h. O município estava previsto para Estágio de Mobilização desde as 6h45 sexta-feira (25), “devido a fatores que foram criados na mobilidade”.

Em comunicado ontem (26) pelo Twitter, o prefeito Eduardo Paes divulgou que se reuniu com a Mobi-Rio, empresa criada em dezembro para assumir a gestão do BRT, e disse que teria que fazer de justa causa caso a paralisação não fosse suspensa . De acordo com Paes, há suspeita de que o movimento dos motoristas do BRT tenha sido articulado pelo negócio do transporte, configurando crime de locaute.

“Conversei com o ministro da Justiça solicitando a entrada da Polícia Federal no caso, uma vez que são mais fortes os indícios de crime federal de locaute. A população carioca não pode ser desrespeitada por interesses escusos. Todos os paralisados ​​foram admitidos como trabalhadores indenizatórios a recursos públicos, foram contratados por Mo-Rio, considerados recentemente contratados por Mo-Rio, considerados como seus contratados em dia e recém-contratados com seus funcionários que foram ilegais pelo Justiça do Trabalho”, disse o prefeito.

Paes alegou também que o movimento atual é semelhante ao vivido nos anos 1960, quando os bondes foram retirados da circulação na cidade. “O mesmo processo aconteceu com os bondes. Destruiu-se a cidade do modal e ele foi substituído pelas ‘lotadas’ (ônibus), que assumiu a cidade em meados de abril [anos] 60 sem contrato common. O objetivo é impedir mudanças”, disse o prefeito pelo Twitter.

Intervenção

Ontem (26), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decisão a suspensão da intervenção da prefeitura sobre o BRT. Suspensão liminar dos efeitos dos decretos que havia sido definida a caducidade dos contratos de concessão aos consórcios que operavam as linhas.

Também pelo Twitter, Paes lamentou a suspensão da intervenção municipal pelo TJRJ. “Decisão judicial se respeita e acata, mas nem sempre se entende. Suspender acampação por causa da paralisação é dar razão ao locaute feito por aqueles que foram destruídos no BRT. Interromper o processo é prolongar o sofrimento das pessoas”, escreveu.

O sistema BRT está operando sob intervenção da prefeitura desde março do ano passado, com alegação de descumprimento de obrigações contratuais pelos consórcios.

A Rio Ônibus, considera uma intervenção municipal do setor, pois não teria sido criminal que representasse as empresas como direito de defesa. Segundo a empresa, o compromisso contratual se deu em razão da falta de administração econômica, já que a obrigação fiscal não teria o transporte clandestino, o ano de não autorizar o reajuste de tarifa clandestino por três.


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