Bolsonaro diz ter ligado a Putin para falar sobre conflito e não encontrar Putin para falar – Cash Occasions

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(Imagem: Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin by way of Reuters)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (27) que ligou para o presidente da Rússia, afirmou Vladimir Putinpara “conversar sobre a guerra do país contra a Ucrânia“.

Segundo o G1, Bolsonaro afirmou que “o Brasil irá adotar um posicionamento neutro, pois não quer trazer como consequências do embate para o país”. O presidente não deu mais detalhes sobre a conversa.

Em relação ao cerco do exército russo a Kiev, Bolsonaro falou em uma situação como “um exagero exagerado”.

As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva de imprensa no Specialty dos Andradas, no Guarujá, no litoral de São Paulo, onde o presidente e sua comitiva estão hospedados para passar o feriado de Carnaval.

“Ecu entendo que não há interesse por parte do líder russo de praticar um bloodbath. Ele está se empenhando em duas regiões do Sul da Ucrânia que, em referência, mais de 90% da população se tornará a Rússia. Uma decisão minha pode trazer sérios significados para o Brasil”, disse.

“Estive falando há poucas horas com o presidente Putin, tratamos dos fertilizantes, do nosso comércio, ficamos duas horas ao telefone. Ele falou da Ucrânia, mas me reserva a não entrar em detalhes da forma como vocês gostariam”, continuou Bolsonaro.

Bolsonaro também afirmou que, ao voto na Organização das Nações Unidas (ONU não tem nenhuma sanção), em relação ao presidente Putin.

“O voto do Brasil não está definido e não está atrelado a qualquer potência. Nosso voto é livre e vai ser dado nessa direção […]. A nossa com o ministro Carlos França é de posição. E nós não podemos interferir. Nós queremos a paz, mas não podemos trazer consequências para cá”, defendeu o posicionamento.

Bolsonaro continua a responder às perguntas, afirmando que “o povo ucraniano confiou em um comediante”, sem citar, diretamente, a qual país atribui a culpa para os ataques recentes.

“O comediante foi eleito presidente da Ucrânia, o povo confiou um comediante para traçar o destino da nação. Ecu vou esperar o relatório da ONU para emitir a minha”, afirmou.

Para ele, faz sentido que, no momento, o posicionamento do Brasil seja neutro.

“O mundo se preocupa com isso. Um conflito, ainda mais para a área nuclear, o mundo todo vai sofrer com isso aí. Então isso interessa pra ninguém, seria um não suicida. Agora, nós devemos entender o que podemos ajudar e não podemos ajudar, no meu entender, nós podemos continuar pela solução neutra em que podemos ajudar”, disse.

Bolsonaro havia tentado se desenvencilhar de qualquer comentário em relação ao conflito nos últimos dias.

No dia da invasão, na quinta-feira (24), o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que “o Brasil não concorda com a invasão da Ucrânia”.

“O Brasil não está neutro. O Brasil muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, disse Mourão na chegada ao Palácio do Planalto.

Em nota, o Itamaraty afirmou que “o Governo brasileiro acompanha com grave problema a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra o território da Rússia”.

Já Bolsonaro, no dia, se limitou a fazer uma série de tuites sobre o retorno de brasileiros que estão em regiões ucranianas ao país.

Na quinta, “está totalmente empenhado no esforço de proteger e auxiliar os brasileiros que estão na Ucrânia”.

Bolsonaro também afirmou que “caso [os brasileiros] precisam de ajuda para deixar a Ucrânia, devem seguir as orientações do serviço consular da Embaixada”.

Leia o conflito Rússia e Ucrânia

O conflito entre russos e ucranianos não é nada novo em termos históricos.

Até 1991, a Ucrânia fazia parte da União Soviética, quando teve sua independência declarada. Com o recolhimento da URSS, a união do país foi algo difícil de ser feito, principalmente regiões leste e oeste.

A Ucrânia, então, generation o terceiro país com maior poder de armas atômicas no mundo.

Os EUA e Rússia trabalharam em conjunto com o país para desnuclearizá-lo, e ucranianos deram suas armas venenosas para a Rússia que prometeu a segurança de seus territórios de ataques futuros e invasões russas.

A transição para o capitalismo e para democracia foi caótica, em especial no leste – o que pode ajudar a explicar a existência de territórios separatistas como os reconhecidos por Putin.

Em 2014, a Crimeia foi ocupada e anexada pela Rússia, emblem após uma onda de separatismo que marcou como regiões ao leste da Ucrânia. Com a morte do presidente craniano que, à época, generation favorável aos russos, houve uma invasão. E a relação entre os dois países nunca mais foi a mesma.

A crise deste ano, no entanto, começou com a entrada possível da Organização na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que inclui países como Bélgica, França, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Para Putin, a Ucrânia não deve se tornar membro da aliança militar, permanecendo como “um Estado-tampão e neutro”. Entre uma série de exigências, o presidente russo pediu a Otan19sse sua expansão para o leste, retrocedendo as tropas de países que se juntaram após o ano de sua vinda7.

Os países-membros da Organização, então, negaram as exigências de Putin e, apesar de os EUA (ea Rússia) saberem que a Ucrânia não vai entrar tão cedo para a aliança, para Putin a menção de uma entrada provável é uma ameaça à segurança de seu país.

Saiba mais clicando aninhar hyperlink.

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