Golpista fez pelo menos 30 vítimas no DF com falsos pacotes de turismo

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Uma moradora de Sobradinho, de 46 anos, teve frustrado o sonho de conhecer o Rio de Janeiro. A mulher comprou pacote turístico com um operador de viagens e fez os pagamentos em outubro, mas, dois dias antes de embarcar, soube que a viagem estava cancelada. A gerente comercial percebeu que caiu em um golpe quando não recebeu o reembolso, repassado para a conta do operador.

Ela e uma amiga transfeririam R$ 187,80, by means of Pix, para a conta de Ronaldo da Silva Machado e parcelaram o restante do valor no cartão de crédito. O homem apresentou-se para as mulheres como operador de viagens e disse que fazia parte da empresa Britânica Turismo.

As vítimas pagaram R$ 750, em outubro, para custear passagens e hospedagem, mas não assinaram contrato. A viagem estava marcada para 26 de janeiro de 2022.

“Nós entramos em um grupo de WhatsApp com 30 pessoas. Todas fariam essa viagem para o Rio de Janeiro e todas tinham pago tudo. Ele ficou de nos informar onde seria a hospedagem e nos passar o número do voo, mas, dois dias antes de viajar, ele mandou mensagem dizendo que estava tudo cancelado e removeu todo mundo do grupo”, conta uma das vítimas.

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Ao Metrópoles as duas mulheres contaram que Ronaldo reembolsaria os valores apenas para quem não registrasse ocorrência. Segundo ele, quem procurasse a polícia nunca teria o dinheiro estornado. O pacote mínimo para viagem generation de R$ 750; o valor mais caro chegava a R$ 2 mil.

“Sabemos que ele usou o nosso dinheiro para benefício próprio. Passamos os valores direto para a conta dele, sem nenhum contrato e garantia, esse é o problema. É muito frustrante, porque antecipei férias, avisei familiares e colegas que viajaria em janeiro e, depois, fiquei constrangida. Muita chateação”, lamenta outra vítima.

Após ser cobrado pelas vítimas, Ronaldo deu prazo para fazer os pagamentos, mas o dinheiro nunca retornou para a conta delas. O falso operador pediu para não entrarem em contato com a empresa, pois “se perdesse o emprego ou fosse preso, não resolveria o problema”.

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Até a publicação desta reportagem, as vítimas não tinham registrado boletim de ocorrência. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), não há registros no nome de Ronaldo da Silva Machado.

Ao Metrópoles Ronaldo confirmou que não fez contrato com as vítimas, mas que teria combinado prazo para devolver o dinheiro. Ele afirma que nove pessoas foram reembolsadas, mas não confirmou valores. Ronaldo diz que não trabalha para a Britânica Turismo e que “aguarda a intimação do órgão competente”.

O que diz a empresa de turismo

Em nota encaminhada ao Metrópoles, a Britânica Turismo informou que Ronaldo da Silva Machado é freelancer da empresa, mas não tinha permissão para vender pacotes de viagens individuais.

Leia a nota na íntegra: 

“A Britânica Turismo, agência com atuação ininterrupta há mais de 25 anos no mercado brasileiro, exclusivamente com viagens corporativas — portanto, não individuais —, informa que ao tomar conhecimento das denúncias envolvendo o colaborador Ronaldo, que comercializaria passagens particulares para o Rio de Janeiro, interrompeu de forma imediata o trabalho deste profissional com a companhia, e acionará a Polícia para abertura de boletim de ocorrência para apuração do crime de estelionato.

A Britânica Turismo se coloca à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos que possam contribuir com a apuração completa de todos os fatos”.

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