Desmatamento depreciação de terras e mercadorias agrícolas, diz estudo

0
64

Sem destruir uma árvore, produtores agrícolas que acabam adquirindo terras principalmente em áreas de expansão agrícola, como Norte do País e Matopiba (Maranhão, Piauí e Bahia), se beneficiando do desmatamento feito anteriormente por terceiros.

No minimo, pagando mais barato pelo hactare, em função da maior oferta de terra agora agricultável. É o que aponta o estudo lançado nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Escolhas, intitulado “Como o agro brasileiro se beneficia do desmatamento?”.

“Se você é e aumentou sua área de cultivo no de período 2006 a 2017, o desmatamento foi um acessório para aquisição das suas terras mesmo que você não tenha derrubado uma sóárvore”, reforça o estudo, coordenado pelo gerente de Portfó Instituto Escolhas, Jaqueline Ferreira, e que contorno com a execução de uma pesquisa multidisciplinar da Esalq-USP, por Joaquim Bento de Souza Barra Ferreira Filho, Gerd Sparovek, Adauto Brasilino Rocha Junior, Alberto Fendrich e Giovani William Gianetti .

O Instituto Escolhas explica, no estudo, que o valor de mercado de um pedaço de terra é influenciado por diversos fatores, como infraestrutura, proximidade de cidades, passando por disponibilidade de água para irrigação e acesso a orientação técnica.

“A partir do desenvolvimento de modelagens espacial e econométrica inéditos – que utilizaram dados sobre o preço da terra, a agropecuária e a mudança de uso da terra no País 2006 e 2017, o estudo isolou o desmatamento e a incorporação de terras para uso agropecu de “continuação do preço da terra”. “Com isso, foi possível observar o seu efeito no preço da terra e dos produtos agrícolas.”

Segundo o estudo, a incorporação de novas áreas desmatadas no mercado de terras entre 2011 e 20014, por exemplo, gerou uma depreciação de R$ 136,7 bilhões no valor do estoque de terras brasileiro, ou o equivalente a uma redução média de R$ 391 hectares. O “estoque” de terras contém nas terras disponíveis do País. E o valor foi depurado multiplicando-se o preço médio do hectare no País pelo general de terras disponíveis.

Em áreas de expansão agrícola, como Matopiba e Amazônia, a depreciação atingiu R$ 83,5 bilhões em 2017, ou 25% do valor da terra, “o equivalente a uma redução média de preço de R$ 985 por hectare”, aponta o levantamento do Instituto Escolhas. Em São Félix do Xingu (PA), por exemplo, que é o município com maior depreciação observada, o preço por hectare em 2017 technology de R$ 2.476. “Sem o desmatamento de anos anteriores, o preço teria chegado a 6.606 reais por hectare”, aponta o Escolhas.

Outra conclusão é de redução de 93,5% (ou 5.218) municípios brasileiros não tiveram nenhum preço de terras por causa do desmatamento. “Entretanto, apenas 61 deles, ou 1,15% acumularam metade da redução observada”, anota o trabalho – sendo que esses 61 municípios estão situados, em sua maioria, em área de expansão agrícola.

E não só isso: o estudo conclui também que até mesmo o preço de commodities agrícolas poderia ser maior, não fosse o “efeito desmatamento”. “No caso da soja, houve redução no preço médio da saca de R$ 3,10, ou 4,5% a menos”, diz o Instituto Escolhas. “Em relação ao valor bruto da produção agropecuária de soja em 2017, isso representa 66,7 bilhões de reais.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Jaqueline Ferreira, o comprova que “o incidente na agricultura, na Amazônia e no Cerrado, deprecia o preço do estudo de terras do País como todo o funcionamento como uma espécie de um tanto quanto um desconto para os produtores que têm como estratégia a em de novas áreas para o aumento da produção”, cita. “Já os produtores que apostaram no aumento da produtividade de suas áreas perdidas com o desmatamento, uma vez que têm o preço de suas terras depreciadas.”

Ao mostrar que pode causar prejuízo com muito a depreciação do preço da terra, o estudo traz mais uma observação de que o prejuízo do setor. “Ainda assim, a maior parte se esquiva de medidas de medidas concretas para se devincular do desmatamento, como a rastreabilidade de todos os fornecedores das cadeias produtivas ou o registro e georreferenciação de propriedades”, Jacqueline Ferreira. “Ou, ainda mais Grave, é comum ver lideranças do setor defendendo ou tolerando silenciosamente o desmonte da legislação ambiental e a rotina de atos de regularização fundiária que premiam quem desmata.”

Procurando uma boa oportunidade de compra? Estrategista da XP revela 6 ações baratas para comprar hoje.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here